Chu Junyu suspirou aliviado e disse.
Ao ver Nan Gong Yehen tossir sangue há pouco, seu coraçãozinho doía tanto que nem conseguia aguentar.
Ele temia que, tossindo sem parar, ele acabasse morrendo.
Agora, vendo-o assim, ele entendeu que a mamãe era o remédio dele.
Ele não só suspirou aliviado, como também ficou secretamente feliz.
Ele queria que o papai dependesse da mamãe, assim, no futuro, ele não conseguiria viver sem ela, e a amaria para sempre.
Eles saíram do quarto, e na porta, Ouyang Ruobing estava parada, imóvel como uma estátua.
Seu rosto bonito trazia palidez, tristeza, preocupação, tensão...
Nan Gong Yehen estava doente, uma doença estranha como a da mãe dele.
Por que ela não percebeu antes?
Se na época tivesse notado qualquer dor nele, nunca teria sido cruel a ponto de deixá-lo.
O olhar que ele lançava a Chu Lingzhi era de amor verdadeiro.
Ela não podia negar—
Um homem, no momento de maior sofrimento, pensa na mulher com quem quer compartilhar as dificuldades.
Ele pensar em compartilhar as dificuldades com ela já mostrava que aquela mulher ocupava um lugar importante em seu coração.
"Mãe, com a Lingzhi aqui, você não precisa se preocupar com o papai."
Vendo-a assim, Nan Gong Yichen não teve coragem de ignorá-la, segurou sua mão e a consolou.
Ao mesmo tempo, esperava que Ouyang Ruobing desistisse de Nan Gong Yehen, pois ela já não era mais adequada para ele.
Nan Gong Yehen se recusava a fazer moxabustão, então Chu Lingzhi só pôde aplicar soro intravenoso nele.
O tempo da infusão era um pouco longo, e Chu Lingzhi pegou o notebook dele para pesquisar informações.
Doenças como a do frio venenoso de Nan Gong Yehen, por serem especiais, afetam apenas uma em cada dez milhões de pessoas.
Por isso, essa doença não está registrada em livros de medicina, muito menos na internet.
Mesmo que haja registros, são métodos de tratamento muito simples, que não fazem efeito algum nos sintomas de Nan Gong Yehen.
Na época, até o avô dela ficou perplexo com a doença daquele menino, testou uma receita, testou outra, e no fim, só conseguiu com a técnica dela de combater veneno com veneno.
Combater veneno com veneno foi algo que ela viu no antigo livro de história do avô.
Lembrava que o avô disse na época que o corpo do menino era diferente das pessoas comuns, parecia ter veneno.
Então, enquanto o avô não estava, ela pegou uma cobra de cabeça branca e o mordeu, começando seu tratamento.
Quando o avô voltou e soube do método dela, elogiou-a sem parar.
Pegou a pequena cobra para examinar e disse com emoção que sorte a dela ter pego uma cobra de cabeça branca, pois se fosse outra cobra venenosa, não só não combateria o veneno, como mataria o paciente diretamente.
Ela lembrava que o avô lhe disse que aquela cobra se chamava cobra de cabeça branca do Himalaia.
Agora, ela estava pesquisando informações sobre essa cobra na internet.
A cobra de cabeça branca do Himalaia tem um veneno extremamente forte, sendo uma das dez cobras mais venenosas do mundo.
Além disso, é uma cobra venenosa rara e antiga, por isso não se encontra no mercado.
Para conseguir essa cobra, ela teria que ir pegá-la pessoalmente.
Ir pegá-la pessoalmente, ela pensou na montanha profunda onde morou com os avós.
Antigamente, havia cobras de cabeça branca do Himalaia por lá, e agora deve ter ainda.
Tendo ou não, nesse momento, ela teria que tentar a sorte.
Ao pensar em voltar para aquele lugar onde morou, seu coração doeu profundamente.
Depois daquele grande incêndio, ela nunca mais voltou, já fazia onze anos—
Ela ficou sentada, absorta, por um bom tempo, até que finalmente voltou a si e ergueu os olhos, encontrando-se com o olhar profundo de Nan Gong Yehen.
"No que está pensando?" perguntou Nan Gong Yehen.
"..." Ela não respondeu, apenas o olhou de forma complexa.
Nan Gong Yehen ergueu as sobrancelhas e perguntou em voz baixa: "No que está pensando?"