Quando ele viu o rosto pálido de Huo Zhu, seus olhos turvos se encheram de surpresa. Essa garotinha, por que se parece tanto com a princesa do antigo Reino Xia? Além disso, sua aparência estava muito ruim. O Sr. Zhao virou a cabeça, olhou para Chu Junyu e perguntou com voz rouca: "Ela tem problemas cardíacos desde pequena?" Os olhos escuros e serenos de Chu Junyu brilharam com surpresa, e ele assentiu: "Sim." "Essa doença dela é congênita, difícil de curar." Chu Junyu ergueu as sobrancelhas: "O Sr. Zhao também não tem jeito?" O Sr. Zhao bufou com arrogância, entrou com passos ainda firmes: "O Sr. Gong só me pediu para tratar a lesão na perna dela, não disse nada sobre tratar o coração." Chu Junyu o seguiu, com o olhar fixo no Sr. Zhao: "Então hoje peço ao Sr. Zhao que cure a doença de Xiao Zhu!" Mesmo sendo difícil de tratar, nem sua mãe Chu Lingzhi conseguiu. Ela pesquisou muitos livros de medicina e tratou Huo Zhu, mas não conseguiu curá-la completamente. Há sempre alguém melhor. Se o Sr. Zhao pudesse curar a doença de Huo Zhu, bastaria ele pedir, e qualquer quantia em dinheiro seria dada a ele. O Sr. Zhao foi até a cama, examinou Huo Zhu com olhar afiado e minucioso, balançou a cabeça: "Difícil, doença cardíaca não é tão fácil de curar. Mesmo com transplante, pode haver recaída." "E a lesão na perna dela?" Perguntou Chu Junyu. O Sr. Zhao olhou para a perna ferida de Huo Zhu, insatisfeito: "Está engessada, não posso examinar. Como vou responder?" "..." Chu Junyu franziu a testa. Que velho de gênio estranho. Parecendo ter sido acordada pela conversa, Cheng Jie, que estava cochilando, levantou a cabeça. Ao ver duas pessoas em pé ao lado da cama, assustou-se, levantou-se rapidamente e ficou em posição de respeito: "Jovem mestre Junyu, você chegou?" Chu Junyu acenou com a mão para ela, indicando que não falasse muito, para não acordar Huo Zhu. "Acho que ela só vai tirar o gesso daqui a alguns dias. Quando tirar, eu a tratarei." Disse o Sr. Zhao, com o olhar fixo no rosto de Huo Zhu. "Sem problemas." Chu Junyu sorriu levemente, com voz suave. Lesões como a de Huo Zhu não se curam da noite para o dia. Neste momento, não é adequado tirar o gesso. O Sr. Zhao também disse que veio para a cidade T antes para fazer outras coisas, e não começaria o tratamento de Huo Zhu imediatamente. Chu Junyu também não tinha pressa. Desde que conseguisse trazer esse velho de gênio estranho, já achava ótimo. Ficou pouco tempo no hospital, e Chu Lingzhi chegou. Ela veio depois de receber a ligação de Chu Junyu, seguindo suas instruções, trazendo roupas de troca e itens de uso pessoal para o hospital. Ao ver o Sr. Zhao, ficou muito surpresa. Depois, Chu Junyu os apresentou um ao outro. Talvez por terem um grande interesse em medicina chinesa, Chu Lingzhi e o Sr. Zhao se deram bem de imediato. Os dois conversaram e discutiram sobre como tratar a perna de Huo Zhu de forma mais eficaz, num clima harmonioso. Depois de cerca de vinte minutos de conversa, Chu Junyu pediu que Chu Lingzhi levasse o Sr. Zhao de volta à mansão e o acomodasse bem para descansar. "Você também pode ir." Disse Chu Junyu para Cheng Jie. Cheng Jie ficou surpresa: "Eu também vou?" Chu Junyu assentiu: "Sim, você também vai. Hoje à noite, eu fico aqui cuidando de Xiao Zhu." Cheng Jie pareceu ter os olhos brilhando, mas antes que pudesse dizer algo, Chu Lingzhi a puxou para fora. Raro que Chu Junyu tivesse se tocado, que ficasse ali acompanhando Huo Zhu. Quando ela acordasse, com certeza ficaria muito feliz. Para que eles pudessem ficar à vontade, ao sair do quarto, Chu Lingzhy ligou especialmente para Huo Luan e Nangong Yuejue, pedindo que não os incomodassem. Assim que Cheng Jie e os outros saíram, o quarto voltou ao silêncio. Chu Junyu sentou-se ao lado da cama, observando Huo Zhu em silêncio, com olhos ternos e uma rara tolerância. Huo Zhu dormia tranquilamente. Já fazia muitos dias, e embora o ferimento ainda doesse, não era como no começo, quando a dor a acordava durante o sono. Depois de passar por uma dor intensa, a dor atual já era algo que ela conseguia suportar bem. Talvez estivesse sonhando com algo feliz, seus lábios entreabertos se curvavam num leve sorriso doce. Sentado ali, Chu Junyu de repente começou a relembrar, sem motivo, todos os momentos dela desde pequena. Desde criança, ela sempre foi tão alegre, ensolarada, sempre rindo e brincando na frente dele. Mesmo quando fazia travessuras e era repreendido por ele, ela se escondia para chorar escondida. Só quando a tristeza era insuportável, ela derramava lágrimas na frente dele. Desde pequena, a impressão que ela lhe deixava era de uma garota forte e otimista, assim como sua mãe. Talvez influenciada pela mãe, sua mentalidade era igual à dela. Mas havia uma coisa em que ela se parecia muito com sua mãe biológica: a teimosia no amor e nos homens. Naquela época, Chu Junyu era pequeno e odiava Di Ruiyingxue. Agora, crescendo e vendo Huo Zhu, ele entendeu por que Di Ruiyingxue insistia em amar seu pai, mesmo sofrendo desprezo e humilhação. Na verdade, era amor, um amor teimoso e determinado. Chu Junyu pensou: essa garotinha é tão teimosa com ele, e nesta vida já o escolheu. No futuro, ela não amará mais nenhum homem. Na verdade, ele também não queria que ela amasse outro homem. Mamãe tinha razão. Ele não era mais criança, e ela estava quase na idade adulta. Se gostam, fiquem juntos. Não a deixe sempre com ilusões, pensando bobagens o dia todo. Qualquer movimento, e ela ficava nervosa, como se ele fosse deixá-la. Se não lhe desse uma garantia, no futuro ela poderia fazer algo que se machucasse. "Irmão Junyu..." Um pequeno murmúrio ecoou no quarto silencioso. Os olhos de Chu Junyu brilharam, com um sorriso ao olhar para Huo Zhu. Os lábios dela se moveram, chamando seu nome bem baixinho. Chu Junyu ergueu as sobrancelhas: ela estava sonhando com ele? No sonho, chamava por ele? Essa garota, o quanto gosta dele? Ao pensar que ela gostava tanto dele, o coração de Chu Junyu sentiu um calor. Ser amado por uma garota não era nada mal. Pelo menos, o afeto dessa garota por ele era sincero. "Irmão Junyu, você é muito bonito..." Viu só? Ele estava pensando que era sincero, e ela já dizia que ele era bonito. Será que, se ele não fosse bonito, ela não gostaria dele? "Huo Zhu, acorde." Chu Junyu achou que ela já tinha dormido o suficiente, estendeu a mão e deu um tapinha leve no rosto dela. "Hmm..." Huo Zhu fez bico, mas não abriu os olhos. Ela estava tendo um sonho muito doce. Quem era tão chato a ponto de chamá-la? Ela não queria acordar. Vendo seus lábios franzidos, de um vermelho suave, Chu Junyu sentiu uma vontade de se inclinar e mordê-los. "Se você não acordar, vou embora e não vou ficar com você." "..." Hã? Era a voz do irmão Junyu?!