Capítulo 480: Capítulo 480 Capítulo 471 Agir?

Capítulo 471: Agir?

A luz da impressora acendeu de repente, e uma folha de papel caiu na frente de Tail. Essa garota era editora de uma revista de terror e tinha bastante coragem. Sua primeira reação ao ver o papel não foi medo, mas pegá-lo: "Será que acionei algum mecanismo? Que sorte a minha?"

Ela pegou o papel branco e olhou. Na folha A4, havia um contorno muito borrado.

"O que é isso?" Tail olhou por um bom tempo sem entender: "Anan, dá uma olhada neste papel. Caiu de repente da impressora, e tem um desenho bem fraco aqui."

Anan, que estava estudando as roupas de cena, pegou o papel. Ele também ficou confuso ao ver o contorno borrado: "Não tem números nem letras, não deve ser algo como uma senha."

Anan pegou o celular e iluminou: "É um papel branco bem comum, sem camadas escondidas."

Ele molhou um pouco com saliva e esfregou a área onde estava o contorno fraco no papel: "A cor da superfície não mudou nada, e parece que não tem produto químico aplicado."

Depois de tentar vários métodos, Anan concluiu que aquele parecia ser apenas um papel branco muito comum.

"Li tantos romances de suspense e mistério, e tentei todos os métodos que consegui pensar." Anan devolveu o papel a Tail: "Guarda ele. Talvez seja útil nas próximas fases."

"Tá bom." Tail dobrou o papel e, antes de guardá-lo no bolso, viu a impressora "cuspir" outra folha branca.

Do mesmo tamanho, com o mesmo contorno borrado, só que, comparado ao anterior, parecia um pouco mais nítido.

"Alguém está controlando a impressora?" Anan levantou a tampa da impressora e verificou, mas não encontrou problema nenhum. Era uma impressora bem comum: "Que estranho. São todas coisas comuns que vemos no dia a dia, mas, depois de colocadas nesta casa mal-assombrada, ficaram sinistras?"

Anan tirou o plugue e ignorou a segunda folha que a impressora cuspiu. Ele estava um pouco nervoso: "Estamos perdendo muito tempo aqui. Vamos parar de procurar e sair primeiro."

No fundo do depósito, Tigresa estava admirando alguns quadros no armário. Sua expressão era estranha, como se estivesse impressionada pelo estilo bizarro e grotesco das pinturas.

"Irmã Tigresa? Precisamos ir." Anan a apressou.

"Vem ver estas pinturas. Parece que foram feitas da perspectiva de um morto. Consigo até sentir a vontade quase transbordando do papel do pintor. Ele quer experimentar a vida, como se estivesse prestes a sair da tela e arrastar o observador para dentro dela." Tigresa pegou o celular para tirar uma foto, mas, lembrando que estavam na casa mal-assombrada, se conteve: "Um dia, se tiver oportunidade, quero muito conversar com o autor dessas pinturas. Se pudesse contratá-lo para fazer ilustrações para nossa revista, seria perfeito."

"Se você falar isso na frente do nosso designer, ele provavelmente vai surtar." Anan deu um sorriso resignado.

Tigresa e Anan começaram a andar para fora, prontos para sair.

Tail estava atrás. Ela também ia sair, mas, naquele momento, a impressora fez um leve barulho, e, em seguida, o computador ao lado ligou sozinho.

O ambiente estava muito silencioso, qualquer som era amplificado. Tail viu com os próprios olhos a tela do computador acender, sem que ninguém tivesse tocado nela.

"Será que o dono da casa mal-assombrada está controlando tudo por trás?"

Tail parou no lugar, a mente começando a divagar: "O dono não perderia espaço montando um cenário inútil. Será que o segredo deste depósito está no computador?"

Quando entraram, Tail já estava curiosa. Por que na porta de um depósito tão velho estava escrito "Paraíso"? Com certeza havia algo suspeito.

Ela arregalou os olhos bonitos e se aproximou do computador.

A tela emitia uma luz suave. O fundo ainda era preto, e, nele, estava impresso vagamente o contorno de um rosto humano.

No começo, Tail pensou que era o reflexo da tela, mostrando o próprio rosto, mas, quanto mais olhava, mais sentia que algo estava errado.

"Parece que é o rosto de um homem?"

O depósito estava cheio de coisas, tudo muito bagunçado. Os três editores da revista estavam amontoados no fundo, enquanto Yang Chen e seus dois colegas estavam um pouco mais na frente, separados por algumas prateleiras velhas.

"Li Xue, olha esses modelos de órgãos nos potes de vidro. São quase idênticos aos espécimes da nossa escola."

"Estão na proporção real." Como estudante de medicina, Li Xue não conseguia encontrar nenhum defeito nos modelos de órgãos à sua frente, o que lhe causava um medo estranho. Afinal, eles não estavam na faculdade de medicina forense, mas sim visitando uma casa mal-assombrada.

"Quem não lida frequentemente com órgãos e vísceras não conseguiria fazer modelos tão realistas." Os modelos de órgãos internos eram diferentes dos bonecos. Só podiam ser vistos abrindo o corpo de um ser vivo. Além disso, os órgãos humanos eram completamente diferentes dos de animais. Yang Chen tinha certeza de que todos aqueles potes de espécimes nas prateleiras continham modelos de órgãos humanos: "Na última vez que viemos, já senti que o dono da casa mal-assombrada entendia muito de anatomia humana. Normalmente, alguém que conhece tão bem os órgãos internos ou é um médico que salva vidas, ou um açougueiro que mata."

"Você assiste filmes demais, né?" Wang Yan ficou um pouco assustado com o que Yang Chen disse: "O dono se preocupa muito com os detalhes. Esses modelos de órgãos devem ter sido encomendados especialmente."

"Sinto que as coisas não são tão simples assim." Yang Chen desviou o olhar e começou a andar para fora: "Toda vez que venho a esta casa mal-assombrada, tenho uma experiência diferente. Cada cenário de terror tem um estilo único, mas todos são tão reais, como se realmente existissem essas construções e as lendas correspondentes no mundo real."

Os três estudantes de medicina se prepararam para sair do depósito. Li Xiao segurava o celular, mas ainda não tinha encontrado oportunidade para tirar fotos. Mais à frente, na porta, estava Bai Qiulin.

Com uma mão no bolso, ele olhou para Fan Cong de forma despretensiosa.

A gordura da barriga tremia levemente. Fan Cong não sabia que estava sendo observado. Toda a sua atenção estava concentrada no corredor.

As luzes de parede se apagavam uma a uma, cada vez mais rápido, dando a sensação de que algo no corredor estava acelerando em sua direção.

Os dedos se fecharam instintivamente. Os olhos de Fan Cong foram se arregalando lentamente. A escuridão avançava, com sombras se movendo, algumas parecendo estar grudadas no teto.

O coração começou a disparar. Fan Cong agarrou o braço de Fan Dade: "Irmão, cuidado! Tem algo vindo!"

"O quê?" Fan Dade era mais lerdo. Só depois de ser alertado por Fan Cong é que começou a olhar em volta.

"Está ali! Chama eles para sair!" Fan Cong lembrava bem das palavras de Anan: não importava o que acontecesse, todos deviam ficar juntos.

"Calma, vou dar uma olhada." Fan Dade caminhou em direção ao cruzamento. Ele era muito medroso, só queria bancar o corajoso na frente do irmão. Depois de dar dois ou três passos, parou, esticou o pescoço e se esforçou para olhar na direção do cruzamento.

As luzes de parede se apagavam cada vez mais rápido. A claridade diminuiu de repente, e Fan Dade também ficou tenso.

Enquanto ele avançava, Lao Zhou e Duan Yue recuaram alguns passos. Eles e Bai Qiulin cercaram Fan Cong no meio.