Capítulo 962: Capítulo 962 Capítulo 938 Empurrando a Porta da Esperança!

Capítulo 938: Empurrando a Porta da Esperança!

Bai Buhui era uma pessoa de vontade forte. As experiências infelizes da infância o tornaram frio e egoísta. Muitos amigos que trabalharam com ele diziam que lhe faltava calor humano.

No entanto, foi essa mesma pessoa que, ao ver o campo de esportes na borda da escola assombrada, teve os olhos marejados.

Em apenas alguns minutos, Bai Buhui passou por dezenas de contos de terror.

O consultório médico cheio de sussurros e choros, a sala de música vazia mas com sons constantes, a escada que ganhava um degrau extra ao subir, a estátua que piscava e chorava, o refeitório exalando cheiro de carne, o rosto escondido embaixo da divisória do banheiro, e os passos que não paravam de perseguir...

Era demais, impossível contar.

Outras casas assombradas colocavam sustos em pontos específicos; esta, em um único conto, já continha vários sustos. O mais aterrorizante era que, ao ativar um conto, os monstros dele te perseguiam sem parar, como se fosse até a morte.

Bai Buhui já não sabia quantas coisas o seguiam. Seu cérebro havia parado de pensar há muito tempo; ele só continuava por pura força de vontade.

"Poço dos Desejos!"

Como designer de casas assombradas do Parque Virtual do Futuro, ele não queria admitir derrota.

Preferia encontrar a saída sozinho a aceitar a humilhação de ser expulso por outro.

"Estou quase lá!"

Com todas as suas forças, Bai Buhui atravessou o campo de esportes. Em sua mente, até apareceu a cena clássica de "Um Sonho de Liberdade".

A liberdade estava à frente; naquele momento, ele era seu próprio herói.

Nunca tinha corrido tão rápido. Atravessou o campo e se jogou ao lado do poço.

Era um poço seco e inclinado, com uma corda de segurança amarrada na borda, e um balde na ponta.

Bai Buhui olhou para dentro do poço. No fundo, via-se um leve brilho vermelho.

"Deve ser... aqui."

Juntando as mãos, Bai Buhui fez um pedido devoto: "Quero sair desta casa assombrada."

Ao terminar, jogou uma moeda no poço. Logo ouviu um som; o poço não era tão fundo quanto imaginava.

"Vou nessa!"

Vida ou morte, era agora ou nunca. Bai Buhui segurou a corda de segurança e desceu lentamente para dentro do poço seco.

...

"Por que Bai Buhui não atende o telefone? O que esse cara quer fazer?" A voz de Liu Kang veio de debaixo da mesa.

"Será que eles já escaparam? Desde que o vi pela primeira vez, achei ele pouco confiável, falando de forma sarcástica, ignorando todo mundo." A voz do fotógrafo fortão veio de debaixo de outra mesa.

"Eu vim aqui especialmente para ajudar o parque deles a causar tumulto. Se esse desgraçado ousar me abandonar e fugir sozinho, vou acertar contas com ele depois." Liu Kang estava furioso: "Mas você também não é melhor. Entrou em contato com meu assistente sem me contar, e como fotógrafo, ainda jogou fora a câmera."

"Eu não tive escolha!"

"Ranger..."

A porta de madeira foi empurrada. Ao ouvir o som, Liu Kang e o fortão se calaram.

"Kang, pode sair. A mulher sem cabeça não está mais nos seguindo." Ali entrou pela porta: "Vamos logo para a biblioteca."

"Os telefones de todos estão fora de alcance. Não sei o que estão fazendo." Liu Kang pegou o celular e enviou uma mensagem em grupo: "A passagem secreta para escapar está atrás do espelho no segundo andar da biblioteca. Quem receber esta mensagem, venha imediatamente!"

"Já fiz minha parte. Se não quiserem vir, o problema é deles." Liu Kang limpou a poeira da roupa e saiu de debaixo da mesa: "Não vamos esperar por eles. Vamos primeiro."

Os três se amontoaram. Assim que abriram a porta, o fortão gritou.

"O que foi?"

"O boneco veio de novo!"

O fortão apontou para fora. Na esquina do corredor, estava um boneco infantil. Sua cabeça estava sobre os ombros, e seus olhos negros e brilhantes fixavam Liu Kang e os outros.

"Sinto que ele está me olhando. Parece que os olhos dele nos seguem."

"Lan Dong já desapareceu. Por que esse boneco fantasma não nos deixa em paz?" O fortão suspirou.

"Deixa ele pra lá. Vamos para a biblioteca!" Ali não tinha tanto medo do boneco. Por mais assustador que fosse, pelo menos todos podiam vê-lo.

Mas em sua visão, sempre aparecia um estudante magro, como se só ele pudesse ver aquela sombra.

Junto com o boneco, vinham latidos e choros quase imperceptíveis.

Os atores da casa assombrada pareciam não ter cenários fixos; todos podiam se mover livremente.

Era isso que mais preocupava Liu Kang. Quanto menos visitantes, mais atores se acumulavam ao redor de cada um.

"Minha cabeça dói." Na memória de Ali, começaram a surgir imagens estranhas, como se ele já tivesse vivido ali. Enquanto ele se acostumava com aquela sensação, Liu Kang e o fortão começaram a sentir que Ali estava se tornando estranho.

Mas nenhum dos três comentou. Achavam que, se conseguissem escapar, todos os problemas se resolveriam.

Correndo pelo corredor, sombras que passavam de vez em quando os aterrorizavam. Mais assustador ainda, fios de cabelo preto caíam de cima, mas quando olhavam para cima, não viam nada.

Os três fugiam apressados, sem se importar com os detalhes. Depositavam toda a esperança na passagem secreta que o assistente masculino havia mencionado.

"Chegamos! A biblioteca está ali!"

De longe, o fortão viu a placa na parede. Os três correram com todas as forças.

"Fechem a porta! Fechem a porta!"

Para ganhar tempo, Liu Kang e o fortão fecharam a porta de madeira da biblioteca e colocaram uma cadeira atrás dela.

"Vamos para o segundo andar! Meu assistente e os dois estudantes devem estar escondidos aqui!" Liu Kang chamou o nome do assistente algumas vezes, mas ninguém respondeu.

Correram até a escada interna da biblioteca e descobriram que ela descia.

"O segundo andar que meu assistente disse é o subsolo?" Olhando para o corredor escuro, Liu Kang hesitou. Mas naquele momento, a porta da biblioteca começou a fazer "puf, puf", como se alguém estivesse batendo a cabeça nela.

"As coisas da casa assombrada estão chegando! É o boneco? Ou a mulher sem cabeça?" Todos entraram em pânico. Viram claramente sangue escorrendo pela fresta da porta.

Os batidas aumentavam. A porta e a cadeira atrás dela tremiam juntas.

"Rápido! Não fiquem aqui!" O fortão foi o primeiro a descer para o subsolo da biblioteca.

No subsombo sombrio, fileiras de estantes se alinhavam, mas não havia sinal do espelho.

"Kang, será que fomos enganados? Onde teria um espelho numa biblioteca?"

"Para que falar isso agora?! Vão procurar!" Liu Kang também estava em pânico. O espelho era a única esperança deles.

Os três corriam pelo subsolo, enquanto os tremores no andar de cima aumentavam!

"Essa casa assombrada enlouqueceu? Para recriar o cenário, realmente construiu uma biblioteca tão grande no subsolo?" O fortão pegou um livro aleatório da estante. A capa tinha manchas de sangue, e o interior estava encharcado, impossível de abrir: "Que loucura."

Ele ia colocar o livro de volta, quando viu algo no espaço atrás dele. Curvou-se para olhar, e um olho vermelho-sangue brilhou atrás da estante.

"Puta merda!" Perdeu o equilíbrio e caiu para trás. Quando sua cabeça ia bater na estante, algo o segurou.

Ainda em choque, o fortão olhou para trás instintivamente. Atrás dele, um braço cinza-claro saía da fresta da estante, com cinco dedos pálidos apertando seu pescoço.

O frio penetrou até os ossos. O fortão sentiu até a coluna estalar, como se fosse quebrar.

"Aaah!"

Gritou alto, rastejando no chão de medo.

O barulho era grande. Parecia que ele havia violado algum tabu. Talvez por causa da proibição de barulho na biblioteca, braços cinza-claros começaram a sair das estantes, alguns ainda vestindo uniformes da Escola Secundária Muyang.

"O que está acontecendo?" Liu Kang, sem se importar com a aparência, se jogou no chão, procurando um lugar para se esconder.

"Puf!"

No andar de cima, outro estrondo. Provavelmente a porta da biblioteca havia sido arrombada.

Em poucos segundos, um rosto apareceu na escada. O boneco estava no corredor, seguido por um cachorro preto grande.

"Corram!"

O fortão gritou, mas a biblioteca era pequena, sem lugar para fugir.

Os três se esconderam na última fileira. Talvez fosse verdade que o céu nunca abandona quem precisa. Encontraram um espelho encostado na parede.

"É aqui!"

Renascimento! A alegria era indescritível!

Como se, na mais profunda desesperança, encontrassem o mais belo acaso!

"Rápido!"

Ali empurrou o espelho. Atrás dele, havia um caminho que descia, com uma porta de ferro muito danificada no fim.

"Passagem secreta!"

Lágrimas de emoção brotaram nos olhos dos três. Só quem passou por isso entende.

Correndo escada abaixo, se aproximavam cada vez mais da porta da esperança.

Os choros e latidos foram ficando para trás. Liu Kang, na frente, finalmente segurou a maçaneta.

"Acabou!"

Empurrou a porta de ferro com força. Um cheiro nauseante de sangue invadiu suas narinas! Uma névoa espessa e pegajosa envolveu todo o seu corpo!

Quando Liu Kang abriu os olhos, viu um mundo completamente vermelho!