O rosto de Chu Lingzhi ficou levemente rosado, e ela o encarou com irritação. "Você não é mais uma criança de três anos."
"Uau, que delícia." Nangong Yichen abriu seus bracinhos, aproveitando o vento da natureza.
"Descansem aqui. Vou colher algumas ervas medicinais." Chu Lingiz se levantou.
"Vou com você." Nangong Yehen também se levantou.
"Não precisa. Fique aqui com o pequeno." Chu Lingzhi disse, olhando para ele.
Nangong Yehen ainda estava preocupado com ela. Ele olhou para Huo Luan, que entendeu o sinal.
"Srta. Chu, vou acompanhá-la." Disse Huo Luan.
Chu Lingzhi pensou por um momento, seus olhos percorreram Nangong Yehen e Chu Junyu. "Está bem."
Então perguntou a Nangong Yehen: "Você trouxe uma arma?"
"Hum." Nangong Yehen assentiu.
"Fiquem perto do papai, não saiam correndo por aí." Depois de dar dois passos, Chu Lingzhi ainda estava preocupada e instruiu Chu Junyu e Nangong Yichen novamente.
Nangong Yichen assentiu, com um tom indiferente. "Entendi."
"Mamãe, pode ir tranquila pegar cobras e colher ervas para curar o papai. Vamos ficar quietinhos ao lado do papai, protegê-lo bem e não deixar nenhum animal selvagem machucá-lo." Chu Junyu sorriu radiante, e suas palavras quase fizeram Nangong Yehen cuspir sangue.
Um homem de 190 cm de altura, sendo protegido por duas crianças de cinco anos?
Chu Lingzhi achou graça ao ver o rosto sombrio de Nangong Yehen e foi, de bom humor, procurar cobras.
Ela pediu para os dois pequenos não se afastarem de Nangong Yehen por preocupação com a segurança deles, não para que protegessem Nangong Yehen.
Chu Junyu era um verdadeiro palhaço, muito bom em alegrar os outros.
"Srta. Chu, como encontrar cobras?" Huo Luan perguntou humildemente a Chu Lingzhi, ao mesmo tempo que a admirava.
Uma mulher que, da base da montanha até o meio dela, nunca reclamou de cansaço.
Agora, movia-se com agilidade pela floresta, como um cervo na mata.
Huo Luan já vira muitas mulheres que tentavam se aproximar de Nangong Yehen.
Mas nenhuma era tão especial quanto Chu Lingzhi.
Parecia que, não importava o ambiente, ela conseguia sobreviver e ainda viver bem.
Parecia frágil, mas não era fraca.
Parecia bonita, mas era muito forte.
Chu Lingzhi virou a cabeça, olhou para Huo Luan e brincou: "Sendo um guarda-costas de elite, não sabe encontrar cobras?"
Huo Luan sorriu, um pouco envergonhado. "Entendo de pessoas, mas de cobras... nunca fiz isso."
Ele já tinha batido em cobras, pegado cobras, mas nunca as procurado.
"Se uma cobra aparecer na nossa frente, ótimo. Se não aparecer, não podemos ficar esperando. Temos que ir atrás. Como encontrar..." Chu Lingzhi ergueu as sobrancelhas. "Também não sou especialista, só posso procurar perto das tocas das cobras."
"Esta montanha é cheia de picos e vales, imponente e alta. Como encontrar tocas de cobras?" Perguntou Huo Luan.
Tocas de tigres ou macacos são mais fáceis de achar, mas tocas de cobras devem ser bem pequenas, não?
Não é como procurar uma agulha no palheiro?
Chu Lingzhi não conseguia explicar exatamente como encontrar.
A melhor maneira agora era procurar tocas de cobras.
Ela pesquisara sobre a cobra-de-cabeça-branca. Essa cobra é preguiçosa, aparece ao entardecer e dorme na toca no resto do tempo.
Por isso escolheu subir a montanha nesse horário, faltando algumas horas para o entardecer.
Se não encontrasse a cobra-de-cabeça-branca na toca, voltaria ao entardecer.
Trouxe gardênia, que as cobras adoram.
Ela explicou a experiência de encontrar tocas de cobras para Huo Luan, e então se separaram para procurar.
Huo Luan não conhecia a cobra-de-cabeça-branca do Himalaia.
Chu Lingzhi disse para ele pegar qualquer cobra com cabeça branca, corpo marrom-escuro e pequenos pontos brancos ou amarelos.