Capítulo 1415: Capítulo 1415: Ainda não estou tão desesperado a ponto de aceitar qualquer coisa

Ela achava que o cheiro forte que vinha dela, depois de tomar remédio e soro, era tão intenso que até ela mesma sentia nojo. Se ele sentisse, não acharia ainda pior?

Por isso, queria se limpar bem, tirar o odor, para deixá-lo carregá-la para fora.

Mas, na visão dele, tudo aquilo que ela fazia era desnecessário, um sofrimento autoimposto.

Se realmente machucasse o ferimento, ele certamente a repreenderia severamente.

"Você nunca usa a cabeça para fazer as coisas, claro que não pensa nisso." Chu Junyu a carregou no colo e saiu diretamente, sem deixar de provocá-la.

"..."

Huo Zhu estava com o coração cheio de sentimentos confusos, como se tivesse derrubado um pote de temperos. Ela ainda não tinha vestido a calça direito, e ele já a carregava para fora. Que vergonha, queria enfiar a cabeça num buraco.

Chu Junyu a colocou na cama, sem ajudá-la a subir a calça, e a olhou severamente, alertando: "Não se mexa! Fique deitada quietinha!"

"Ah..." Huo Zhu se sentia como se fosse filha de Chu Junyu, tendo que obedecer a tudo que ele dizia.

Ele puxou o cobertor e cobriu a parte inferior dela, depois voltou ao banheiro para dar descarga.

Ao ouvir o som da água, Huo Zhu piscou os olhos, o coração extremamente complicado.

O sempre nobre irmão Junyu, por ela, limpou seu corpo, carregou-a ao banheiro, e agora até limpava o vaso sanitário...

Ele fazia tanto por ela, e ela se sentia ao mesmo tempo satisfeita e confusa, achando que ele não deveria fazer essas coisas.

Mas, pensando que entre marido e mulher essas coisas não importam, seu coração se acalmava um pouco. No entanto, ao lembrar que eles ainda não eram marido e mulher, o coração pesava de novo. Então, era tudo muito complicado.

Quando Chu Junyu saiu, trouxe uma bacia de água e foi direto para a cama.

Huo Zhu o olhou confusa e perguntou: "Irmão Junyu, o que você vai fazer?"

Não seria porque ela tinha acabado de se limpar sozinha, e ele ficou chateado, querendo jogar água nela?

Puf puf puf!

Huo Zhu se xingou mentalmente, será que o irmão Junyu era um homem tão sem classe e rancoroso? Como faria algo tão grosseiro como jogar água nela?

"Lavar seu traseiro." Chu Junyu disse com o rosto sério.

Ao ouvir isso, Huo Zhu sentiu o rosto queimar, olhando para ele surpresa: "Você vai lavar para mim?"

Que vergonha!

Chu Junyu a olhou friamente: "Você até queria, deixa para a enfermeira!"

Huo Zhu suspirou aliviada: "Nossa, me assustou."

Na verdade, ela até esperava um pouco. É, é, ela estava ficando cada vez mais perversa e suja.

Chu Junyu apertou a campainha de chamada, depois se virou para olhar Huo Zhu.

Vendo que ela o encarava fixamente, ele teve uma ideia de provocá-la.

Ele se inclinou, aproximou o rosto do dela, olhando-a de forma sedutora: "O quê? Quer que eu lave para você?"

"Você sabe?" Huo Zhu piscou.

Chu Junyu sorriu, com um sorriso como o de Satanás tentando um anjo a pecar: "Você acha que eu sei?"

Huo Zhu sentiu o cheiro dele todo perto, seu coração batia como um trovão, tum tum tum...

Ela o fitou, atordoada, balançou a cabeça: "Não sei..."

"Se eu lavar para você, vou te devorar." Chu Junyu riu, o olhar passeando pelo corpo dela.

"Devorar, devorar mesmo." Mal terminou de falar, Huo Zhu quis morder a própria língua, que falta de vergonha!

"Ainda não estou tão desesperado a ponto de tocar numa deficiente." Chu Junyu se endireitou, olhando para Huo Zhu de cima.

"Eu não sou deficiente, só estou ferida, vou melhorar!" Huo Zhu o encarou, enfatizando, mas sem muita confiança, sem saber se realmente melhoraria.

"Bobinha." Chu Junyu sorriu, com carinho.

"Irmão Junyu, se minhas pernas realmente não melhorarem, você também não vai me tocar?" Huo Zhu perguntou, olhando para ele com tanta cautela que Chu Junyu sentiu um aperto no coração.

Chu Junyu ergueu as sobrancelhas: "Você quer tanto que eu te toque assim?"

"É que tenho medo..."

"Já disse antes, não fique pensando bobagens."

"Ah..." Huo Zhu respondeu sem convicção.

"Príncipe." A enfermeira entrou.

Chu Junyu se virou e disse a ela: "Ajude a senhorita Huo a limpar o corpo."

A enfermeira sorriu docemente: "Está bem."

Esses trabalhos, ela fazia todos os dias, já estava acostumada.

Para evitar o constrangimento e a estranha sensação que surgia em seu peito, Chu Junyu foi para a varanda, olhando a noite lá fora.

Ao relembrar o dia que passou com Huo Zhu, ele não pôde deixar de sorrir, um sorriso que vinha do coração. Seus olhos profundos brilhavam sob a luz, com um sorriso leve, parecendo completamente encantado.

"Irmão Junyu, já pode." Não se sabe quando, lá dentro veio a voz tímida de Huo Zhu.

O encantado Chu Junyu voltou a si e se virou. A enfermeira também já tinha ido embora, e Huo Zhu já estava de pijama, deitada na cama.

Chu Junyu entrou com suas pernas longas e retas, o olhar cheio de sorriso, parecendo também um pouco de ternura, pousando no rosto de Huo Zhu.

Huo Zhu, sob seu olhar, ficou com o rosto corado, uma expressão tímida e adorável, olhando-o em silêncio.

"Pode fechar os olhos e dormir." Chu Junyu parou no pé da cama, olhando para ela.

"Hum." Huo Zhu obedeceu, mas ainda não estava com sono, seus olhos negros e límpidos transbordavam uma alegria difícil de esconder.

Chu Junyu disse de repente: "Vou tomar banho."

Huo Zhu concordou: "Tá."

Chu Junyu se virou, foi até o sofá, pegou seu roupão e toalha especial da bolsa de couro, e entrou no banheiro.

Huo Zhu virou o rosto, olhando para a porta fechada, os olhos brilhando com um brilho lascivo.

"Irmão Junyu, aqui só tem nós dois, por que fechar a porta? Deixa eu ver seu corpo." Claro, isso era só pensamento dela.

"Xiiii..."

Em pouco tempo, o som da água ecoou do banheiro.

O irmão Junyu estava tomando banho, e a tal moça, deitada na cama ouvindo aquele som, com a mente já suja, começou a fantasiar.

Imaginava como o irmão Junyu era ao tomar banho: primeiro tocava na frente ou atrás? Primeiro lavava o corpo ou a cabeça, ou a cabeça primeiro?

Aquelas pernas longas, os oito músculos abdominais, a linha do "V", e a parte abaixo dela...

"Ah..." Huo Zhu fechou os olhos de repente, cobrindo o rosto quente com as mãos, envergonhada: "Como posso ser assim? Estou ficando cada vez pior."

"O que fazer? Ele é tão charmoso, quase quero pular em cima dele."

"Um irmão Junyu tão maravilhoso, eu amo ele demais."

Huo Zhu soltou as mãos, os olhos brilhando com estrelinhas de amor, olhando para o teto, com o rosto cheio de conflito: "Um homem tão bonito passando a noite comigo, se pudesse dormir na mesma cama seria ótimo. Será que vou dormir com ele hoje?"

"Ai..." Ela balançou a cabeça, murmurando desapontada: "Dormir junto, e daí?"