**Capítulo 936: O Estranho no Elevador**
O terreno dentro do prédio do laboratório não era tão complicado, apenas um corredor reto, ladeado por vários laboratórios, com um elevador de carga no final.
O casal de estudantes também não sabia por que um elevador de carga havia sido instalado no prédio do laboratório. Eles não pensaram muito nisso; os turistas atrás deles estavam correndo como loucos para alcançá-los. O corredor não tinha saída, e a única maneira de escapar era pegar aquele elevador de carga.
"Parem!" gritaram os fantasmas grande e pequeno. O casal de estudantes ficou ainda mais assustado ao ouvir isso. Eles não haviam provocado o outro lado de forma alguma, tendo trocado apenas algumas palavras, mas o outro agia como se quisesse devorá-los vivos.
O corredor era uma linha reta, sem nada para obstruir a visão. Esconder-se nos laboratórios laterais também seria descoberto. O casal de estudantes correu para o final do corredor e apertou desesperadamente o botão do elevador.
"Abre logo!"
Aflito, o estudante ignorou completamente a placa ao lado do elevador — "Passagem de Carga, Proibida para Turistas!"
Ele apertou o botão repetidamente, e a porta prateada do elevador se abriu lentamente.
"Vamos nos esconder em outro andar por um tempo! Esses turistas não estão normais!"
Havia quatro botões no painel do elevador, correspondentes aos andares subterrâneos de um a quatro. Os três primeiros números eram de cor normal, enquanto o número que representava o quarto andar subterrâneo estava pintado de vermelho, como se tivesse sido manchado com sangue.
O estudante ajudou sua namorada a entrar no elevador e apertou um botão aleatoriamente.
A porta do elevador se fechou lentamente, e os passos no corredor se aproximavam cada vez mais.
"Já ouvi dizer que o dono desta casa mal-assombrada é cruel e muitas vezes manda seus funcionários se passarem por turistas. Nunca imaginei que teríamos tanta azar de encontrar um logo na nossa primeira visita," disse a estudante, de mente mais sensível, com o rosto pálido de medo.
"Psiu! Nunca fale mal do dono da casa mal-assombrada dentro dela. Lembro que alguém da faculdade de medicina legal me avisou que ele é muito rancoroso."
Os passos se aproximaram rapidamente. O casal de estudantes se abraçou, olhando fixamente para a porta do elevador, suando frio.
"Fecha logo! Por que está fechando tão devagar?"
"Pá!"
Os passos pararam. Um homem de baixa estatura entrou no elevador no último momento: "Ainda querem fugir?"
A expressão do fantasma pequeno era feroz. Assim que ele entrou no elevador de carga, a porta se fechou e o elevador começou a descer.
Ele não sentiu medo enquanto perseguia, mas ao entrar, o fantasma pequeno de repente percebeu que algo estava errado. Ele teria que enfrentar dois atores da casa mal-assombrada sozinho.
"Hum, vocês correm rápido," disse o fantasma pequeno, com um tom um pouco mais fraco. Mas logo percebeu que os dois estudantes estavam ainda mais assustados do que ele, amontoados, com os olhos cheios de confusão e medo.
Ainda estão atuando? Querem ganhar minha simpatia?
Ninguém falou no elevador, e o silêncio se instalou. No espaço fechado, um leve odor desagradável podia ser sentido.
Não dava para identificar exatamente o cheiro; era como se muito perfume tivesse sido derramado sobre carne podre. Tentavam mascarar o fedor original, mas ele era tão forte que, misturado ao perfume, criava um novo odor repugnante.
Com um leve "ding", o elevador parou. Todos olharam para o visor.
Na pressa, o estudante havia apertado o botão para o terceiro andar subterrâneo. No painel de controle, o número três ainda estava aceso, mas o visor mostrava o segundo andar subterrâneo.
"Por que o elevador parou neste andar? Alguém quer entrar?"
Além dessa possibilidade, o fantasma pequeno não conseguia pensar em outra razão.
Ele ficou em alerta máximo, observando a porta do elevador se abrir lentamente.
O leve odor desagradável entrou em suas narinas. Lá fora, havia um corredor escuro, sem ninguém.
"Foram vocês que fizeram isso?" O fantasma pequeno olhou para o casal de estudantes. Em desvantagem numérica, dois contra um, seu tom não era tão agressivo.
"Como poderíamos ter feito isso?" O estudante estava agora com medo e também se sentindo injustiçado.
"Vou ser direto com vocês: o Irmão Bai já encontrou a prova crucial. Vocês dois são atores da casa mal-assombrada!" A expressão do fantasma pequeno era feroz, mas ele mantinha distância do estudante, temendo que, ao ser desmascarado, o outro perdesse a cabeça e fizesse algo irracional.
"Nós dois somos atores da casa mal-assombrada? Não venham com acusações falsas, ok?" O casal estava realmente irritado.
"O assistente masculino estava com vocês quando desapareceu. Ele também usou o celular de vocês para mandar uma mensagem para Liu Kang, certo?" O fantasma pequeno foi se acalmando.
"Assistente masculino? Aquele cara que roubou nosso celular e nos trancou do lado de fora?" Ao mencionar o assistente masculino, o casal ficou furioso: "Ainda não reclamei com vocês! Emprestamos nosso telefone a ele de boa vontade, e ele nos trancou do lado de fora, nos usando como isca para os fantasmas!"
"Ele roubou o celular de vocês? Vocês três não estavam juntos?" O fantasma pequeno não sabia quem estava mentindo, mas sentia que algo estava errado.
Enquanto os três discutiam, a porta do elevador se fechou sozinha e começou a descer novamente.
Alguns segundos depois, o elevador finalmente chegou ao terceiro andar subterrâneo. A porta prateada se abriu lentamente.
"Não saiam correndo," disse o fantasma pequeno, pegando seu celular. "Primeiro, eu definitivamente não sou um ator da casa mal-assombrada. Vocês podem pesquisar online. Estou aqui com Liu Kang para expor a farsa."
"O que você quer dizer?" O casal de estudantes ainda não confiava no fantasma pequeno.
"Nós não somos atores da casa mal-assombrada, e vocês também não são. Então quem são os atores?" O fantasma pequeno, embora impulsivo, não era burro. "Venham comigo lá para cima. Vamos esclarecer as coisas. Parece que há um mal-entendido entre nós."
Enquanto o casal ainda hesitava, o quarto botão no painel de controle do elevador de repente se acendeu sozinho.
A porta prateada do elevador se fechou lentamente, e o número vermelho "4" apareceu diante dos olhos de todos.
"Por que o elevador está se movendo sozinho?"
"Você apertou o botão para o quarto andar subterrâneo?"
"Não! Eu estava falando com vocês agora há pouco!"
"Então há mais alguém no elevador?"
O interior do velho elevador de carga estava coberto de sujeira. Conforme o elevador descia, sangue começou a escorrer daquela sujeira.
O odor desagradável se intensificou, e os três turistas começaram a ficar inquietos.
"Não, algo está errado! Do segundo ao terceiro andar subterrâneo levou apenas alguns segundos. Já se passou muito tempo, por que o elevador ainda está descendo?!"
O sangue escorria da sujeira, e fios vermelhos cobriam todo o elevador. O cheiro estranho ficava cada vez mais forte.
"Ding!"
Quando os três turistas estavam prestes a não aguentar mais, o número no visor finalmente mudou para "4".
A porta do elevador se abriu lentamente, revelando outra porta de ferro reforçada. Através das frestas da porta de ferro, eles viram uma cena inesquecível.
Do lado de fora da porta de ferro trancada, havia um corredor pintado de vermelho-sangue, com sangue viscoso ainda pingando.
"O-que é este lugar?"
Terrível a ponto de chocar, suas vozes tremiam, incapazes de formar uma frase completa.
Os três turistas se amontoaram no fundo do elevador, sem ousar se mover.
"O que fazer? O que fazer?!" Os dentes do fantasma pequeno batiam. O cheiro no elevador ficava mais forte e, pior ainda, sons rítmicos vinham do corredor vermelho lá fora.
Parecia uma criança batendo uma bola de basquete, se aproximando lentamente.
"Precisamos sair! Não podemos deixar aquela coisa entrar no elevador!" Com a vida em jogo, o fantasma pequeno rangeu os dentes e se levantou do chão. Ele apertou desesperadamente o número "1" no painel de controle.
Queria fechar a porta do elevador, mas ele não reagiu. Ao levantar a cabeça para olhar o visor, o fantasma pequeno sentiu uma onda de frio invadir seu cérebro.
O visor do elevador mostrava duas palavras em vermelho: "Excesso de Carga"!
Havia apenas três pessoas no elevador. Por que estava com excesso de carga?
O suor frio escorria pela testa. O fantasma pequeno examinou o elevador e percebeu que os fios vermelhos sob a sujeira estavam entrelaçados, formando, sem que ele percebesse, rostos humanos.
Em cima, embaixo, nos lados — o elevador inteiro estava coberto de rostos!
Ao mesmo tempo, a porta de ferro tremeu violentamente, como se inúmeras "coisas" lá fora estivessem batendo nela, tentando entrar no elevador.
Os fios vermelhos escorreram, e aqueles rostos emergiram lentamente da sujeira. Figuras aterrorizantes apareceram, e o elevador ficou lotado, cheio de pessoas.