— Obrigado por me salvar — disse Nangong Yichen, sorrindo. — Bobinho, você é filho da mamãe, é claro que ela tem que te salvar — disse Chu Lingzhi, apertando suas bochechas rosadas e macias. Ser mordido por uma cobra para conseguir que ele a aceitasse e a chamasse de mamãe, valeu a pena. — Na verdade, não tenho medo de dor — disse Nangong Yichen, olhando para ela. — Hum, mamãe sabe que vocês são meninos corajosos e fortes — disse Chu Lingzhi, com os olhos brilhando, elogiando-o. — Então, se uma cobra não venenosa se aproximar de mim, não me salve — já que não tem veneno, a mordida não mata. — ... — Chu Lingzhi ficou surpresa. Ele disse que não tem medo de dor, será que está reclamando dela por tê-lo salvo? — Ha ha... — Nessa hora, a risada clara de Chu Junyu ecoou alegremente pela floresta. Chu Lingzhi e Nangong Yichen olharam para ele sem entender. Viram que ele e Nangong Yehen estavam sentados no chão, e as roupas dele, sem que soubessem quando, tinham sido tiradas por Nangong Yehen. Seu corpo nu parecia muito fofo, e Nangong Yehen estava usando uma folha para coçar suas costas, fazendo-o rir alto. A risada infantil era doce e alegre, e ouvi-la deixava o coração inexplicavelmente feliz. O rosto bonito e refinado de Nangong Yehen também trazia um sorriso paternal e afetuoso. Vendo-os se divertindo tanto, o coração de Chu Lingzhi pareceu ser tocado por algo. Havia alegria, emoção, doçura... Nangong Yichen também foi contagiado por essa cena calorosa. Ele se aproximou, pegou um galho e cutucou as costas de Chu Junyu. Nangong Yehen usava a folha para fazer cócegas leves no corpo dele, fazendo-o rir, mas quando Nangong Yichen cutucou com o galho, a dor o fez pular no lugar como um canguru. Ele virou e viu que era Nangong Yichen cutucando-o, então puxou Nangong Yichen, arrancou suas roupas à força, e as duas crianças começaram a brincar juntas. A floresta quase foi tomada por suas risadas. O tempo de diversão sempre passa tão rápido. Achavam que quatro horas seriam difíceis de suportar, mas, sem perceber, o sol se pôs e o entardecer chegou. Nangong Yehen, agora revigorado e cheio de energia, carregava os dois tesouros nos braços fortes e descia a montanha com Chu Lingzhi. Subir levou três horas, mas descer pelo caminho mais curto foi mais rápido, levando apenas duas horas para voltar à vila de Lizhu. Os aldeões já haviam abatido o javali e, na casa de Fu Chunyan, prepararam um banquete delicioso. Todos os aldeões se reuniram e tiveram um jantar animado e alegre. Após o jantar, os aldeões conversaram um pouco no pátio e depois foram cada um para casa dormir. Na região montanhosa, eles gostavam de se deitar assim que escurecia, raramente assistindo TV. Chu Lingzhi e Nangong Yehen também voltaram ao quarto e se deitaram para descansar. Embora não fossem como os aldeões, que trabalhavam no campo o dia todo, depois de horas subindo e descendo a montanha, o corpo todo estava exausto. Deitados na cama, não demorou muito para caírem no sono. Na montanha profunda, em uma noite sem luar, a escuridão era total, não se via nem a mão diante dos olhos. Chu Lingzhi sentiu que, mal fechou os olhos e os abriu, o dia já havia amanhecido. E Nangong Yehen, que dormia na mesma cama, não sabia quando tinha se levantado; o lugar onde ele estava estava vazio. Chu Lingzhi se levantou e olhou para a cama ao lado. Os dois pequenos tesouros também já tinham se levantado, e os cobertores estavam dobrados e arrumados em cima da cama. Chu Lingzhi desceu da cama, calçou os sapatos e saiu do quarto. Chegando ao pátio, depois de se lavar, viu Fu Chunyan voltando pelo caminho, carregando uma cesta de flores. De longe, ela viu Fu Chunyan com um sorriso radiante, uma expressão feliz como se tivesse ganhado na loteria. — Lingzhi, você se casou com um ótimo marido!