Ao ouvir isso, Nan Gong Yehen sorriu com um ar provocador. "Ter um filho fora do casamento foi por vontade própria?"
Chu Lingzhi hesitou. "Não sei."
Aquela parte da memória se perdeu; ela não sabia se foi voluntária ou não.
Mas para ela, o filho era tudo em sua vida. Ela achava que deveria ter sido voluntária.
Nunca se arrependeu de ter dado à luz o filho e de tê-lo criado.
Nem quando foi ridicularizada e expulsa de casa pela família se arrependeu.
"E então? Ainda dói?" Chu Lingzhi ergueu a cabeça e perguntou com um sorriso.
Seu sorriso era indescritivelmente bonito. Nan Gong Yehen teve um brilho nos olhos. "Não dói mais."
Finalmente, trinta minutos se passaram, e Chu Lingzhi encerrou a massagem.
Após trinta minutos ininterruptos de massagem, seus dedos estavam doloridos.
Ela juntou as mãos e as esfregou uma na outra para aliviar a dor.
Nan Gong Yehen olhou fixamente para suas mãos brancas e delicadas. "Dói?"
Chu Lingzhi sorriu amargamente. "Dor e cansaço."
Ela pegou o colírio e, olhando para os olhos de Nan Gong Yehen, perguntou: "Seus olhos estão realmente bem? Quer que eu passe?"
"Não." Nan Gong Yehen respondeu com indiferença, mantendo o olhar fixo nela.
Sentindo-se desconfortável com aquele olhar, Chu Lingzhi arrumou a caixa de primeiros socorros e o olhou com um ar de permissão. "Posso ir agora?"
Olhou para o relógio, viu que estava perto do horário de saída de Chu Junyu, e mentiu: "Meu filho está quase saindo da escola, preciso buscá-lo."
"Pode ir." Ao ouvi-la mencionar o filho, Nan Gong Yehen teve um brilho nos olhos e concordou prontamente.
Chu Lingzhi sorriu, pensando consigo: Ele não é tão desagradável e autoritário quanto parece.
Carregando a caixa de primeiros socorros, ela saiu, com Nan Gong Yehen a seguindo.
Ao chegar à escada, ela se lembrou do cheque de dois milhões.
Parou, tirou o cheque e o devolveu a Nan Gong Yehen. "Jovem Mestre Nan, não vou aceitar este cheque."
Nan Gong Yehen ergueu as sobrancelhas. "Por que não?"
"Não preciso de tanto. Dê-me dois mil reais, está bom."
"Dois mil reais?" Nan Gong Yehen franziu a testa, olhando para Chu Lingzhi com incredulidade.
Dois mil reais mal dava para uma refeição dele.
"Você deu dois milhões, mas não pode dar dois mil?" Chu Lingzhi perguntou surpresa.
"Não posso."
O dinheiro que ele lhe deu não era para o tratamento, mas sim para a pensão do filho nos últimos anos.
Ele já havia investigado bem; no começo, ela realmente passou dificuldades criando o filho sozinha.
Mas o filho dele era esperto e inteligente, mais cativante do que aquele valentão da casa dele.
Isso era mérito dela; ela merecia aquele valor.
"Embora minha grosseria não tenha te causado danos, mesmo que tivesse, eu não deveria aceitar tanto dinheiro como taxa de tratamento."
Quando aceitou o cheque, ela pensou que ele estivesse gravemente ferido.
Agora que o viu pessoalmente, ele não estava ferido; ela só fez uma massagem de trinta minutos.
Nan Gong Yehen a encarou friamente por um momento e desceu as escadas sem dizer nada.
Chu Lingzhi o seguiu. "Jovem Mestre Nan, os dois milhões..."
Nan Gong Yehen acenou com a mão, indicando que ela parasse. "Se não aceitar, rasgue o cheque."
"..." Chu Lingzhi parou, olhando para a figura alta de Nan Gong Yehen como se fosse um monstro. Que arrogante, que imponente.
Chu Lingzhi desceu as escadas apressadamente.
Ao ver a cena na sala de estar, ela ficou atônita, olhando surpresa para as mulheres que praticamente lotavam o amplo salão.
Por que tantas mulheres jovens e bonitas estavam enfileiradas ali?
Nan Gong Yehen estava escolhendo uma concubina?