—Vocês acham que ele deve ficar? — Yin Hanxuan virou-se lentamente, com um sorriso ambíguo, observando todos os presentes. Até mesmo o simples ato de se virar, nele, era tão nobre e elegante, cada movimento transbordando a aura de um soberano. Ao ouvir isso, todos se entreolharam. Se ele devia ficar ou não, não cabia a Nangong Yeyan decidir? Foi ele quem o denunciou, e ainda há rancor entre eles. Nangong Yeyan pode matá-lo ou soltá-lo como quiser, como se isso não tivesse nada a ver com eles. Os que passaram a noite na mansão de Gong Liye eram todos convidados reais de países distantes. Mo Ercong não era do mesmo país deles; Nangong Yeyan e Yin Hanxuan podiam lidar com ele como bem entendessem. Melhor evitar problemas desnecessários. Quem sabe quantos irmãos Mo Ercong tem atrás de si? Se dissessem que ele não devia ficar, não estariam criando inimizade com ele? Quanto a alguém tão perigoso como Mo Ercong, eles preferiam que ele desaparecesse deste mundo o mais rápido possível... Vendo que ninguém respondia, Yin Hanxuan curvou os lábios, exibindo um sorriso sereno e enigmático. Ele ficou diante deles, com olhos afiados e frios, percorrendo-os com um olhar indiferente. Sua expressão, tão indiferente, era perturbadora. Nangong Yeyan os observava com interesse, um sorriso elegante e extremamente sereno nos lábios perfeitos. Seus olhos profundos, negros como tinta, brilhavam com uma luz indecifrável. — Mo Ercong não mede esforços para alcançar seus objetivos, até mesmo o Sr. Yin foi vítima. Se o soltarmos desta vez, quem sabe quem ele interpretará a seguir? — Nangong Yeyan abriu os lábios levemente, falando num tom calmo e pausado. Suas palavras ecoavam exatamente a preocupação de todos ali presentes. Mo Ercong era do país de Wu, mas para atingir seus fins, nem mesmo Yin Hanxuan, tão distante em Xun, escapou de suas garras. Se o soltassem agora, quem sabe quem seria a próxima vítima. Com a lição de Yin Hanxuan, eles pensavam: da próxima vez que Mo Ercong interpretasse alguém, não mataria essa pessoa primeiro? — Senhor Nangong, uma pessoa tão cruel, matá-la é livrar o povo de um mal. Decida você mesmo. — Nesse momento, um jovem falou. Era um príncipe de outro país. Já que o príncipe se manifestou, seus amigos que vieram com ele também concordaram que Nangong Yeyan deveria eliminar Mo Ercong. Com a aprovação de todos, Nangong Yeyan sorriu de forma ainda mais ambígua. Ele se virou e disse a Huo Luan: — Levem Mo Ercong de volta para a Cidade T. Quando eu voltar, vou recebê-lo como merece. — Senhor Nangong, sofri uma humilhação. Quero matar Mo Ercong com minhas próprias mãos. — Yin Hanxuan disse friamente. Ele, o presidente de Xun, foi aprisionado por Mo Ercong, e ainda teve sua identidade usurpada, com o impostor vivendo em sua residência por tanto tempo. Para ele, isso era uma vergonha, uma humilhação! Nangong Yeyan olhou para Yin Hanxuan com um sorriso ambíguo: — Naquela época, ele não morreu em minhas mãos. Hoje, quero que ele morra por elas. Yin Hanxuan curvou os lábios: — Então vamos matá-lo juntos. Nangong Yeyan pensou por um momento e, de repente, sorriu com elegância: — Tudo bem. Levem-no para a Cidade T, e juntos vamos recebê-lo como merece. — Nangong Yeyan, mesmo virando fantasma, não vou te perdoar! — Mo Ercong, sendo levado, gritou ferozmente para Nangong Yeyan. — Ah, por que os peixes prestes a morrer sempre dão uns pulinhos? Sabendo que não vão escapar, melhor economizar forças. — Nangong Yichen balançou a cabeça, olhando para Mo Ercong com desprezo. Suas palavras chamaram a atenção de Yin Hanxuan.