Capítulo 311: Ande Rápido (Terceira Atualização, Pedindo Votos Mensais!)
"Chen Ge, que tal sairmos primeiro e esperarmos a equipe Yan chegar para entrar na montanha juntos?" Lao Wei olhou para o celular sem sinal, que marcava 0h50 da noite.
"De carro, de Hanjiang até a vila Linguan leva pelo menos uma hora. Quando eles chegarem e entrarmos na montanha, já vai ser dia."
Chen Ge e os outros já caminhavam pela floresta há quase duas horas, sem ver sinal de nenhuma vila, apenas montanhas atrás de montanhas ao longe.
"Mas será que só nós três conseguimos?" O que preocupava Lao Wei era que, se houvesse um confronto, eles ainda precisariam de alguém para cuidar do Tio Bai.
"Sem problemas." No começo, Chen Ge também se preocupava com a saúde do Tio Bai, mas depois de uma hora de caminhada, percebeu que sua preocupação era desnecessária.
Criado na montanha, o Tio Bai não só era robusto, como também conhecia muito bem o ambiente da floresta.
"O que vocês dois estão cochichando?" O Tio Bai, segurando um galho, ia na frente: "Mais adiante tem uma bifurcação. Se formos pelo topo da montanha, vamos dar uma volta enorme, levando mais duas horas para chegar. Mas se atravessarmos pelo meio do vale, em apenas trinta minutos chegamos à Vila Caixão."
"O caminho pelo meio do vale é difícil?" Chen Ge sabia que, se o Tio Bai mencionou isso, devia ter um motivo.
"Sim." O Tio Bai ficou sério: "O vale é assombrado."
"Assombrado não é problema, pensei que você fosse dizer que tem lobos." Chen Ge deu um tapinha na mochila, e o gato branco, insatisfeito, enfiou a cabeça pela abertura do zíper.
"Não, sempre tive curiosidade: no seu mundo, lobos são mais assustadores que fantasmas?" O Tio Bai, apoiado no galho, não conseguia entender o raciocínio de Chen Ge.
"Fantasmas são intangíveis, mas lobos são reais." Lao Wei também não acreditava nessas histórias de assombração.
ChenGe revirou os olhos, sem se dar ao trabalho de discutir: "Vamos pelo vale."
"Pensem bem, algumas coisas neste mundo são realmente difíceis de explicar." O Tio Bai perguntou novamente a opinião dos dois.
"Tio, o senhor já passou por algo antes?" Chen Ge percebeu que o Tio Bai estava desconfortável, relutante em entrar no vale: "O senhor conhece tão bem esse caminho, já deve ter passado por aqui várias vezes. Estamos aqui para salvar a criança, espero que não esconda nada."
"Nunca escondi nada, só tenho medo de vocês não acreditarem." O Tio Bai começou a contar uma história de sua juventude: "Meu pai entendia um pouco de medicina. Nos anos 1940 e 1950, quando o sarampo assolava a região, ele percorreu quase todas as vilas da montanha, e foi assim que descobriu a Vila Caixão."
"Essa vila era isolada do mundo, quase ninguém sabia ler. Quando ficavam doentes, usavam métodos caseiros para aguentar. Quando meu pai chegou, a epidemia já estava grave."
"Para tratar o povo da vila, ele foi várias vezes."
"Eu era jovem na época, e meu pai queria que eu aprendesse medicina para ganhar a vida, então às vezes me levava nas consultas."
"Nas primeiras vezes que passamos pelo vale, nada aconteceu. Mas uma vez, meu pai parece ter discutido com alguém da Vila Caixão, não sei o motivo."
"Normalmente, saíamos de lá às duas ou três da tarde, mas naquele dia, quando saímos da Vila Caixão, já era entardecer."
"O céu ainda estava claro lá fora, e eu e meu pai entramos no vale sem pensar muito."
"No meio do caminho, meu pai de repente me apressou por trás, mandando eu andar mais rápido."
"Pensei em chegar cedo em casa para comer algo quente, então acelerei o passo."
"Mas depois de um tempo, ouvi meu pai me apressar de novo, mandando eu andar ainda mais rápido."
"Aí percebi que algo estava errado. Quando virei a cabeça para olhar para trás, meu pai tapou meus olhos com a mão."
"Ele continuou me apressando para andar rápido. Eu, pelas frestas dos dedos dele, espiei para trás."
"E vi que nas costas do meu pai estava grudada uma pessoa!"
"Meu pai, com o rosto pálido, me protegia por trás, me apressando para seguir em frente, andar rápido."
"Talvez por meu pai fazer muitas boas ações como médico, aquela coisa grudada nele não o atacou no final."
"Mas naquele dia, lembro bem: quando entramos no vale, o céu ainda estava claro; quando saímos, já estava completamente escuro."
"Quando chegamos em casa, meu pai ficou muito doente e nunca mais voltou à Vila Caixão."
"Até hoje não sei por que ele discutiu com um paciente naquele dia, nem o que era aquela coisa grudada em suas costas."
O Tio Bai contou essa história com o coração pesado.
Chen Ge entendeu por que o Tio Bai se sentia culpado e ajudava a irmã de Jiang Ling: ele já tinha visto fantasmas quando jovem, então acreditava nessas coisas.
"Vocês ainda querem ir pelo vale?" O Tio Bai tinha trauma daquele lugar.
"Dar a volta vai perder muito tempo. Vamos atravessar o vale." Chen Ge segurou o Espírito do Lápis na mão: "Vocês dois vão na frente, eu fico atrás."
"Você dá conta?" Quem estava atrás era o Lao Wei, que enquanto andava, fazia várias marcas na floresta.
O Tio Bai ia aconselhar Chen Ge, mas quando as palavras estavam na ponta da língua, lembrou-se daquela noite: Chen Ge correu atrás da irmã de Jiang Ling para fora do quarto, como se quisesse segurar o espírito maligno.
Com um tremor no canto da boca, o Tio Bai começou a suspeitar que Chen Ge tinha escolhido o vale justamente por saber que era assombrado.
"Por que vocês dois estão me olhando? Não se preocupem, vamos logo." Chen Ge não estava nem um pouco nervoso. Com a mochila nas costas, que ainda tinha um gato branco dentro, mesmo que o fantasma grudasse nele, primeiro grudaria no gato.
Acariciando suavemente a cabecinha do gato branco, Chen Ge seguiu o Tio Bai e o Lao Wei para dentro do vale.
O vento passava pelos ouvidos, como se alguém estivesse chorando. A vegetação alta cobria os joelhos, e de vez em quando algo passava roçando nas pernas, causando um desconforto.
As árvores dos dois lados aumentavam, com formas cada vez mais estranhas. Tudo ao redor parecia mudar lentamente.
"Rápido, vamos tentar sair daqui em vinte minutos." O Tio Bai estava emocionalmente instável, as memórias terríveis da juventude pareciam ressurgir, e ele estava visivelmente tenso.
"Chen Ge, cuidado aí atrás." Lao Wei, no meio, estava relativamente tranquilo com Chen Ge.
Depois de cinco ou seis minutos no vale, o caminho estreito de terra estava completamente bloqueado por vegetação e galhos, e nas laterais da estrada viam-se muitos caixões semi-enterrados no chão.
Aqueles caixões pareciam ter sido colocados ali de propósito, alguns até sem a tampa bem fechada.
"Não tenham medo." A voz do Tio Bai parecia tremer, ele tentava se acalmar: "É um costume da Vila Caixão. Esses caixões estão vazios, colocados ao longo do caminho, empilhados, simbolizando 'subir na vida'."
"Medo não é o problema, mas é melhor vocês andarem mais rápido."
Chen Ge olhou para trás e viu uma sombra que parecia tê-los seguido.
Ele não contou isso ao Tio Bai e ao Lao Wei, apenas começou a revirar a mochila.
"Só um? Não diga que estou abusando por ter 'gente' demais."
A terceira atualização pode atrasar, mas nunca falta!
Recomendo o "Eu Realmente Não Envelheço" do Xia Ju.
Este artigo conta a história de como uma pessoa imortal deve viver corretamente na sociedade humana moderna, sob a orientação dos valores fundamentais do socialismo.
Espero que sirva de inspiração para outros imortais, pessoas com habilidades especiais, cultivadores, alienígenas e seres não humanos participarem da construção nacional e da vida social harmoniosa e estável.