Ele também não é mais um rapaz de dezoito ou vinte anos. Depois de viver tanto tempo na vida, sendo tão excelente, como não teria uma ou duas mulheres ao lado? "Senhorita Chu, posso pedir um favor?" "Diga." "Não posso ter filhos, não tenho útero. Por favor, não conte ao Nangong, está bem?" Chu Lingzhi ficou surpresa: "Ele não sabe que você..." Ouyang Ruobing balançou a cabeça, sorrindo levemente. "Não contei a ele na época, e agora menos ainda quero que ele saiba." "Você o ama tanto, por que não se abre com ele?" Perguntou Chu Lingzhi, sentindo um aperto no coração. O olhar de Ouyang Ruobing escureceu, um traço de tristeza passou. "Já passou. Agora só espero que ele seja feliz e viva em paz." Chu Lingzhi a observou. Que mulher tola. "Quando duas pessoas se amam, mesmo que você não possa ter filhos, ele não vai te desprezar." Ouyang Ruobing riu amargamente. Como poderia Nangong não ter seus próprios descendentes? "Senhorita Chu, prometa-me: cuide bem do Nangong, ame-o bem, pode ser?" Chu Lingzhi ficou em silêncio por um momento. "Eu prometo." Ao ouvir isso, Ouyang Ruobing sentiu alegria e preocupação. Ela olhou para Chu Lingzhi. Se fosse outra mulher ao lado de Nangong Yehen, talvez ela ficasse triste. Mas era Chu Lingzhi, a mãe biológica de Yichen. Diante dela, Ouyang Ruobing não conseguia sentir nenhuma antipatia. Além disso, havia uma estranha sensação de familiaridade. Com ela cuidando de Nangong Yehen, ela se sentia tranquila. "Senhorita Chu, posso te chamar de Lingzhi no futuro?" "Claro que sim." Da última vez, ela parece ter dito que podia chamá-la pelo nome. "Nestes anos, muito obrigada!" Chu Lingzhi estranhou: "Obrigada pelo quê?" Nestes anos, ela não ajudou em nada, e elas se conheciam há pouco tempo. "Obrigada por me dar um filho tão inteligente e bonito como o Yichen." Ter Nangong Yichen a fez experimentar a sensação de ser mãe. Ao pensar em Nangong Yichen, a expressão de Ouyang Ruobing se tornou carinhosa, menos triste. Chu Lingzhi a olhou com sinceridade: "Deveria ser eu a te agradecer. Foi você quem cuidou tão bem dele." "Eu o trato como meu próprio filho." Disse Ouyang Ruobing sorrindo. "Gostaria que você continuasse sendo a mãe dele." Sorriu Chu Lingzhi. Ao ouvir isso, Ouyang Ruobing ficou emocionada: "Lingzhi, obrigada!" Com Nangong Yichen, mesmo que ela nunca pudesse ter filhos, não importava. "Ele ter você como mãe e eu como mamãe é a bênção que ele cultivou em vidas passadas." O tom leve de Chu Lingzhi também alegrou o humor de Ouyang Ruobing. Pensando um pouco, Chu Lingzhi acrescentou: "Se você não estiver muito ocupada no trabalho, traz ele para sua casa para te fazer companhia." Ouyang Ruobing até gostaria, mas Nangong Yehen não deixava, por segurança do filho. "Acabei de voltar para a Cidade T, ando bastante ocupada. Aproveita o tempo para criar laços com ele. O Yichen só é frio por fora, mas é um filho muito dedicado." "Eu percebo." Chu Lingzhi sorriu feliz. Ao pensar nos dois filhos, seu coração ficava doce como açúcar. As duas conversaram enquanto comiam. Pelo que Ouyang Ruobing dizia, Chu Lingzhi sentia claramente que ela era uma boa mulher. Ela amava Nangong Yehen e se preocupava com Nangong Yichen. Era uma filha da família Ouyang, mas não tinha nenhum ar de superioridade. No final da refeição, elas praticamente se conheciam bem e se tornaram amigas. Só que, por ser mal interpretada como amante de Nangong Yehen, Chu Lingzhi se sentia como um mudo comendo fel, com um amargo que não podia explicar. Ela realmente não sentia nada por Nangong Yehen.