Aqui, para ela, havia muitas lembranças. Embora tivesse crescido com o avô nas profundezas da montanha, eles eram pessoas desta aldeia. Mudar-se para a montanha foi para facilitar a coleta de ervas medicinais. Chu Jinian era bondoso e caloroso, e os aldeões o respeitavam muito. Chu Lingzhi lembrava-se de que, quando era pequena, cada vez que descia da montanha com o avô, os aldeões os cumprimentavam com entusiasmo e os convidavam para comer. As lembranças eram boas, mas, na memória, a pessoa mais querida não estava mais ao seu lado, e seu coração estava tão amargo. Enquanto Chu Lingzhi se entristecia e sofria nas lembranças, sentiu um calor no dorso da mão. Ela desviou o olhar, baixou os olhos e viu a mão grande de Nangong Yehen cobrindo a sua. Ela hesitou por um instante, ergueu a cabeça e encontrou o olhar gentil e afetuoso dele. Os olhos dele eram como veneno; um único olhar já viciava. Naquele momento, Chu Lingzhi parecia ter se viciado; seu olhar, ao encontrá-lo, não conseguia mais se desviar. Nangong Yehen curvou os lábios, dando-lhe um sorriso de consolo, "Não pense demais." "Não estou pensando demais." Disse Chu Lingzhi com a voz embargada, ela só queria pensar na família dele. "Olhe para o nosso filho, como ele se diverte." Nangong Yehen olhou para fora. Chu Lingzhi seguiu seu olhar e viu Chu Junyu e Nangong Yichen brincando com as crianças da aldeia. Desde que Chu Jinian se foi, poucos estranhos entravam na aldeia. Especialmente pessoas ricas, de carro e com roupas brilhantes. Por isso, a aparição deles logo atraiu a atenção de muitos aldeões. Ao ver aqueles rostos familiares e estranhos, Chu Lingzhi sentiu uma mistura de emoções. Havia muitas pessoas que ela conhecia, mas não lembrava os nomes. Mas isso já não importava mais. Hoje, ela estava ali como uma estranha. As pessoas daqui não sabiam que ela era aquela menina de pele escura de antigamente. Chu Lingzhi abriu a porta do carro e desceu. Antes mesmo de fechar a porta, uma mulher de pele escura e áspera se aproximou e perguntou com entusiasmo: "Quem são vocês? Procuram alguém?" Irmã Chunyan! Chu Lingzhi conteve a emoção interior ao olhar para aquela mulher. Ela se lembrava dela, Fu Chunyan, aquela mulher de personalidade direta, que falava alto e era muito calorosa. Fu Chunyan olhou para Chu Lingzhi, que parecia uma fada, "Nossa, estou te perguntando." Fu Chunyan achou que o olhar daquela moça para ela era estranho, então perguntou: "Você não é parente minha, é?" Assim que ela falou, os aldeões ao redor caíram na risada. Nesse momento, Nangong Yehen desceu do carro. Ao ver Nangong Yehen, os aldeões ficaram impressionados, achando aquele homem muito bonito. Os aldeões daqui raramente viam televisão e, mesmo quando viam, não prestavam atenção às grandes notícias internacionais, então o rosto de Nangong Yehen era estranho para eles. "Nossa, esse irmão é bem bonito." Fu Chunyan examinou Nangong Yehen e perguntou: "Irmão bonito, você procura alguém?" Com essa pergunta, os aldeões riram novamente. Fu Chunyan já estava quase com cinquenta anos, chamar Nangong Yehen de irmão, como os aldeões não iriam rir? "Não procuramos ninguém." Disse Chu Lingzhi, virando-se para olhar Nangong Yehen, "Viemos aqui para colher algumas ervas medicinais." "Vir aqui colher ervas medicinais é o lugar certo." Fu Chunyan apontou para o Monte Lizhu, exatamente a montanha onde Chu Lingzhi morava, "Naquela montanha há muitas ervas medicinais selvagens, deve ter o que vocês precisam. Mas, subir a montanha a esta hora, pode ser que vocês sejam devorados por feras." "É verdade, toda noite aparecem lobos e javalis." Um menino completou.