Chu Lingzhi pensou que ele queria que ela fizesse uma massagem. Já que estava entediada sentada ali, levantou-se e foi para trás dele.
Quando ia perguntar onde ele queria a massagem, de repente foi totalmente atraída pela esfera suspensa na tela do computador.
"Que bola de cristal linda!" exclamou Chu Lingzhi.
Como poderia existir um cristal tão deslumbrante?
Nangong Yehen curvou os lábios. "Não é cristal."
"O que é? Uma gema?"
"A lendária esfera suspensa."
Ao ouvir isso, Chu Lingzhi exclamou: "Esfera suspensa? Então é assim que ela é!"
Com mil anos de história, lendas tão mágicas e gerações e gerações desejando possuí-la, Chu Lingzhi não era estranha às palavras "esfera suspensa".
"Você quer possuí-la?" Nangong Yehen ergueu a cabeça e olhou para ela.
"Não!"
"Respondeu tão firmemente sem nem pensar?"
Chu Lingzhi lembrou-se da lenda de que o perfume da esfera suspensa poderia manter a juventude eterna, e isso a fez pensar em seu avô.
Sua expressão mudou ligeiramente, e seu tom não era bom. "É uma esfera de calamidade. Não tenho a sorte de possuí-la."
"Esfera de calamidade?" Nangong Yehen ouviu esse nome e seus lábios finos se curvaram. "Sim, combina com ela."
A esfera suspensa era de fato uma esfera de calamidade. Todos diziam que tinha o poder de evitar o envelhecimento, mas ninguém jamais comprovou.
Em vez disso, as pessoas que morreram por causa dela eram tão numerosas quanto as estrelas no céu.
Esfera de calamidade, um nome mais adequado para ela.
"Você me chamou aqui só para ver isso?" Sabendo que era a esfera suspensa, Chu Lingzhi perdeu o interesse em admirá-la.
"Você não acha que eu sou mais bonito do que ela?" Nangong Yehen percebeu o tom estranho dela e perguntou com interesse.
"De que adianta ser bonito? Matar pessoas à menor provocação, também é uma calamidade."
Chu Lingzhi pensou em sua família inteira morrendo naquele incêndio, e a raiva e a tristeza surgiram involuntariamente.
Originalmente, queria xingar o assassino de sua família, mas por sua própria segurança, teve que direcionar a culpa para Nangong Yehen.
Afinal, ele havia matado Lin Ling naquele dia.
Nangong Yehen franziu os olhos. "Você está me culpando por matar aquela mulher que já merecia morrer?"
"O que quer dizer com 'já merecia morrer'?" O tom de Chu Lingzhi ficou cada vez pior.
"Mulheres que machucam o jovem mestre merecem morrer!" A voz de Nangong Yehen também esfriou, não tão agradável quanto antes.
"Então, no futuro, todas as mulheres que te machucarem terão que morrer?"
"Depende da gravidade."
"Nangong Yehen, se um dia eu machucar sua mulher, você também vai me matar?"
"No momento, minha única mulher é você!" Nangong Yehen lançou-lhe um olhar penetrante.
Seu olhar frio fez o coração de Chu Lingzhi tremer. "Quem sabe se no futuro você não terá outras mulheres."
Nangong Yehen girou a cadeira para encará-la, reclinando-se preguiçosamente no encosto, olhando para ela com um sorriso irônico. "Você está com ciúmes?"
"Ciúmes do quê? É que não suporto seu jeito de matar pessoas à menor provocação."
Nangong Yehen tinha uma expressão fria, encarando-a com frieza. "Ser mole demais é uma doença. Acredito que você sabe melhor do que eu como o mundo pode ser cruel!"
"..." Chu Lingzhi franziu a testa. Ela sabia, mas isso não significava que precisava matar.
"As pessoas que o jovem mestre mata são todas merecedoras de morte." Nangong Yehen disse com dureza.
"Lin Ling também merecia?"
Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas. "Por que ela não merecia? Você teve sorte, só teve uma concussão. E se tivesse morrido? Você aceitaria ser atropelada até a morte por ela?"
"..." Chu Lingzhi ficou sem palavras diante das palavras dele.
Ela o encarou, atônita. "Isso é para o meu bem?"