Capítulo 1273: Capítulo 1273 O que eu quero não tem mais nada a ver com você

"Nada aconteceu!" disse Ouyang Ruobing friamente.

Seu rosto pálido parecia coberto por uma fina camada de gelo, e o olhar que lançou a Gong Liye carregava um toque de repulsa e decepção.

Se dissesse que nada aconteceu, Gong Liye jamais acreditaria. Ele olhou para o celular na cama, franzindo a testa: "Você falou ao telefone com alguém?"

Ouyang Ruobing não respondeu, apenas o encarou friamente. Seus olhos teimosos e gelados não conseguiam esconder a tristeza que neles habitava.

"Preciso fazer a cirurgia!" disse ela, com frieza.

Gong Liye tinha um olhar profundo: "Mesmo que precise fazer a cirurgia, não precisa descarregar tanta raiva em mim."

O homem respirou fundo. Quando as mulheres se irritavam, era difícil acalmá-las. Ele pegou a tigela de mingau e disse, em tom grave: "Sem falar nada, primeiro coma o mingau."

"Gong Liye, eu nunca te perdoei." Ouyang Ruobing virou a cabeça, olhando para a janela.

O movimento de abrir a tampa da marmita parou. Gong Liye a encarou sombriamente: "O que você disse?"

Os olhos de Ouyang Ruobing ficaram vermelhos, a voz embargada: "Eu disse, nunca te perdoei."

"Repita mais uma vez!"

A voz de Ouyang Ruobing era suave, sem qualquer emoção: "Dizer cem vezes é a mesma coisa. Já terminamos, não podemos voltar atrás."

"Estava tudo bem agora há pouco, por que de repente você me diz isso?" Gong Liye contornou o pé da cama, foi para o outro lado, e com seu corpo alto bloqueou a visão dela para a janela.

A aura gélida que emanava dele se intensificou de repente, enquanto ele encarava Ouyang Ruobing com frieza.

Ouyang Ruobing baixou os olhos e disse friamente: "Agora há pouco ainda não tinha pensado bem, agora já pensei."

Gong Liye a encarou com frieza: "Pensou bem no quê?"

"No que eu quero e no que penso."

"E o que você quer e pensa?"

"Não importa o que eu queira ou pense, não tem mais nada a ver com você."

"Como não tem nada a ver? Você é minha noiva!"

Ouyang Ruobing ergueu a cabeça, encarando-o com frieza: "Na festa de aniversário do avô Mo, você disse na minha frente que Liang Jianghua era sua esposa."

Gong Liye franziu a testa, com um olhar sombrio: "Aquilo foi dito na raiva!"

Ouyang Ruobing zombou: "Assim que saí da mansão, você já estava com ela. Não me diga que não sente nada por ela."

O olhar de Gong Liye era gélido: "Ela disse algo para você?"

Ouyang Ruobing riu com amargura, mas seu coração sangrava: "O que você espera que ela me diga? Ela está na cidade K, eu na cidade T, o que ela poderia me dizer?"

"Quero ver seu registro de chamadas!"

"Meu celular está sem bateria desde ontem à noite, desligou sozinho." disse Ouyang Ruobing friamente. O que Liang Jianghua lhe dissera, mais cedo ou mais tarde ele saberia.

Agora ela só esperava que ele pudesse ser sincero com ela, mas ele não foi; apenas a pressionava com perguntas, e ela estava muito triste.

Gong Liye pegou o celular dela e viu que realmente estava desligado.

"Gong Liye, vamos terminar." disse Ouyang Ruobing, olhando para ele com indiferença.

Gong Liye tinha uma expressão sombria: "Dê-me um motivo."

"Não nos amamos o suficiente."

Gong Liye franziu a testa, com um olhar profundo: "Você não acredita que eu te amo?"

Ouyang Ruobing estava irritada: "Não me fale isso, ok? Não quero mais acreditar em você!"

"Você está escondendo algo de mim?" Gong Liye achou que ela estava estranha.

"Sim." disse Ouyang Ruobing, sem expressão: "Descobri que não te amo tanto assim. Quero ficar na cidade T para viver, preciso cuidar da filha da princesa Yingxue."