Capítulo 192: Capítulo 192: Vamos Fazer um Desenho Aconchegante

Esta região é toda composta por campos e montanhas desabitados.

Chu Junyu e Nangong Yichen, dentro do carro, estavam de bom humor, segurando seus celulares e filmando o lado de fora.

Chu Lingzhi ouviu a risada de Nangong Yichen pela primeira vez, tão infantil e cheia de inocência.

Afinal, eles são apenas crianças de cinco anos.

Nessa idade, eles precisam do amor paterno e materno.

Chu Lingzhi pensou que o temperamento frio de Nangong Yichen era metade herdado de Nangong Yehen, e a outra metade era adquirida.

Ao longo dos anos, Nangong Yehen, para derrotar Mo Ercong e proteger o filho dos inimigos, propositalmente não o reconheceu.

Durante cinco anos, Nangong Yehen não ficou ao lado dele; mesmo quando se encontravam, era sempre apressado, indo embora logo.

Aos três anos, Nangong Yichen achava que o pai não o queria, não gostava dele, o odiava...

As outras crianças, da idade dele, tinham os pais por perto, tratando-os como tesouros.

Aos poucos, seu temperamento se tornou frio e indiferente.

"Risadinhas..."

No carro, soou novamente a risada clara e inocente de Nangong Yichen.

Chu Lingzhi sorriu para ele, enquanto ele e Chu Junyu estavam sentados juntos.

Duas cabecinhas se juntaram, olhando o que tinham acabado de filmar.

Não se sabia o que tinham filmado, mas estavam tão felizes.

Até o frio Nangong Yichen ria tão alegremente.

Nangong Yehen ouviu as risadas das duas crianças e, embora estivesse cansado, parecia revigorado.

Às vezes, o cansaço da alma precisa ser curado com o remédio da alma.

Nangong Yehen não sabia que os dois pequenos eram o remédio para sua alma.

"Vou filmar o papai e a mamãe." Chu Junyu pegou a câmera, virou-se e, sorrindo, apontou para Nangong Yehen e Chu Lingzhi.

Eles estavam em uma van de sete lugares.

Por fora, parecia comum e um pouco velha, mas a carroceria e os vidros eram reforçados, à prova de balas.

Chu Lingzhi e Nangong Yehen, sentados no último banco, olhavam para a câmera com expressões muito sérias.

"Papai, você pode fazer uma careta?" Chu Junyu franziu a testa, muito insatisfeito com a expressão de Nangong Yehen.

Ele estava filmando, e os dois sem nenhuma expressão, o que havia de bom para ver?

"Estou sorrindo." Disse Chu Lingzhi.

Todo o carro estava envolto por uma atmosfera aconchegante.

O rosto bonito e refinado de Nangong Yehen também tinha um leve sorriso suave. "Eu também estou sorrindo."

Fazer ele abrir a boca e rir alto, ou fazer caretas sem jeito, ele não conseguia.

"Abrace a mamãe, para uma cena mais aconchegante."

Chu Junyu riu, seus olhos escuros e claros brilhando com uma luz de expectativa.

Nangong Yehen curvou os lábios, olhou para Chu Lingzhi.

Chu Lingzhi ficou um pouco sem graça. "Essa cena já é aconchegante o suficiente."

"Não basta, abraçar fica melhor." Nangong Yehen curvou os lábios e puxou Chu Lingzhi para perto.

Chu Lingzhi se surpreendeu, encostou-se nele, sentiu seu cheiro, e seu coração disparou, como se um cervo estivesse batendo.

Chu Junyu sorriu de forma sugestiva. "Seria ainda melhor se vocês dessem um beijo."

Ao ouvir isso, Chu Lingzhi corou e olhou para Chu Junyu, repreendendo: "Chu Junyu, não abuse da sorte!"

"Velhinho, diga, o papai deve beijar a mamãe?" Chu Junyu puxou Nangong Yichen.

Nangong Yichen franziu os lábios, olhou para eles e disse com uma voz infantil: "Deve."

Chu Junyu piscou para Chu Lingzhi. "Mamãe, o velhinho concordou, não precisa ficar com vergonha."

Chu Lingzhi o encarou, mexeu o corpo, tentando sair do abraço de Nangong Yehen.