"Des~perdiçar?" O coração de Ouyang Ruobing doeu, e seu rosto ficou ainda mais pálido.
Gong Liye riu friamente: "Sem ú~tero, ainda não é des~perdiçar?"
"As coisas não são como você pensa, Nangong não me des~perdiçou, fui eu..."
"Foi você que se rebaixou, foi você que se ofereceu para ele dormir com você!"
Ouyang Ruobing prendeu a respiração, sentindo uma tristeza imensa. Seus olhos queimavam, e ela se esforçou muito para não deixar as lágrimas caírem.
"Você..." Como pode dizer isso de mim?
As palavras seguintes, seja por tristeza, por um nó na garganta que impedia de falar, ou por sentir que não valia mais a pena dizê-las, ficaram presas.
O que ele dizia dela, como a via, ainda importava?
Ele desejava ter filhos, mas ela não podia gerar, nem sequer tinha ú~tero. Ele ainda a amaria?
A aura gélida de Gong Liye se espalhou toda, sua expressão aterrorizante, e ele falou baixinho: "Ontem à noite, eu ainda disse na frente de Nangong Yehen que, no futuro, você e eu teríamos um filho mais inteligente que o dele. Naquela hora, ao ouvir isso, ele deve ter rido de mim por dentro, não é? Ele sabia que você não pode ter filhos!"
Ouyang Ruobing balançou a cabeça: "Nangong não é esse tipo de pessoa."
Ao ouvir isso, o rosto bonito de Gong Liye se contorceu, seu olhar se tornou extremamente afiado, e ele rugiu com raiva: "Que tipo de pessoa ele é?! Você está o defendendo?!"
"Não estou, você entendeu mal o que quis dizer."
"Não entendi nada! Ouyang Ruobing, você sempre me enganou. Eu já disse, se você ousar me enganar de novo, eu te mato!" Gong Liye de repente estendeu a mão e apertou sua garganta.
Seu movimento foi tão rápido que, antes que Ouyang Ruobing pudesse reagir, uma dor já percorria sua garganta.
Sua força era pesada, não só dificultando sua respiração, mas também fazendo-a sentir que os ossos do pescoço seriam esmagados por ele.
Gong Liye estava tão furioso que seu olhar se tornou um pouco bestial, sua aparência assustadora. Seus cinco dedos aplicaram um pouco mais de força, e sua voz era gélida: "Ouyang Ruobing, agora eu quero te estrangular!"
Quanto mais profundo o amor, maior o ódio que sentia por ela agora!
"Cof... cof..." Ouyang Ruobing suportou a dor e tossiu com dificuldade algumas vezes.
Sua garganta estava tão dolorida com o aperto; se continuasse assim, ela morreria.
Ela o encarou e, nos olhos dele, viu um ódio imenso.
Quanto mais ódio ele sentia, mais seu coração doía; quanto mais dor ela sentia, mais seus olhos a revelavam.
"Não me olhe com esses olhos de coitadinha!" Gong Liye rugiu entre dentes.
Ele a amava demais. Saber que ela o enganara o fez ficar sentado no escritório por horas, imóvel.
Ele fez um trabalho mental consigo mesmo, se convencendo a fingir que não sabia de nada.
Mas, ao vê-la, a emoção que ele reprimira por tanto tempo explodiu sem controle.
Por que ele deveria fingir que não sabia de nada?
O amor nunca deveria ter espaço para engano; por que ele deveria se humilhar e deixar uma mulher o enganar?
O que ela achava que ele era?
Um idiota? Ou um louco?
Só de pensar que ela já fora sedutora e cheia de charme debaixo de Nangong Yehen, ele sentia ódio e raiva.
Ele havia se esforçado tanto para não se importar com o passado dela, e ela o enganava repetidamente, sem sequer ter ú~tero—
Ele, o jovem mestre da família Gong, tratado como rei em K城, amava uma mulher que não era nem um pouco perfeita?
Se as pessoas de fora soubessem que sua esposa tivera um caso com Nangong Yehen, e que fora des~perdiçada por ele a ponto de perder até o básico para ter filhos, que cara ele teria para encará-las?