Capítulo 356: Capítulo 356 Capítulo 350 Cadê Minha Mão? (Pedindo Votos Mensais)

Capítulo 350: Cadê Minha Mão? (Pedindo Votos Mensais)

Pouco depois de o loiro entrar no pátio da casa, duas crianças com máscaras faciais vermelhas-sangue espiaram para fora da liteira nupcial.

Diante de uma cena tão estranha e aterrorizante, Bai Qiulin passou pela liteira como se não tivesse visto nada.

As lanternas de papel branco penduradas na porta balançaram algumas vezes e de repente se apagaram, deixando a velha residência ainda mais escura.

Caracteres brancos de "felicidade" estavam colados nas paredes. O loiro ficou sozinho no pátio: "Esta casa é muito maior do que as outras que visitamos. Com certeza tem várias armadilhas escondidas."

Ele era corajoso, mas não idiota. Já sentia que a atmosfera no pátio não era normal.

"Huang Xing..."

Um som indistinto chamava seu nome, vindo de algum lugar, parecia sair do salão principal.

"Estão me chamando?" Quando ele se concentrou para ouvir, a voz desapareceu, como se nunca tivesse existido.

"Deve ter um sistema de som surround instalado. Quem diria que num cenário tão decadente teriam equipamentos tão caros."

Com o coração já acelerado, o loiro se aproximou do salão principal e abriu a porta com cuidado.

Dentro, cortinas brancas e pálidas pendiam. Era uma celebração de casamento, mas parecia mais um funeral.

"Que absurdo. Já vi cenários parecidos em outros lugares, nada de novo."

"Huang Xing..."

O loiro falava sozinho, mas quando estava no meio da frase, a voz estranha soou novamente, e desta vez ele ouviu mais claramente.

"Essa voz é familiar!"

Era uma sensação estranha. Quem chamava seu nome devia ser alguém conhecido de sua vida, mas ele não conseguia lembrar quem era.

A velha casa decadente, o chão coberto de papel-moeda, os caracteres brancos de "felicidade" nas paredes. O ambiente ao redor não mudou, mas a sensação para o loiro era diferente, parecia mais sombrio.

De repente, um vento soprou por trás, seu pescoço esfriou. O loiro virou-se bruscamente: "Quem está aí?"

"Por que está nervoso? Sou eu." Bai Qiulin, com uma mão no bolso, começou a andar pela sala.

Vendo que era outro visitante, o loiro suspirou aliviado: "Você ouviu uma mulher falando agora há pouco?"

"Não." Bai Qiulin examinava os vários objetos na sala, mas nunca se afastava muito da porta.

"Eu juro que ouvi alguém chamando meu nome." O loiro olhou para fora da porta e viu duas crianças com máscaras vermelhas-sangue pulando e correndo: "Tem gente lá fora!"

Bai Qiulin também olhou para a porta, mas só viu uma rua vazia: "Você está louco? Onde tem gente?"

"Puta merda! Tem sim! Duas crianças, com algo pintado no rosto." O loiro tentava descrever a aparência das crianças.

"Você acha que uma casa mal-assombrada contrataria crianças tão pequenas para assustar as pessoas? Se não forem bonecos, você deve ter visto errado."

Quando Bai Qiulin desviou o olhar, duas crianças espiaram novamente pela porta.

"Eu não vi errado!" Desta vez, o loiro olhou diretamente nos olhos das crianças e saiu correndo: "Espera aí que vou pegá-las para você!"

Ele correu até a porta em segundos, mas as crianças já tinham desaparecido. A rua estava vazia, só o papel-moeda no chão e a liteira nupcial balançando levemente.

"Onde foram parar? Que estranho, levei só alguns segundos para chegar aqui, para onde poderiam ter ido?"

"Huang Xing..."

O loiro estremeceu. A voz da mulher soou novamente em seu ouvido: "Por que, depois que saí para fora, a voz pareceu mais próxima? Parece que está sussurrando bem no meu ouvido."

Ele pegou o celular para iluminar, tentando encontrar caixas de som escondidas. Mas assim que ligou a lanterna, a voz da mulher voltou.

"Huang Xing..."

A voz estava ainda mais perto, como se quisesse penetrar no fundo de sua mente.

"Assustador, muito assustador." O loiro já tinha visitado muitas casas mal-assombradas, mas era a primeira vez que passava por algo assim: "Não posso ficar sozinho. Vou pegar o vestido de noiva e encontrar a Gata o mais rápido possível."

Quando voltou ao salão principal, o loiro percebeu algo ainda mais aterrorizante: Bai Qiulin tinha sumido! Um homem vivo tinha desaparecido sem fazer barulho!

"Onde ele foi?"

Uma emoção rara começou a se espalhar no coração do loiro: ele sentiu um toque de medo.

"Bai Qiulin!" O loiro gritou o nome do homem alto e magro, enquanto entrava lentamente no quarto.

Este cômodo era diferente dos outros. A cama e os lençóis eram vermelhos vivos, mas não transmitiam alegria; pareciam sangrentos, como se não fosse tinta, mas sangue de verdade.

"Parece o quarto de uma moça. O vestido de noiva deve estar aqui, certo?" O loiro deu mais alguns passos. No chão, havia novelos de linha vermelha espalhados, que se destacavam no meio do papel-moeda branco.

Ele passou por cima das linhas e chegou perto da cama. Travesseiros e cobertores vermelhos estavam jogados de qualquer jeito, com agulhas, tesouras e outras coisas bagunçadas, mas o vestido de noiva que procurava não estava lá.

No lugar onde o vestido deveria estar, não havia nada. O loiro rangeu os dentes: "Sabia que não seria tão fácil."

Ele ergueu os lençóis da cama e viu manchas de sangue evidentes, tão realistas que pareciam verdadeiras.

"Huang Xing, olhe para baixo..."

Enquanto o loiro revirava tudo, a voz da mulher apareceu de repente em sua mente, sem aviso.

Quando alguém está muito tenso, um toque no ombro já assusta, quanto mais uma voz direto na cabeça.

O loiro quase caiu no chão. Segurando a borda da cama com uma mão, estava muito nervoso.

Respirou fundo e apertou os punhos: "Isso não é efeito sonoro! Com certeza não é efeito sonoro!"

Ele beliscou o próprio braço, o coração batendo descontrolado: "A voz disse algo a mais agora. Sim! Ela disse 'olhe para baixo'!"

Olhando para baixo, o loiro percebeu que todas as linhas vermelhas da sala saíam de debaixo da cama.

"Embaixo da cama?"

Sua garganta se moveu. Ele se agachou devagar, segurando a borda da cama com uma mão e apoiando a outra no chão, inclinando a cabeça para olhar debaixo da cama.

Enquanto abaixava a visão, cada nervo do loiro estava tenso. Ele rangeu os dentes. Quando sua cabeça estava quase debaixo da cama, de repente uma mão apareceu!

"Porra!"

O loiro caiu sentado no chão, apoiando-se com as mãos e rastejando para trás, os olhos cheios de pânico: "Aquilo parecia uma mão cortada! Sem braço, só a mão!"

Antes que pudesse se recuperar do susto, suas costas tocaram em algo.

Virando-se, viu Bai Qiulin atrás dele: "Você quase me matou do susto! Onde você foi?"

"Dei uma volta por aí. A propósito, o que viu debaixo da cama?" Bai Qiulin perguntou curioso.

"Uma mão cortada. Não parecia que alguém estava controlando. Ela simplesmente apareceu de repente debaixo da cama." O loiro enxugou o suor frio da testa, as pernas ainda tremendo: "Precisamos sair daqui rápido. Me dá uma mão para levantar."

Assim que disse isso, o loiro estendeu a mão para pegar a mão esquerda de Bai Qiulin, mas agarrou o vazio.

Segurando a manga vazia de Bai Qiulin, o loiro ficou atordoado, a mente demorando a processar: "Cadê sua mão?"

O pescoço torto e retorcido, como se tivesse sofrido um grande impacto ao cair de um prédio alto. Sangue escorria dos sete orifícios de Bai Qiulin. Ele olhou para a manga vazia do braço esquerdo, com um sorriso alegre no rosto.

"É mesmo, cadê minha mão?"