Ao ouvir isso, um sentimento extremamente desagradável surgiu no peito de Nangong Yehen. Droga, ele estava esperando que ela não tivesse medo. Ele agarrou seu pulso, e Chu Lingzhi sentiu dor, a arma caindo no chão. Ela o olhou surpresa: "Nangong Yehen, o que você vai fazer?" Ele puxou com força, jogando-a rudemente em seus braços. Ela bateu contra seu peito firme, franzindo a testa de dor. Esse homem não podia ser um pouco mais gentil? "Nangong Yehen, você enlouqueceu?" Chu Lingzhi ergueu a cabeça, encarando-o com irritação. Nangong Yehen sorriu de forma maligna, sim, ele estava louco. Ele se inclinou e a beijou com força. "Hum..." Ela resistiu, ele não permitiu. Seus braços a prenderam firmemente, colando-a contra seu corpo. Esse gesto era mais louco e urgente do que antes. Como um conquistador, determinado a ocupar seu território até a morte. Chu Lingzhi se assustou com seu comportamento, arregalou os olhos e olhou para o rosto bonito tão próximo. Seus olhos profundos, como um poço antigo, sem fundo. Ela não conseguia entender o que ele pensava naquele momento, por que fazia isso com ela. A resistência foi inútil, ela se rendeu. Até que, depois de muito tempo, sua mente ficou em branco, ele a soltou. Ele segurou seu rosto pequeno com as duas mãos, abaixou a cabeça e a advertiu com o olhar: "Chu Lingzhi, quer você tenha medo ou não, vou te prender ao meu lado, para sempre. Se pensar em me deixar, não vou te perdoar, entendeu?" Chu Lingzhi engoliu em seco com dificuldade, suas bochechas extremamente ruborizadas. Vendo-a tão encantadora e frágil, Nangong Yehen sentiu algo estranho, uma vontade de cuidar bem dela. Ele quis cerrar os punhos, mas como segurava o rosto dela, ao apertar os dedos, parecia estar pressionando seu rosto. Sentindo a dor nos ossos da face, Chu Lingzhi o olhou impotente: "Por que você não quebra logo meus ossos da face? Esse aperto lento é uma tortura para mim." Ela sentia que os ossos da face iam se partir com a pressão dele, esse homem rude. "..." Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas, sem entender o que ela dizia, mas quando percebeu, retirou as mãos rapidamente. Ele franziu os lábios e a encarou friamente: "Ouviu o que eu disse?" "Ouvi, nunca pensei em sair da Mansão Nangong." Chu Lingzhi revirou os olhos, desprezando-o profundamente. Aqui, com boa comida e acomodação, além de empregados à disposição, por que pensaria em sair? Essa última frase fez o humor de Nangong Yehen melhorar instantaneamente. "É bom que não tenha pensado em sair daqui." Ele estendeu a mão, acariciou sua cabeça e sorriu: "Cabelo macio, gosto disso. Deixe crescer para mim, não pode cortar." Depois disso, saiu assobiando. "..." Chu Lingzhi ficou parada, atônita. Ele sorriu? Será que viu errado? O sorriso dele era tão... será que precisava ser tão bonito? O mundo inteiro perdeu a cor, só a beleza dele brilhava. E por que ele acariciou o cabelo dela com tanta suavidade? E ainda queria que ela deixasse o cabelo crescer para ele? Chu Lingzhi se virou, olhando para a figura bonita que se afastava. De repente, sentiu que o mundo inteiro estava escuro, só a silhueta dele emitia luz. Como se ela estivesse perdida, e ele, com a luz do corpo, mostrasse o caminho... Os guardas e Huo Luan, vendo o sorriso radiante de Nangong Yehen, ficaram pasmos, como se tivessem visto um marciano. Aquele homem assobiando era o chefe deles? Era o Rei da Cidade, tão cruel e impiedoso?