Não entendo mesmo essas pessoas. Os dois se amam, mas ficam se torturando.
Chu Lingzhi franziu os lábios e suspirou resignada. É justamente por se amarem que é fácil se machucar.
Se não houvesse amor, de onde viria a dor?
Na verdade, para saber se Gong Liye ama de verdade Ouyang Ruobing, por que não perguntar diretamente a ele?
Chu Lingzhi virou a cabeça e olhou para o telefone no criado-mudo.
Franziu levemente a testa. Ligar para Gong Liye e perguntar se ele ama Ouyang Ruobing?
Isso não a faria parecer intrometida demais?
A relação dela com Ouyang Ruobing não era tão profunda a ponto de serem como irmãs.
Só que ela achava que Ouyang Ruobing era uma boa mulher e não merecia sofrer tanto. No fundo... sentia pena dela.
Mas também queria muito ajudar Ouyang Ruobing, não por outro motivo, e sim por Nangong Yichen.
Embora não fosse a mãe biológica de Nangong Yichen, ele se importava muito com ela e ficava preocupado.
Senão, ele não teria sugerido espontaneamente ficar alguns dias em K City.
Aquele garoto tinha uma língua afiada, mas se Ouyang Ruobing estivesse triste, o coração dele também não se alegraria.
Chu Lingzhi pensou consigo mesma: por Nangong Yichen, ela deveria ajudar Ouyang Ruobing.
E, mais ainda, precisava saber se Gong Liye realmente amava Ouyang Ruobing.
Tomada essa decisão, Chu Lingzhi pegou o telefone, sem hesitar, procurou o número de Gong Liye e ligou.
Um toque um pouco melancólico, com uma melodia muito bonita, chegou aos seus ouvidos.
Chu Lingzhi piscou os olhos. Gong Liye gostava desse tipo de música?
Não combinava com a imagem dele.
O toque tocou por um bom tempo, já estava conectado, mas a pessoa não atendia.
Será que nesse momento, Gong Liye, como Nangong Henhen, estava trabalhando no escritório?
Chu Lingzhi desligou. Talvez. Quem quer ter poder e influência sempre paga um preço maior que as pessoas comuns.
Quando ele terminasse o trabalho e visse a chamada perdida, retornaria, não?
Deixando o telefone de lado, Chu Lingzhi continuou lendo seu livro.
Mais meia hora se passou. Nangong Henhen ainda não tinha voltado, e Gong Liye também não retornou a ligação.
Chu Lingzhi ergueu a cabeça e olhou para o relógio antigo e muito caro pendurado na parede.
Já eram quase onze horas. Eles ainda não tinham terminado?
Sem desistir, Chu Lingzhi ligou novamente para Gong Liye.
Dessa vez, assim que conectou, a pessoa atendeu, e bem rápido.
"Olá, quem é?"
Ao ouvir uma voz feminina e melosa, Chu Lingzhi estremeceu inteira.
Ela ligou para o telefone de Gong Liye, por que era Liang Jianghua quem atendia?
Aquela voz, embora fosse muito desagradável, Chu Lingzhi a reconhecia.
Na joalheria, quando a ouvi chamar Gong Liye de "Ye" de forma melosa, sua pele já se arrepiou.
Agora, a pele se arrepiava do mesmo jeito.
"O senhor Gong está aí, por favor?" Chu Lingzhi tentou abaixar a voz, esperando que Liang Jianghua não reconhecesse que era ela.
Alguém como Gong Liye, com o celular ali, a pessoa também deveria estar.
Ao ouvir uma voz de mulher, o tom da interlocutora claramente se tornou hostil.
"Quem é você? O que quer com o Ye?"
"Sou cliente dele."
A outra não pareceu acreditar muito, com um tom cheio de desconfiança. "Cliente?"
"O senhor Gong está aí, por favor?" Chu Lingzhi repetiu a pergunta anterior com paciência.
"Ele está tomando banho."
Ao ouvir isso, Chu Lingzhi arregalou os olhos. Tomando banho? Liang Jianghua estava tentando insinuar alguma coisa?
"Há meia hora, liguei para ele. Ele não deveria estar tomando banho, não é? Por que não atendeu minha ligação?"
"Naquela hora, estávamos ocupados."