Capítulo 139: Capítulo 139 Capítulo 138 Olhos nos Olhos

**Capítulo 138: Olhos nos Olhos**

"Pei Hu!!"

Na última sala de aula, enquanto colocava cabeças em manequins, Chen Ge ouviu de repente o grito de um homem vindo do fundo do corredor.

Havia emoções tão complexas naquela voz que poucas palavras não conseguiriam explicar.

"Isso não parece um grito de medo. Parece uma mistura de surpresa, raiva e pânico." Chen Ge terminou de colocar a última cabeça e caminhou para fora da sala: "Este grupo de turistas tem muita energia."

...

Pei Hu, que havia entrado correndo na sala 303, estava encostado na porta, com a testa coberta de suor frio.

"Merda, o Wenlong ainda está no poço!" As palmas das mãos de Pei Hu estavam suadas. Ele olhou para o celular de Wang Wenlong em sua mão: "E ainda peguei o celular dele. Está tão escuro lá no poço, e parece que tem alguns manequins enterrados."

Pei Hu não ousou pensar mais no assunto. Ele olhou ao redor da sala.

A sala 303 estava praticamente igual. No meio da sala de estar havia uma pilha de roupas sujas, mas o cheiro ruim tinha desaparecido.

"Por que tem uma pilha de roupas jogadas aqui? Esta sala me dá uma sensação muito desconfortável. Melhor não entrar. Fico na porta..."

Enquanto ele murmurava, a porta atrás dele de repente fez "toc, toc".

Parecia alguém batendo, mas o som vinha da parte inferior da porta.

"Uma pessoa normal não bateria ali, então com certeza não é o Wenlong." No corredor, depois de excluir Wang Wenlong, só parecia restar uma pessoa que podia se mover.

Pei Hu estava com uma expressão horrível. Ele olhou fixamente para a parte inferior da porta de onde vinha o som: "É aquela cabeça! A cabeça do manequim está batendo!"

Ao pensar nisso, Pei Hu sentiu as pernas tremerem. Ele queria trancar a porta, mas descobriu, para seu azar, que a fechadura era apenas um enfeite; qualquer um poderia empurrar a porta para abri-la.

"Esta sala deve ter janelas, não? Mas se eu entrar para verificar, e a cabeça entrar correndo?" Pei Hu coçou a cabeça, angustiado. Ficar parado ali também não era solução. Ele rangeu os dentes e entrou na sala.

O barulho de "toc, toc" do lado de fora continuava sem parar, como notas musicais que cobravam sua vida, cada batida atingindo o coração de Pei Hu: "Preciso encontrar um jeito de sair."

Pei Hu começou a se salvar. Ele passou por cima das roupas sujas, deu uma volta pela sala e não viu nada.

"Do lado de fora da janela só tem uma parede grossa de concreto, não tem saída. Vou ter que ficar aqui para sempre?" Pei Hu estava no meio da sala de estar: "Visitar uma casa mal-assombrada, como é que virou isso? O manequim pisca, cadáver escondido no poço, e ainda tenho que fugir de uma cabeça correndo por aí. O dono que projetou a casa mal-assombrada é um demônio? Como ele conseguiu fazer isso?"

"POW!"

Antes que Pei Hu pudesse pensar direito, a porta de repente foi atingida com força.

"Tanta força assim? É aquele manequim que chegou? Ela veio procurar a cabeça dela de novo?" Só de pensar já dava medo. Pei Hu olhou para os lados e, sem alternativa, teve que se esconder no quarto.

"Como é que este quarto não tem nem porta!" Ele se arrependeu um pouco depois de entrar, mas agora era tarde demais. O único lugar para se esconder no quarto era debaixo da cama.

Ele primeiro iluminou com o celular e, depois de verificar que não havia nada estranho debaixo da cama, rastejou para dentro.

"Por favor, me deixe em paz!" Ele se enfiou debaixo da cama com dificuldade, guardou o celular e ficou com os olhos fixos na entrada do quarto.

Na sala escura, o silêncio era absoluto, e qualquer som mínimo era amplificado.

Poucos segundos depois, a porta da sala de estar foi completamente empurrada.

Após um breve silêncio, um som estranho ecoou na sala de estar.

"Glub", "glub", "glub"...

"Parece que algo está rolando?" Esse pensamento passou pela mente de Pei Hu. Cerca de 0,1 segundo depois, suas pernas de repente esticaram, e um frio cortante o percorreu da cabeça aos pés: "Parece que esqueci uma coisa!"

O som de "glub, glub" já estava se aproximando. Quando Pei Hu, escondido debaixo da cama, olhou para a entrada do quarto, uma cabeça com um sorriso sinistro havia rolado exatamente para a soleira da porta!

Olhos nos olhos, o tempo pareceu congelar.

...

Wang Hailong levou Xia Meili e Dou Menglu até o dormitório feminino. Embora o Irmão Long tivesse chorado algumas vezes naquele dia, na frente de sua namorada, ele ainda agia com muita naturalidade.

Ele ia na frente, verificando cada dormitório, até parar na sala onde estava o jogo do Ouija.

"Esta sala é diferente."

No meio do dormitório, havia algumas cadeiras. Em um pedaço de papel branco no meio das cadeiras, estava escrito uma frase.

"O Ouija sabe a localização dos três distintivos da escola." Wang Hailong pegou o papel e leu em voz alta.

"Eu estava achando familiar. É o jogo do Ouija." Dou Menglu se aproximou, curiosa: "Já vi isso muitas vezes em filmes, nunca pensei que veria na vida real."

"Tudo falso, só para chamar atenção." Wang Hailong jogou o papel na cadeira: "Três distintivos de uma vez, não podemos perder. Vocês duas sabem as regras do jogo?"

"Eu sei." Dou Menglu sentou-se de um lado da cadeira e mandou Wang Hailong sentar do outro: "Daqui a pouco é só me seguir e fazer o que eu fizer."

"Vão com calma, vocês dois. Brincar com essas coisas em uma casa mal-assombrada, cuidado para não atrair alguma coisa de verdade." Xia Meili estava na porta, olhando para Dou Menglu e Wang Hailong com um misto de azedume e doçura, sentindo-se um pouco incomodada.

"Melhor ainda se o Ouija vier. Quero perguntar a ela se a futura esposa do Irmão Long sou eu ou não." Dou Menglu deu um sorriso malicioso, pegou a caneta esferográfica enrolada com fita adesiva em cima da mesa e a colocou no meio.

"Pergunte o que quiser." Wang Hailong estava com uma expressão tranquila, sem se importar com a presença de estranhos, e segurou a mão de Dou Menglu junto com a sua.

Eles estavam distribuindo doces de amor como se não houvesse ninguém por perto. Xia Meili torceu a boca e saiu: "Vocês dois se divirtam. Vou dar uma volta."

"Não vá muito longe, Meili."

"Chega, não se preocupe com ela. Irmão Long, me escuta. Jogar Ouija tem algumas regras: não se pode perguntar sobre vida ou morte, e não se pode interromper o jogo. Se prestar atenção a isso, não tem perigo nenhum..."

Xia Meili só sentiu o ar ficar mais fresco depois de sair da sala: "Um fedor azedo de amor. Tomara que o Ouija dê uma boa lição neles."

Sozinha, ela foi até o fim do corredor. O ambiente ao redor estava cada vez mais sombrio. Xia Meili estava prestes a voltar quando ouviu os gritos de Wang Wenlong do outro lado do corredor.

"O que aconteceu? Pela voz do Wenlong, não parece medo. Parece que ele está com muita raiva." Xia Meili voltou pelo mesmo caminho e entrou diretamente em outro corredor.

"Cadê o pessoal? Como é que tem duas saídas agora? Para onde vou?" Xia Meili parou entre o poço fundo e as salas do Edifício Haiming, um pouco indecisa: "O celular do Pei Hu foi perdido. Vou ligar para o Wenlong para saber o que está acontecendo."

Ela discou o número, e o toque do telefone veio vagamente das salas do Edifício Haiming, mas ninguém atendeu.

"Eles estão nas salas?" No ambiente silencioso, o toque do telefone também era um pouco assustador. Xia Meili desligou e foi até a porta das três salas.