Capítulo 1409: Capítulo 1409 Suspiro: Homens Bons São Sempre Maridos dos Outros

—Obrigado por me fazer tão feliz, obrigado por guardar-se para mim — disse Huo Zhu, sorrindo radiante. Chu Junyu sentiu um arrepio, o coração como se levasse um choque elétrico, uma sensação estranha percorrendo-o. Ele ergueu as sobrancelhas, olhando profundamente para Huo Zhu. Ele... ele estava se guardando para ela? ... Talvez sim. Vendo o rosto radiante de Huo Zhu, Chu Junyu não resistiu a beliscar a ponta do nariz dela, dizendo com voz suave: — Só você tem imaginação. — Keke... — O beliscão fez cócegas no nariz de Huo Zhu, e ela não conseguiu evitar uma risada, clara como o som de sinos ao vento, doce e melodiosa. Chu Junyu aproximou-se da cama e parou. — Vou te carregar para a cadeira de rodas. — E a minha perna? — perguntou Huo Zhu, querendo dizer: sentada na cadeira, ainda vou ter que pendurá-la? Chu Junyu respondeu: — Corta fora. Huo Zhu franziu os olhos. — Irmão Junyu, você é muito violento. Uma perna engessada já é feia o suficiente, cortada não teria nenhuma graça? Chu Junyu ignorou-a, curvou-se e, com movimentos suaves e cuidadosos, levantou-a da cama. Como ela tinha ferimentos no abdômen e na perna, não podia arquear a cintura, senão puxaria o fígado lacerado. Ao pegá-la, Chu Junyu só podia levantá-la na horizontal, como um príncipe carregando uma princesa, com um cuidado indescritível. Huo Zhu lembrava que, quando criança, ele a carregava muito, mas era como um pai carregando uma filha, não desse jeito de príncipe. Depois de crescer, ele raramente a carregava. Naquela vez na mansão, e agora... Agora, sendo carregada assim, seu corpo quase colado ao peito firme dele, seu coração disparou, uma onda de felicidade a invadiu. Ela não ousava se mexer, mantinha a posição em que Chu Junyu a segurava, só erguendo o pescoço para olhar fixamente para o rosto bonito tão próximo. Sua mente começou a divagar de novo: se ele a carregasse assim, não para a cadeira de rodas, mas para o banheiro, que cena tão íntima seria, e como seu rosto estaria vermelho, droga! Chu Junyu a levantou, e o corpo magro dela em seus braços fez com que ele não quisesse soltá-la, não quisesse colocá-la na cadeira. Para ele, ela não pesava nada; segurá-la era como segurar um boneco de pelúcia um pouco maior, sem esforço algum. Ele baixou os olhos e encontrou o olhar claro e apaixonado dela, seus olhos se aprofundaram, um lampejo de carinho passando rapidamente. Ele sorriu de lado, provocando: — Está babando. — Hã? Estou? — Huo Zhu se assustou e rapidamente passou a língua nos lábios. Não, não estava babando. Mas ela não sabia como esse gesto era provocante, como tentava um homem a pecar, especialmente na idade dela, flor da juventude, dando uma fantasia ingênua e pura, ainda mais tentadora para pensamentos lascivos. Quando ela lambeu os lábios com a ponta da língua, o peito de Chu Junyu esquentou, seus olhos se aprofundaram, e ele quase não resistiu a se inclinar para beijá-la. Ele rapidamente desviou o olhar para a cintura e a perna engessada dela, a voz ficando estranhamente rouca: — Assim, não está puxando os ferimentos? Huo Zhu balançou a cabeça como uma boa menina: — Não. — E ainda é muito confortável. — Então não precisa da cadeira, vamos sair assim mesmo — disse Chu Junyu. — Assim, carregada? Você vai se cansar. — Huo Zhu se preocupava que o braço dele ficasse dormente. Chu Junyu lançou-lhe um olhar carinhoso: — Com esses poucos quilos seus, acha que vai me cansar? Huo Zhu ouviu e baixou os olhos, envergonhada. — Prefere ser carregada ou ficar na cadeira? — Carregada! — Assim que Chu Junyu terminou de falar, Huo Zhu ergueu os olhos para ele, dizendo. Assim, tão próximo, que intimidade! As mulheres lá fora vão pensar que ela é a namorada dele, e aquelas que sempre o espiam vão desistir, não é? Os olhos escuros de Chu Junyu continham um leve sorriso, e ele a carregou, virando-se para sair do quarto. — Irmão Junyu, você não tem medo de ser fotografado me carregando? — perguntou Huo Zhu baixinho no corredor silencioso. Chu Junyu respondeu friamente: — Estou carregando minha garota, o que temo? Huo Zhu sorriu, o coração doce como se tivesse comido açúcar, ergueu os olhos e olhou para ele com cuidado: — Assim, está me dizendo que gosta de mim? Chu Junyu sorriu de lado, o rosto levemente sorridente, excepcionalmente bonito e perfeito: — Pode pensar assim. Huo Zhu conteve a alegria interior e perguntou: — Então, se algum garoto na escola me paquerar, posso dizer que sou a namorada de Chu Junyu? O sorriso nos olhos de Chu Junyu ficou mais intenso, e ele disse com um ar orgulhoso: — Pode até dizer que é a esposa de Chu Junyu. Huo Zhu ficou surpresa e feliz, como se estivesse sonhando. Ela envolveu o pescoço de Chu Junyu com os braços, os olhos brilhando enquanto olhava para ele: — É verdade? Posso mesmo dizer isso? Irmão Junyu, você realmente me vê como sua esposa? Chu Junyu a olhou de relance, indiferente. Essa garotinha, dá um doce a ela e ela acha que o mundo inteiro é cheio de doçura. Ele provocou de propósito: — Por enquanto, é uma futura esposa em potencial. Se o desenvolvimento for bom, quem sabe não caso com você. — Como é que é um bom desenvolvimento? — perguntou Huo Zhu, querendo um objetivo. — Ser mais cheinha. — Ela não sabia que era muito magra? — Ah. — Isso parecia não ser problema, bastava comer mais nutrientes. — A perna tem que ficar boa. — Hum. — Ela com certeza cuidaria bem do ferimento, para curar a perna. Parecia que esses dois não eram muito difíceis para ela. Bem, o segundo era difícil. Huo Zhu mordeu os lábios e não falou mais, pensativa. Os médicos disseram que talvez ela andasse mancando no futuro, e ela estava realmente preocupada. Mas ela era uma garota alegre e ensolarada; era só um "talvez", não cem por cento. Eles chegaram ao térreo, e Chu Junyu a carregou, andando devagar pelo parque do hospital. Nessa hora, já havia pacientes internados, acompanhados por familiares, saindo para se distrair. As pessoas que passavam por eles olhavam para Huo Zhu com inveja. Quem a carregava era Chu Junyu! Huo Zhu estava de avental de hospital, Chu Junyu de calça preta, destacando as pernas longas e retas, e camisa branca, realçando o corpo ereto e muito musculoso. Ele carregava uma mulher nos braços, mas parecia não fazer esforço algum, a expressão no rosto muito relaxada, e ainda conversava e ria com a mulher. Alguns que conheciam Chu Junyu, depois de se afastarem, cochichavam: não é à toa que ele nunca teve fofocas negativas, sempre dizendo que era solteiro. Na verdade, ele já tinha uma beldade escondida em casa; pelo olhar que ele dava à mulher nos braços, dava para ver que ela era especial para ele. Claro, se não fosse especial, por que, com ela doente, pálida e magra, ele não se importava e ainda a carregava para passear? Isso é sinal de um bom homem! Algumas mulheres jovens balançavam a cabeça e suspiravam: por que um homem rico, poderoso, de boa aparência e corpo, se torna o homem de outra e não o seu?