"Eu e Lingzhi somos estúpidas, e a Princesa Sakura também é estúpida. Você nunca viu ao vivo o quão aterrorizante é uma mulher dar à luz, nem nunca pensou quantas mulheres morrem de parto complicado neste mundo..." "Nós somos estúpidas, mas vocês, homens, são egoístas. Depois de casados, só fazem as esposas terem filhos, sem nunca pensar que cada parto é como uma passagem pela porta da morte." "..." Gong Liye a observou em silêncio. "Eu vi com meus próprios olhos a Princesa Sakura morrer de parto complicado. Se ela tivesse descoberto a gravidez e abortado, não teria morrido tão jovem..." "Ruobing..." Gong Liye a olhou com pesar. Para ela, ver Di Rui Sakura morrer de parto complicado ao vivo foi um grande golpe, não foi? Ela não pode ter filhos, tem medo de ter filhos, quer ser mãe, mas não consegue ser mãe. Será que o humor dela está péssimo agora? Ouyang Ruobing, com os olhos cheios de lágrimas, olhou para Gong Liye: "Diga-me, ela não foi muito boba?" "...Não foi boba." Gong Liye disse em tom grave. "Você disse agora há pouco que nós, mulheres, somos estúpidas." Ouyang Ruobing riu amargamente: "Ela não foi boba, foi estúpida..." "Ruobing, não pense demais, está bem?" "Como posso não pensar?" Ouyang Ruobing riu com sarcasmo: "Não consigo ser tão egoísta e indiferente quanto você." "Você acha que sou egoísta?" Gong Liye ergueu a sobrancelha, olhando para ela com desagrado. "Sim!" Ouyang Ruobing tinha um olhar frio e firme: "Vocês, homens, são todos egoístas! Uma mulher que não pode lhe dar filhos, você a despreza; mesmo que um dia ela morra de parto complicado por sua causa, você vai segurar o filho e rir, e em poucos dias, vai arranjar uma madrasta para ele. Vocês, homens, nunca se importam com a vida ou os sentimentos das mulheres. Se isso não é egoísmo, o que é? É egoísmo!" "Seu pensamento está um pouco radical." Disse Gong Liye. "Hmm..." Ouyang Ruobing riu com sarcasmo. Talvez sim, ela estava de mau humor, então era normal ter pensamentos radicais. Mas o que ela disse não era verdade? Esse tipo de homem, neste mundo, realmente existe. Ela olhou para Gong Liye com um olhar frio e um toque de ironia. Ele também não a desprezava? Ela estava errada? "Quer comer alguma coisa?" Gong Liye se sentiu um pouco culpado com o olhar dela, e as palavras que queria dizer para pedir perdão não saíram. "Não quero comer nada." "Vou te servir um copo d'água." "Não precisa." Gong Liye franziu a testa: "Você não come nem bebe, como pretende ficar?" Ouyang Ruobing disse friamente: "De qualquer forma, não vou morrer." "Assim você me preocupa!" "..." Ouyang Ruobing hesitou: "Você se preocupa comigo?" Gong Liye a olhou profundamente: "Você não perguntou agora há pouco por que estou aqui? Vim especialmente para te buscar." "..." Ouyang Ruobing o encarou com um olhar melancólico. "Ruobing, vim para te levar de volta." Ouyang Ruobing franziu a testa: "Voltar?" "Sim, o que aconteceu antes, vamos esquecer como se não tivesse acontecido. Podemos recomeçar, ainda podemos nos amar." "..." Ouyang Ruobing não disse mais nada, apenas o observou em silêncio. A expressão dele era tão sincera, como se realmente quisesse levá-la de volta. Mas, adiantava? "Sou uma mulher vulgar, não sou digna de ser a Sra. Gong." Ouyang Ruobing recusou com autodepreciação. Suas palavras fizeram Gong Liye sentir que estava dando um tapa no próprio rosto, constrangido e arrependido. Na época, ele realmente não deveria tê-la chamado de vulgar, nem dito palavras tão duras. "Ruobing, me desculpe!"