Capítulo 1356: Capítulo 1356: Cólica Menstrual

"Tudo bem." Huo Zhu tirou um cadeado da cesta sem hesitar.

Quando estava prestes a escrever seu nome e o de Chu Junyu, ouviu atrás de si a voz suave de Chu Junyu: "Xiao Zhu, o que está fazendo?"

Huo Zhu se virou, sorrindo para ele: "Irmão Junyu, estou trancando nosso sentimento."

"Bobinha, isso é só uma lenda. Nosso sentimento não precisa de cadeado." E ainda escrever o nome dele?

Huo Zhu piscou os olhos: "Mesmo sendo lenda, e daí?"

"A ponte está cheia de gente e o sol está forte. Vamos para outro lugar." Dizendo isso, Chu Junyu puxou Huo Zhu e saiu em passos largos.

"Irmão Junyu, eu... isso..." Huo Zhu ainda segurava a caneta da dona da loja, sendo arrastada por ele sem ter devolvido o objeto.

Ela olhou para trás, viu a dona atendendo outros turistas, sem tempo para reparar neles.

Chegando a um quiosque mais fresco, Chu Junyu parou: "Vá se refrescar!" Ordenou a Huo Zhu.

Huo Zhu foi relutantemente, resmungando: "Comprei o cadeado, peguei a caneta, por que me arrastou para longe?"

Atrás dela, Chu Junyu disse com indiferença: "Eles são namorados, nós somos irmãos. Que sentimento vamos trancar?"

Se ela quisesse trancar algo, que chamasse Nangong Yuejue, não ele.

"..." O coração de Huo Zhu afundou. Quem disse que ela queria ser irmã dele? Ela queria ser como as garotas na ponte, ser namorada dele!

"Olha quem tranca ali, são todos mais velhos que você. Você é só uma estudante do ensino fundamental, e já fica pensando nessas coisas?" Chu Junyu a repreendeu novamente.

Huo Zhu se virou, olhando para ele com um olhar melancólico. A expressão dele não era boa, os olhos frios.

Ela se encostou no pilar do quiosque, encarando Chu Junyu com tristeza: "Se não gosta disso, por que concordou em me trazer aqui?"

Chu Junyu a olhou de relance: "Achei que você gostava das paisagens daqui."

Ela adorava desenhar. Depois de ver tudo aqui, poderia criar uma bela pintura em casa.

Ele pensou que ela vinha para desenhar, mas descobriu que era para trancar algum sentimento.

Huo Zhu fez beicinho, com uma expressão infeliz, encarando Chu Junyu: "Eu gosto das paisagens daqui, mas gosto mais da Ponte do Amor."

Chu Junyu bufou: "Isso é tudo enganação." Olhou friamente para o cadeado na mão dela, zombando: "Esse cadeado custa no máximo algumas dezenas de reais, aqui vendem por duzentos. É uma enganação descarada."

"Nós aceitamos ser enganados. Além disso, duzentos reais podem trancar nosso sentimento, e a dona ganha bem. É bom para todos."

"Você acredita que quem coloca um cadeado aqui vai ficar junto para sempre? Que nunca vai se separar ou divorciar?" Chu Junyu a fitou fixamente. "Além disso, somos irmãos. O amor fraternal não é como o amor romântico. Mesmo que cada um encontre alguém, não será afetado. E você é tão nova, ainda não conheceu ninguém que goste, muito menos entende o que é amor. Você só veio aqui para se divertir."

"..."

Huo Zhu não soube o que responder. Seu coração estava pesado, pesado, e uma dor aguda apertou seu abdômen.

Ela suportou o desconforto, sentou-se no banco de descanso, de cabeça baixa, olhando para o cadeado na mão.

Queria muito dizer a ele que não queria mais ser irmã, mas temia a rejeição, temia que ele a achasse pequena demais.

Será que garotas novas não entendem de amor?

Ela não entendia de amor, mas desde que se entende por gente, sempre gostou dele, nunca pensou em gostar de outro homem.

O sentimento dela por ele era diferente.

Agora que cresceu, esperava que, quando adulta, pudesse se casar com ele, ter filhos.

Seu despertar amoroso foi por causa dele, seus pensamentos também eram por ele.

Será que ele não percebia nada?

Huo Zhu franziu a testa. Será que era por estar triste que até a barriga doía?

Mas não a apertou. A dor na barriga, pelo menos, fazia o coração doer menos.

Ela tinha um pressentimento de que Chu Junyu gostaria de outra mulher, que a esposa dele não seria ela, mas outra.

Não queria esse pressentimento, odiava esse pressentimento!

Quanto mais pensava, mais se sentia injustiçada. De cabeça baixa, olhos vermelhos, se esforçou para controlar as emoções para não chorar na frente dele.

"Xiao Zhu?" Chu Junyu a olhou com olhos profundos. "Levanta a cabeça, olhe para mim."

Ela exalava uma solidão intensa. Ele sentia que ela estava muito infeliz, só porque ele não a deixou colocar o cadeado na ponte?

"..." Huo Zhu fingiu brincar com o cadeado, sem levantar a cabeça.

Brincadeira? Sentia os olhos úmidos. Se levantasse a cabeça, ele perceberia que ela queria chorar?

Chu Junyu se aproximou, sentou ao lado dela, estendeu o braço e a abraçou pelos ombros: "Está triste?"

"Não." Huo Zhu se esforçou para se recompor. Quando levantou a cabeça, seus olhos antes opacos já estavam brilhantes.

Ela disfarçou bem as emoções. Chu Junyu a fitou fixamente, mas não viu nenhum traço de tristeza em seu rosto ou olhos.

"O que estava pensando agora?" Chu Junyu perguntou, com voz suave como cordas de violino, agradável aos ouvidos.

Huo Zhu sorriu resignada: "Pensando no que você disse."

"Ah?"

"Irmão Junyu, se um dia você gostar muito de uma mulher, e ela pedir para você vir aqui trancar o amor, você viria?" Os olhos de Huo Zhu brilhavam com expectativa.

"Acredito que, se nos amarmos, não precisamos de cadeado. Nosso sentimento será forte."

"Ah..." Não era a resposta que ela queria.

"Quer ir para outro lugar?" Chu Junyu perguntou.

"Sim..."

Chu Junyu a puxou para levantar. Assim que ela se levantou, uma dor aguda no abdômen a fez sentar de novo.

"Ai..." Ela gemeu de dor, apertando a barriga com as mãos, expressão sofrida.

"O que foi?" Chu Junyu perguntou com voz suave.

"Eu..." Huo Zhu ergueu os olhos, quase chorando: "Irmão Junyu, minha barriga dói muito."

Chu Junyu franziu a testa, vendo-a apertar o abdômen. Seus olhos de fênix, antes preocupados, brilharam com um lampejo estranho: "Cólica menstrual?"

Huo Zhu não esperava que ele perguntasse tão diretamente e com tanta calma. Sentiu o rosto queimar, balançou a cabeça: "Não sei..."

"Como assim não sabe?" Chu Junyu riu sem graça.

"Madrinha disse que vou menstruar daqui a dois dias... Ai..." Huo Zhu suava na testa de tanta dor.

"Então é cólica adiantada." Chu Junyu disse calmamente: "Bobinha, tão burrinha."

Ele a puxou para levantar, mas antes de dizer que a carregaria, viu no banco onde ela estava sentada uma mancha vermelha do tamanho de um dedo.

O banco era de mármore marrom-claro, qualquer sujeira aparecia facilmente, ainda mais sangue.