Capítulo 323: Capítulo 323 Capítulo 320 Segredo (Pedindo votos mensais! Quatro)

Capítulo 320: O Segredo (Pedindo Votos Mensais! Quatro)

"Não fale besteira, cuidado para não se meter em encrenca."

O Tio Bai levava essas coisas a sério, mas Chen Ge era completamente diferente: "Não tem problema, vocês dois só fiquem atrás de mim."

Ele segurou o martelo de esmagar crânios, atravessou o pátio e entrou direto na casa.

A disposição da casa antiga era interessante: a sala principal tinha um quarto de cada lado, mas não havia camas nos quartos, apenas um caixão em cada um.

"Vocês notaram uma característica de todos os pátios da Vila dos Caixões?" Chen Ge segurava o cabo do martelo, varrendo o ambiente com o olhar.

"Caixões dentro de casa?" O Tio Bai abriu a porta com a roupa por cima, relutante em tocar em qualquer coisa ali.

"Não." Chen Ge balançou a cabeça: "Parece que nas casas antigas da Vila dos Caixões não há fogões."

Lao Wei e o Tio Bai se entreolharam; se Chen Ge não tivesse mencionado, eles nem teriam percebido o problema.

"Fogões são para cozinhar, sem eles, onde eles comiam?" Chen Ge sentou-se numa cadeira dentro de casa, falando mais devagar: "Ou será que eles nem precisavam comer? Isso aqui seria uma residência para mortos? Pensando por esse lado, não ter cama nos quartos, mas sim caixões, faz todo sentido."

A voz dele era calma, mas fez os dois ouvintes se arrepiarem.

"Com lanternas de papel branco penduradas, fu (sorte) invertidos brancos nas portas e caixões dentro de casa, será que essa vila inteira é uma vila de mortos?" Chen Ge lembrou das informações que pesquisara ao montar o cenário de **: "Já ouvi uma história: durante a guerra, uma vila no fundo das montanhas foi massacrada. Anos depois, alguém se perdeu na montanha e, sem querer, entrou nessa vila. Viu que todas as casas estavam em luto, com pessoas de expressões estranhas. A pessoa não ousou perguntar nada e fugiu de madrugada. Quando amanheceu e ele voltou para ver, a vila já estava abandonada há muito tempo, sem sinais de vida."

"Então você quer dizer que agora estamos numa vila de mortos?" Lao Wei perguntou, incerto.

"A situação da Vila dos Caixões é mais assustadora que a de uma vila de mortos. Sinto que há um grande segredo escondido aqui." Chen Ge colocou o martelo no colo e apoiou o queixo na mão: "A composição das pessoas aqui é complicada: tem os nativos que viraram fantasmas, os que fugiram da vila e foram capturados de volta, e nós, os forasteiros."

"Acho que a velha fantasma não mentiu sobre os forasteiros. Além de nós, há outros presos nesta vila. Quem quer que sejam, acho que devemos nos unir."

"Mas como nos unir? Não conseguimos encontrá-los agora."

"Só podemos improvisar. Fiquem atentos." Depois de falar, Chen Ge olhou para fora. Foi só um olhar casual, mas viu meia face humana encostada no muro.

"Alguém!" Ele se levantou de repente.

O som repentino fez Lao Wei e o Tio Bai ficarem em alerta máximo: "O que você viu?"

"Uma cara no muro. Acho que a vi na primeira casa antiga; na época, também passou rápido, e depois vi a mortalha saindo da porta e nos seguindo." Chen Ge contou a cena para Lao Wei e o Tio Bai.

"Ele está ao lado. Vamos dar uma olhada?" Lao Wei só sugeriu, mas não queria sair correndo por aí.

"Se ele quer fugir, não vamos pegá-lo indo atrás." Chen Ge olhou para a parede: "Sinto que ele nos segue com algum propósito, não parece querer nos machucar."

Assim que ele falou, a porta da casa antiga se abriu lentamente para os lados, e uma mortalha vermelha apareceu na entrada.

"Não se assustem, é a mesma coisa que nos seguiu antes."

Na noite escura, com o portão do pátio aberto e uma mortalha parada lá fora, qualquer um ficaria nervoso com a cena.

"Você é pessoa ou fantasma?" Chen Ge ficou dentro de casa, escondendo o martelo atrás das costas.

O outro parecia hesitar também, até que, depois de um tempo, tomou uma decisão.

A mortalha se abriu pelo meio, revelando um homem baixo e magro.

Ele mantinha o rosto sério, abriu a boca várias vezes e finalmente disse a primeira frase: "Estou aqui para ajudar vocês."

"Ajudar? Ótimo, entre e converse com calma." Chen Ge sorriu de forma amigável, segurando o martelo com a mão invertida, querendo atrair o homem para dentro.

O homem balançou a cabeça. Ele tinha seguido Chen Ge o caminho todo e sabia bem o quão perigoso era aquele jovem aparentemente amigável.

"Vou falar aqui fora." O homem colocou a mortalha de lado. Quando seu corpo saiu completamente dela, Chen Ge viu que seus braços eram de tamanhos diferentes, um deformado.

"Assim que vocês entraram na vila, eu os vi, mas antes que pudesse me aproximar, vocês três foram enganados por um fantasma. Fiquei preocupado, então vesti a mortalha do fantasma e os segui, querendo tirar vocês daqui."

A voz do homem era sincera, mas Chen Ge não acreditava que ele correria tanto risco à toa para salvar estranhos: "Você nos seguiu o caminho todo só para nos salvar?"

"Salvar vocês é também me salvar. Pode parecer incrível, mas se não conseguirmos fugir desta vila esta noite, todos vão morrer." A voz do homem era baixa, mas dava para sentir o medo e a inquietação: "A porta vai se abrir esta noite, e aquela coisa vai sair de trás dela de novo."

"A porta vai se abrir esta noite?" Chen Ge franziu a testa: "Você é nativo daqui, não é? Pode nos contar o que aconteceu na Vila do Caixão Vivo? Por que ela ficou assim?"

"Vila do Caixão Vivo? Esse nome até que combina." O homem fechou a porta de madeira e foi para o centro do pátio. Pela aparência, não dava para saber a idade dele: "Ninguém mais sabe o nome original desta vila. O motivo de ter virado isso tudo começou, no fundo, com uma mulher."

"Nossa vila ficava no fundo das montanhas, isolada do mundo exterior. Naquela época, o mundo era conturbado, e os homens da vila tinham dificuldade para arrumar esposa. Casamentos entre parentes próximos geravam descendentes de todos os tipos."

"O chefe da vila, pensando que assim a linhagem ia acabar, conversou com os moradores e decidiu 'trazer esposas' de fora da montanha."

"No começo, não deu problema. As novas esposas que não obedeciam eram trancadas, sem água nem comida. Se tentassem fugir, apanhavam até se acalmar."

"Até que uma vez, eles trouxeram uma moça de família estudada, de gênio forte, que preferia morrer a ceder."

"Ela fugiu várias vezes, até quase ser espancada até a morte."

"Só quando engravidou é que parou de fugir. Todos achavam que ela não ia mais resistir."

"Mas ninguém esperava que, quando a família estava feliz, preparando a festa de casamento, ela se jogasse no poço."