Capítulo 12: Capítulo 12: Essa mulher, tem boa qualidade

Ao entrar na sala de estar, Chu Lingzhi ficou novamente impressionada com a decoração suntuosa — que ostentação!

Huo Luan levou Chu Lingzhi ao segundo andar, indo direto ao quarto de Nangong Yehen.

— Patrão, a Srta. Chu chegou. — Huo Luan bateu levemente na porta.

— Deixe-a entrar. — Uma voz grave e profunda ecoou através da porta de madeira.

O coração de Chu Lingzhi tremeu. Por que essa voz soava tão familiar?

— Srta. Chu, pode entrar. — Huo Luan abriu a porta para ela passar.

Chu Lingzhi entrou com passos leves, segurando a caixa de remédios. Era um quarto muito amplo.

A decoração era elegante, nada parecida com o luxo da sala de estar. Na cabeceira da cama, pendia uma pintura a óleo de paisagem, que dava um toque artístico ao ambiente.

As cortinas azul-marinho estavam abaixadas, bloqueando a luz do meio-dia.

Na cama de casal larga, estava deitado um jovem de corpo esguio.

Chu Lingzhi hesitou por um instante. Ele não era velho — ela o imaginara mais velho.

Ele usava óculos escuros e estava deitado ali com uma postura preguiçosa. Mesmo assim, todo o quarto exalava uma aura opressiva de autoridade.

Cortinas fechadas e óculos escuros? Que situação era aquela? Não tinha medo de tropeçar?

Chu Lingzhi se aproximou, colocou a caixa de remédios no criado-mudo e olhou para o rosto do homem, dizendo:

— Ouvi do seu guarda-costas que...

A voz parou abruptamente. Chu Lingzhi o encarou chocada e soltou sem pensar:

— Tarado!

Ao ouvir isso, Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas sob os óculos escuros. Tarado?

Não gostou nada desse apelido — não combinava com sua posição nobre.

Chu Lingzhi olhou para a porta. Será que conseguia fugir agora?

— Surpresa em me ver? — Nangong Yehen sentou-se na cama, encostando-se na cabeceira, e olhou para Chu Lingzhi com um sorriso irônico.

— ... Como não ficar?

— Sabe quem sou agora?

— Agora sei. — Se tivesse descoberto antes quem ele era, nunca teria batido nele.

Ele era o rei das cidades T e P.

O Reino Marcial tinha três grandes cidades, e ele dominava T e P. Bastava pensar um pouco para imaginar o poder que ele tinha.

E ela, sem noção, tinha ferido o rei das cidades. Nos tempos antigos, seria como ferir o imperador.

Mas... não era bem culpa dela. Naquela situação, quem não se defenderia?

Nangong Yehen a encarou com um sorriso no canto dos lábios:

— Você é a primeira mulher que me fere. Diga, como devo te punir?

— Foi em legítima defesa! — Chu Lingzhi se justificou.

— Não fiz nada com você.

— Você quase... — As palavras "assediar" não saíam naquela situação.

— Quase o quê? — Nangong Yehen ficou interessado.

— De qualquer forma, naquela situação, qualquer mulher pensaria que você queria... prejudicá-la.

— Mas nenhuma mulher me recusaria naquela situação.

— Não sou o tipo de mulher que você imagina.

Ela não era uma idiota apaixonada que perdia a compostura ao ver um homem bonito.

— Que tipo de mulher você é? — perguntou Nangong Yehen.

— Eu... já tenho um filho.

Ela pensou que um homem como ele, de posição nobre, poder imenso e aparência atraente, não se interessaria por uma mulher com filho.

— Você tem um filho? — Nangong Yehen riu baixinho. Não esperava que ela fosse tão franca.

Quantas mulheres, para se aproximar dele e subir em sua cama, escondiam sua identidade fingindo ser filhas de famílias ricas? Quantas seriam tão sinceras quanto ela, admitindo ter um filho?

Essa mulher tinha boa índole. Era digna de ser a mãe de seus filhos.