Chu Junyu entrou, falando animadamente. "Como você pretende puni-la?" Chu Lingzhi olhou para Nangong Yehen, perguntando. Nangong Yehen a encarou profundamente. "Você fica aqui descansando, eu vou lá embaixo dar uma olhada." "Deixe-a se arrepender." "Eu mesmo cuidarei disso." Nangong Yehen saiu com Chu Junyu. Vendo as silhuetas, uma grande e uma pequena, saírem, Chu Lingzhi ficou com uma expressão um pouco complexa. Por que, quando se apoiou no ombro dele há pouco, sentiu como se estivesse no ombro do avô? E agora que ele saiu, por que seu coração se sente perdido? Será que foi realmente como ele disse, que naquela época ela se apaixonou por ele à primeira vista? E então o seduziu, e engravidou dele? Depois de dar à luz, com medo de que ele a levasse, fugiu com Chu Junyu nos braços? Senão, antes de desmaiar, por que viu aquela cena de si mesma segurando o filho e fugindo apavorada? Chu Lingzhi suspirou. Se realmente foi amor à primeira vista naquela época, mesmo que agora não sinta nada por ele, convivendo assim no futuro, ela ainda acabaria se apaixonando. Hoje, ele a comoveu. Na frente da porta da sala no andar de baixo. Lin Ling estava ajoelhada, tremendo. Atrás dela, dois seguranças de aparência impiedosa. A cena fazia Lin Ling parecer uma criminosa esperando a execução na guilhotina. Nangong Yehen desceu as escadas, com uma expressão sombria e olhar gélido, como um demônio das trevas. Ao vê-lo, Lin Ling tremeu ainda mais, o rosto pálido, os olhos cheios de medo. "Senhor Nangong, tenha piedade de mim..." "Você feriu a mulher do seu patrão, acha que ainda pode viver neste mundo?" Nangong Yehen zombou. Chu Junyu sorriu com os lábios contraídos. Ele adorava o tom autoritário do pai. "Naquele momento, fui imprudente, eu errei... eu errei..." Imprudente? Que palavra ridícula. Nangong Yehen virou a cabeça e olhou para Huo Luan. Huo Luan imediatamente apresentou uma pistola preta, dizendo respeitosamente: "Patrão, todas as joias foram recuperadas, estão na sala." "Hum." Nangong Yehen brincou com a arma na mão. Chu Junyu o olhou surpreso. Será que ele ia matar Lin Ling por causa da mãe? "Você quer se ausentar?" Nangong Yehen abaixou os olhos, olhando para ele. Ao ver a arma na mão dele, Lin Ling abriu a boca de susto, sem conseguir falar. Ela só sabia que estava prestes a morrer, que Nangong Yehen ia matá-la— Chu Junyu olhou para Lin Ling, um toque de frieza passou por seus olhos límpidos. "Não preciso." Ele não tinha medo desse tipo de cena sangrenta, não precisava se ausentar, e essa mulher merecia morrer. A mãe escapou com uma leve concussão. Se naquela hora a mulher tivesse uma arma afiada, ou tivesse usado mais força, a mãe ainda estaria viva? Esse tipo de mulher, agora tem medo e pede clemência, mas no futuro faria a mesma coisa. Nangong Yehen sorriu com os lábios contraídos, um toque de admiração passou por seus olhos frios. "Não é à toa que é meu filho, Nangong Yehen." Ergueu o braço, a arma apontada para Lin Ling. "Não... não..." Lin Ling olhou aterrorizada para o cano escuro da arma, seu corpo inteiro tremia como folhas de outono ao vento. "Machucar um fio de cabelo da minha mulher custa os quatro membros. Você quase tirou a vida dela. Se eu, Nangong Yehen, te perdoasse, estaria traindo meu próprio estilo?" Essas palavras foram ouvidas por Chu Lingzhi, que estava chegando à escada. Chu Lingzhi se apoiou no corrimão, parada ali, e seu coração se comoveu. Então, ele a protegia assim. Bang! Um tiro a trouxe de volta à realidade. Chu Lingzhi se recuperou, assustada, e ignorando a dor de cabeça, desceu rapidamente as escadas e correu para o lado de Nangong Yehen. Quando olhou, seu rosto mudou drasticamente.