Capítulo 770: Capítulo 770 Capítulo 754 Quem? Repita isso?

Capítulo 754: Quem? Repita isso?

"Lembrei do nome do quarto. Agora volto para consultar meus superiores." "Melhor se apressar, o estado do paciente é instável. Além disso, um desmaio prolongado pode causar certos danos e efeitos no cérebro." "Hum." O policial líder deixou um membro para vigiar o local e voltou com os outros para a delegacia. ...

Ao empurrar a porta de vidro da delegacia, uma onda de barulho caótico atingiu o policial líder. Ele franziu a testa ao olhar para seu local de trabalho, que agora estava lotado de pessoas, todas com expressões exageradas, contando algo aos policiais de plantão. "Sem a menor disciplina! Foi assim que o regulamento ensinou vocês?" O policial líder gritou com o jovem policial de plantão, com a voz severa. "Capitão Cai! Ainda bem que voltou. Não é que não seguimos o regulamento, mas a situação deles é realmente muito peculiar." O jovem policial entregou o depoimento organizado ao Capitão Cai. "Vermelho? Lenda urbana? A sombra embaixo do prédio? E ainda toca piano? Que diabos é isso?" O Capitão Cai jogou o depoimento com força na mesa: "Eles enlouqueceram, e você vai junto? Perdeu o senso básico de julgamento?" "Analisamos, até usamos o detector de mentiras. Parece que esse grupo não está mentindo." "Bestagem! Devolva logo essa máquina quebrada!" O Capitão Cai, irritado, foi pessoalmente interrogá-los. Depois de um tempo, percebeu que havia injustiçado o jovem policial: aqueles atores que fugiram da casa mal-assombrada pareciam estar tão imersos em seus papéis que não conseguiam sair de seus próprios mundos. "Essa casa mal-assombrada contratou um bando de loucos?" Sem conseguir extrair nada dos atores, o Capitão Cai focou nos visitantes. Os atores poderiam esconder informações para proteger os interesses da casa, mas os visitantes certamente não. Para evitar que os visitantes fossem intimidados pelos atores, o Capitão Cai os levou para outra sala: "Venham comigo." Fechando a porta da sala privada, o sempre sério Capitão Cai suavizou a expressão: "Relaxem, digam a verdade, sem preocupações." Li Yuan e Xue Li, um casal, estavam na delegacia pela primeira vez e pareciam muito nervosos. Comparado a eles, Chen Ge parecia estar em casa; até foi pegar um copo d'água no bebedouro. "No momento do ocorrido, só havia vocês três visitantes na casa mal-assombrada?" O olhar do Capitão Cai se desviou de Chen Ge para Li Yuan e Xue Li. "Ainda havia três estudantes e uma jovem mulher quieta." Li Yuan pensou um pouco e respondeu. "Essas quatro pessoas, já verificamos as identidades. Todas são atores temporários da casa mal-assombrada." O Capitão Cai pediu que trouxessem o depoimento de fora e folheou algumas páginas: "Pensem bem. Durante a visita, encontraram outros visitantes, ou alguém que parecia claramente anormal?" "Pessoas anormais?" Li Yuan olhou pela janela da sala para fora: "Todos ali parecem meio anormais." Ele não conseguia entender por que, só por visitar uma casa mal-assombrada, acabara na delegacia: "Camarada policial, eu e minha namorada só fomos visitar a casa mal-assombrada para ter um encontro inesquecível. Não fazíamos ideia do que estava acontecendo lá. Se soubéssemos, teríamos fugido na hora, não ficado explorando." "Entendi. Ou seja, vocês dois não viram o monstro vermelho que os atores mencionaram durante a visita." O Capitão Cai captou rapidamente o ponto-chave: os visitantes não tinham motivo para mentir, o que diziam devia ser a verdade. "O monstro vermelho e a sombra embaixo do prédio que os atores mencionaram devem ser uma encenação deles mesmos. Provavelmente é uma nova estratégia de marketing." "Talvez." Li Yuan e Xue Li também sentiram um certo medo; só agora sabiam que os três estudantes e a jovem mulher eram atores da casa. Deixar atores se passarem por visitantes, ganhar a confiança e depois assustá-los, era um truque pesado demais. O Capitão Cai fez mais algumas perguntas, e Li Yuan e Xue Li responderam honestamente. Quando não havia mais o que perguntar, ele voltou a atenção para Chen Ge. "Qual é o seu nome?" "Chen Ge." "Ouvi dizer que você é de Hanjiang. Veio especialmente hoje de manhã a Xinhai só para visitar essa casa mal-assombrada?" "Sim. Eu também tenho uma casa mal-assombrada, queria conhecer a maior de Xinhai." Chen Ge não escondeu essas informações; mesmo que não dissesse, a polícia poderia descobrir. "Então você é colega daqueles atores lá fora?" O Capitão Cai estreitou os olhos. Anos de experiência em casos o faziam achar aquele jovem suspeito. "Não chego aos pés deles. Meu negócio é pequeno. Eles exageram demais, com tantos truques que não entendo nada." Chen Ge fez uma careta. "Testemunhas disseram que você pulou do segundo andar junto com os atores. Viu o monstro vermelho que eles mencionaram?" "Francamente, fiquei confuso. Na hora, a casa mal-assombrada estava cheia de gritos, os alto-falantes com sons estranhos, todo mundo correndo, e eu corri junto." Sem deixar brechas. Não importava o que o Capitão Cai perguntasse, Chen Ge respondia perfeitamente. "Pronto. Vocês três podem sair. Quando o depoimento estiver pronto, podem ir." Depois que Chen Ge e os outros saíram, o Capitão Cai olhou para a cadeira onde Chenge estivera sentado: "Esse jovem tem raciocínio claro, respostas fluentes. Parece que já tinha as respostas prontas antes mesmo de eu fazer as perguntas. Não parece ter muita idade, mas é muito calmo. Durante a conversa, nem um piscar de olhos. Isso é um pouco assustador. Não, preciso investigar bem. Não ter falhas também é uma falha, não é?" O Capitão Cai ligou o computador e acessou o banco de dados interno da polícia. Na era do big data, era muito fácil rastrear criminosos. Ele inseriu as informações básicas de Chen Ge e, ao olhar para a tela, ficou paralisado. O sujeito não só não era criminoso, como era um cidadão exemplar de Hanjiang, com medalhas de bravura e uma condecoração de mérito de segurança pública de terceiro grau concedida pela própria polícia de Hanjiang. Mais assustador ainda, ele havia auxiliado a polícia em investigações, e só as informações de reconhecimento ocupavam uma página inteira! Com a boca tremendo, o Capitão Cai agora suspeitava que Chen Ge fosse um infiltrado da polícia de Hanjiang. Um currículo tão impressionante era raro até em Xinhai. "As condecorações têm intervalos muito curtos. Esse cara não faz nada além de circular por cenas de crime todos os dias?" O Capitão Cai não conseguia aceitar. Depois de verificar todas as informações, por responsabilidade, pegou o celular e fez uma ligação. O telefone tocou algumas vezes e foi atendido. Do outro lado, veio uma voz impaciente: "Lao Cai, fala logo, estou ocupado pra caramba." "Li Zheng, desde que foi transferido para a equipe de homicídios de Hanjiang, seu tom de voz mudou, hein!" "Estou seguindo um caso de homicídio, não tenho tempo para enrolação. Vou desligar. Quando acabar, te convido para jantar." "Espera. Não vou tomar muito do seu tempo." O Capitão Cai olhou para as informações na tela: "Liguei para perguntar sobre uma pessoa." "Quem?" "Chen Ge." "Quem? Repita isso?" "O dono de uma casa mal-assombrada em Hanjiang, chamado Chen Ge. Vi as condecorações que vocês deram a ele na nossa rede interna." "Ele foi para Xinhai?!" A voz de Li Zheng claramente mudou de tom. "Sim. Ao meio-dia, recebemos uma denúncia de alguém pulando de uma casa mal-assombrada, e ele estava lá." "Foi ele quem denunciou?" "Não. Ele foi o que pulou."