Capítulo 210: Capítulo 210 Somos a Combinação Perfeita

Nangong Yehen pensou em seu tipo sanguíneo especial e olhou para Chu Lingzhi com um olhar mais profundo e afetuoso. Isso mesmo, casando-se com ela, ele não só ganharia dois filhos, mas também teria uma filha no futuro. — Filho, essa sua sugestão não é nada má. Chu Junyu ergueu o queixo, todo orgulhoso: — Claro! Você não abre bem os olhos para ver de quem eu sou filho? Papai, nem toda mulher consegue gerar filhos tão inteligentes e bonitos quanto eu e o velhote. Ao ouvir isso, Chu Lingzhi não conseguiu evitar uma risadinha. Esse garoto, ao se elogiar, ainda não se esquece de enaltecer a mãe. Nangong Yehen assentiu, com um brilho cintilante nos olhos. — Sua inteligência e talento são herança minha, e a beleza e fofura vêm da Lingzhi. Somos uma combinação perfeita. Chu Lingzhi, ao ouvi-lo chamá-la diretamente de Lingzhi, sentiu o coração perder um compasso. Ela nunca imaginou que o nome Lingzhi, saindo da boca dele, pudesse ser tão emocionante. Chu Junyu abraçou uma das pernas de Nangong Yehen: — Somos uma combinação perfeita, papai. Nunca nos abandone, hein? Chu Lingzhi achou aquela cena sem graça, vendo o menino esfregar o rostinho na perna de Nangong Yehen. Esse garoto, admirá-lo tudo bem, mas precisa chegar ao ponto de abraçar a perna dele? — Fiquem aqui protegendo ele, vou procurar algumas frutas silvestres para comer. — Chu Lingzhi se levantou. Nangong Yehen a chamou de repente: — Não vá! — Vou ficar por perto. — Chu Lingzhi sabia que ele se preocupava com ela, e levou também a pistola que Huo Luan havia deixado. — Não se afaste mais de cem metros de mim. Se encontrar perigo, grite bem alto. Chu Lingzhi não ousou ir longe, não por medo de se arriscar, mas sim preocupada com a aproximação de animais selvagens perto de Chu Junyu e dos outros. Ela encontrou algumas frutas e verduras silvestres nas redondezas, lavou-as no riacho e voltou. Chu Lingzhi distribuiu as frutas para eles comerem, depois guardou as verduras para levar de volta quando descessem a montanha. — Mamãe, o que é aquilo? — Chu Junyu apontou curioso para as verduras. — Coentro-selvagem. — Respondeu Chu Lingzhi. — Erva medicinal? — Vou levar para fazer uma sopa com osso de javali, é perfeita para o seu pai. — Chu Lingzhi deu uma mordida na fruta que segurava. Essa fruta silvestre tinha polpa macia e muito suco; quando era pequena, adorava comê-la, e os moradores daqui a chamavam de maçã-silvestre. Porque sua aparência lembrava uma maçã, mas a textura e o sabor eram de pera, e a árvore parecia com cânfora. — Senti o cheiro dela. — Chu Junyu se aproximou, pegou um ramo e cheirou perto do nariz. — Que cheiro bom. Chu Lingzhi sorriu: — A sopa cozida é ainda mais inesquecível. Ela é aromática e faz bem ao estômago, e também é muito eficaz para tratar picadas de cobra e ferimentos internos. — Mamãe, papai tem muita sorte de ter você. — Chu Junyu disse, olhando para Nangong Yehen. Nangong Yehen assentiu, olhando para Chu Lingzhi com um ar ambíguo: — Ouviu? Ter a mim é a sua sorte. — Na verdade, ter a mim é a sua sorte! — Retrucou Chu Lingzhi. — Ter a mim te traz mais sorte. — Para de se achar tanto. Sem mim, você ainda estaria deitado na mansão agora. — Agora também estou deitado. — Parem de discutir. Ter vocês é a nossa sorte. De repente, a voz calma e infantil de Nangong Yichen, que normalmente não gostava de se expressar, soou. Chu Junyu, que estava segurando um ramo de coentro-selvagem perto do nariz de Nangong Yehen, parou, ergueu a cabeça, piscou os olhos e olhou para Nangong Yichen. Nangong Yehen franziu os lábios, com um sorriso ambíguo, olhando para ele. Chu Lingzhi ficou surpresa, sem acreditar, olhando para ele, murmurando: — Essa frase saiu da sua boca ou da boca do meu filhão?