— Sim. — Gong Liye provocou. — O que tem? — Flores. — Hã? — Ouyang Ruobing se assustou: — Minha maquiagem borrou? Dizendo isso, ela cobriu o rosto com as mãos e lamentou: — Deve estar horrível! Gong Liye afastou as mãos dela, inclinou-se e a fitou com um sorriso: — Seu rosto é lindo como uma flor, como poderia estar horrível? — Maquiagem borrada não é feio? — Ouyang Ruobing fingiu raiva, encarando Gong Liye: — Por que não me avisou antes? Passei vergonha na frente de tantos convidados importantes, hum! — Boba, seu rosto está limpo, a maquiagem não borrou. — Gong Liye aproximou o rosto, estendeu a língua e lambeu o rosto dela de forma ambígua. — Você... — O gesto dele fez Ouyang Ruobing corar e o coração disparar. — O gosto é doce, boba, você nem se maquiou hoje, como a maquiagem poderia borrar? Ouyang Ruobing ouviu e só então entendeu: é verdade, ela não se maquiou hoje. Sua pele era muito boa, com um tom rosado, e sem maquiagem ficava ainda mais bonita do que com. Normalmente, ela quase não se maquiava; ontem foi o jantar de noivado, e Gong Liye trouxe o maquiador mais famoso da cidade K para maquiá-la. Ela pensou que ainda não tinha removido a maquiagem... O olhar de Gong Liye caiu no colar dela, seus olhos brilhando como safiras negras: — O colar que te dei, você vai usar a vida toda. Ouyang Ruobing assentiu: — Vou usar para sempre. Gong Liye a corrigiu: — Não é para sempre, é a vida inteira. Ouyang Ruobing sorriu: — Vou usar para sempre, até envelhecer, e depois até morrer, está bom? — Ainda não, esta vida e a próxima também. — Tudo bem, você me dá na próxima vida, e eu usarei do mesmo jeito. Gong Liye segurou a mão dela, olhando-a com carinho: — Ruobing, eu te amo. Ao ouvir isso, o coração de Ouyang Ruobing disparou como um cervo assustado, seu rosto ficou vermelho como o amanhecer, e ela baixou a cabeça, sorrindo timidamente. — Quero que você diga que também me ama. — Gong Liye segurou suavemente o queixo dela, erguendo seu rosto. Os olhos brilhantes e úmidos dela cintilavam, cheios de timidez. As três palavras "eu te amo" são simples, mas é difícil para uma mulher dizê-las quando está envergonhada. Ouyang Ruobing mordeu os lábios, com uma expressão tímida. Gong Liye adorava vê-la assim, com um ar delicado que despertava vontade de protegê-la. Seu olhar era terno e apaixonado, suas pupilas negras refletiam o rostinho dela, como se dissessem que, nos olhos dele, só existia ela. — Ruobing, diga que me ama, diga que me ama. — A voz do homem era grave. Ouyang Ruobing piscou os olhos: — Eu já te amo. Precisa dizer? — Apenas diga as três palavras "eu te amo". Ouyang Ruobing resmungou: — Você está fazendo de propósito? Gong Liye sorriu: — Amar você, como seria de propósito? Ouyang Ruobing desviou o olhar, fingindo ser arrogante, e disse: — Hum, não vou dizer, quero ver seu comportamento daqui para frente. Se for bom, aí eu digo. Gong Liye apertou levemente o queixo dela: — Meu comportamento habitual não é bom o suficiente? — Não é! — Ainda não? — Ontem vi você conversando com Liang Jianghua perto da piscina! Gong Liye franziu os olhos: — Você está com ciúmes? Ouyang Ruobing não negou: — Ela estava tão vulgarmente vestida, me senti desconfortável. Gong Liye sorriu feliz, inclinou-se e beijou a testa dela. Ele a fitou, com os olhos brilhando, e disse suavemente: — Ruobing, fico muito feliz que você tenha ciúmes de mim.