"Não entendo." Ela não entendia muitas coisas. "Só sei curar e tratar ferimentos." "Preciso de alguém assim." Nangong Yehen disse em tom grave. "Claro que precisa de mim." Os médicos do hospital não desejavam sinceramente que ele melhorasse como ela. Aqueles que o tratavam bem era por causa de sua identidade. Se ele não fosse Nangong Yehen, o rei das duas cidades, que controlava a economia delas e ainda era bonito, qual enfermeira agiria com ele como ela fazia? Nangong Yehen sorriu com orgulho, "Parece que foi certo te manter ao meu lado." Chu Lingzhi franziu os lábios, "Claro, desta vez eu salvei sua vida." "Quer alguma recompensa?" Perguntou Nangong Yehen. "Mande cinco milhões para minha conta." Embora fosse um pouco exagerado, a vida dele realmente valia a pena. "Cinquenta milhões não são problema." "O jovem mestre Nangong é realmente generoso." Chu Lingzhi sorriu radiante. "Você está com má aparência." Disse Nangong Yehen, olhando para ela. Ela realmente era bonita quando sorria, mas um sorriso cansativo dava pena. "Você está com aparência pior." Chu Lingzhi pegou a garrafa térmica e fez ele beber dois goles de água. "Venha para a cama dormir." "O quê?" Chu Lingzhi ficou paralisada. "Quer que eu fique conversando com você até amanhecer?" Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas. Chu Lingzhi revirou os olhos, "Na verdade, sou eu quem está te acompanhando." "Sobe!" Com tom de comando. "Não estou com sono, vou ficar sentada na cadeira." "Com medo de que eu te devore?" Nangong Yehen a encarou com desagrado. Ficar sentada na cadeira a noite toda, ela não se cansava? "Vou deitar um pouco no sofá da sala." Chu Lingzhi se levantou para sair. "Deita ao meu lado!" Nangong Yehen ficou sombrio, falando friamente. "Ao meu lado, posso observar sua condição a qualquer momento!" "Tenho medo de, ao dormir, machucar seu ferimento. Que tal assim: pego um cobertor e durmo no chão." "Dormir no chão faz mal à saúde. Deita ao meu lado!" Chu Lingzhi franziu a testa, ele não estava dificultando as coisas para ela? "A cama é larga o suficiente, você não tem capacidade de me machucar." Nangong Yehen a olhou de relance, com tom de desdém. "Machucar você também não dói em mim." Chu Lingzhi murmurou insatisfeita, sem hesitar mais, deitou-se cuidadosamente ao lado dele. A cama era realmente larga; quando se deitaram, ainda sobrava muito espaço. Chu Lingzhi não estava acostumada a ficar perto dele e, com medo de tocar em seu ferimento, deitou-se na beirada da cama, bem longe dele. Mas, afinal, estavam na mesma cama; seu coração acelerou, e ela não ousava olhar para ele, apenas fitava o teto. Mesmo que o nariz estivesse cheio de cheiro de remédio, ainda sentia a aura masculina dele. Nangong Yehen a observava, pensativo. Ela virou a cabeça, ia pedir para apagar a luz, mas percebeu que ele continuava a olhá-la, com expressão de quem estava pensando em algo. Curiosa, perguntou: "Jovem mestre Nangong, no que está pensando?" Nangong Yehen sorriu, "Adivinha." "Pensando na pérola suspensa?" Chu Lingzhi franziu a testa. "Não." "Então não consigo adivinhar." Ela não era uma lombriga no estômago dele. "Estou pensando em como você será quando eu estiver velho e sem dentes." "..." Pensar tão longe. Por que, ao ouvir isso, seu coração se sentiu doce, como se tivesse comido açúcar? Os olhos de Nangong Yehen brilhavam, parecendo de bom humor, sem ser afetado pela dor. "Nessa época, você também deve estar sem dentes." O tom do homem era leve, como se estivesse falando palavras de amor para a mulher que amava. Chu Lingzhi se emocionou, olhando para ele sem entender: "Você espera que eu envelheça ao seu lado?"