Capítulo 97: Capítulo 97: Ponto conhecido, clique em Novo

Ao retornar ao alojamento já passava do meio-dia…

A pequena feiticeira Karyana, ao ver os dois entrarem, começou a relatar que já havia entregue a mensagem a Rietis, e que Frellia poderia recebê-la ao voltar.

— Desta vez, você vem comigo, Karyana.

— Hã?

— Venha comigo, para Rietis… O que restar em Muralha do Pico, deixe com Andy e as outras duas primeiro. Como você está aqui há muito tempo e as pessoas ao redor já a conhecem bem, isso dificulta que continue atuando nesta cidade no futuro. Por isso, quero que volte comigo para Rietis. — Frellia falou, enquanto olhava para as outras três garotas no quarto.

Embora sobre suas cabeças surgissem os estados [Surpresa!] e [Relutância!], na superfície elas apenas concordaram com um aceno submisso.

Afinal, era uma ordem direta da líder da organização, e precisava ser cumprida…

Mas, para Sean, era uma pena deixar as três para trás. Elas mal haviam se recuperado do estado negativo por um dia e já eram deixadas na cidade. Se no futuro Frellia quisesse saber sobre as vilas do sudeste, provavelmente não encontraria ninguém conhecido.

No entanto, Sean não expressou esses pensamentos. Não queria que uma palavra sua mudasse a vida delas… porque, ao ouvir que poderia partir, Karyana claramente mostrou uma emoção de [Empolgação!].

Preparando-se para arrumar as coisas, Frellia queria partir o mais rápido possível.

Já que as três garotas estavam seguras, o que restava era lidar com os problemas remanescentes de Koga e a situação da vila de Katia, no sudeste…

Sean também se apressou em arrumar suas coisas, que nunca foram muitas.

Um mapa de Terramian, um relógio mágico dado por Igniya, e o grimório deixado por Lucille.

Três itens eram toda a sua fortuna…

No entanto, ao ver Karyana arrumando suas coisas, ela organizou uma pilha de papéis, canetas e alguns utensílios de escrita.

Como réguas, compassos, etc.

Eram todos ferramentas de madeira, bem feitas… Por exemplo, o compasso tinha um ponto fixo com um prego de ferro, uma régua longa com escala que podia ser esticada, e na ponta uma ponta de carvão para escrever. Sean deduziu que era para isso que servia.

— Isso ainda tem utilidade? — Sean pegou os papéis e as ferramentas de repente e perguntou.

— São ferramentas que eu usava para escrever cartas e relatar mensagens. Vou entregá-las a elas. — Disse Karyana.

— Pode me dar?

— O quê!

— Para que você quer isso? — Ela olhou para Sean com confusão.

Essas coisas não eram difíceis de comprar; dava para encontrar em lojas de sábios, mas como eram originalmente para as outras três, Karyana não queria dar.

— Claro que tenho meu próprio uso.

— Mas essas coisas nós…

Enquanto conversavam, Frellia se aproximou.

— O que foi? Vamos arrumar logo, temos que sair à tarde. Já contatei o dirigível mais rápido de Muralha do Pico, eles nos levarão ao próximo ponto de descanso antes da noite.

— Líder, Sean quer minhas ferramentas. — Karyana apontou para o chão.

— Ferramentas? Para que você quer isso? — Frellia olhou para os objetos no chão, apenas papéis e canetas comuns, com alguns instrumentos raros.

— Vou usá-las para aprender algo.

Ao ver aquilo, Sean pensou imediatamente em usá-las para desenhar mapas.

— Então dê a ele. Mande comprar outras… Seja rápida, estamos com pressa. — Frellia não deu importância àquilo e, de passagem, cedeu os objetos.

Como subordinada, Karyana não podia contestar. Vendo Sean sorrir com satisfação, sentiu uma raiva que não conseguia extravasar!

…………………………

Após arrumar tudo, os três partiram no dirigível da tarde, deixando Muralha do Pico.

Provavelmente arranjado por Daniel especialmente, aquele dirigível era bem diferente dos que vira antes. A hélice traseira era dupla, e o barulho do motor não era tão forte quanto o anterior.

A potência geral era muito superior…

— Depois de passar por Muralha do Pico, há muitas cidades e vilas. Encontraremos várias áreas de descanso. Vamos tentar percorrer o máximo de caminho possível. Talvez possamos chegar um dia antes. — Em pé na proa do dirigível, Frellia disse aos dois.

— Tudo conforme as ordens da líder. — Karyana, ao lado, concordou com um aceno.

Quanto a Sean…

— Sean? — Sem resposta, Frellia virou-se de repente para olhar.

Atrás dela, não havia sinal de Sean. Ele não estava na proa, mas encostado na parte central, coberta por um toldo.

— O que ele está fazendo escondido ali?

Frellia se aproximou e viu sobre a mesa um grande mapa topográfico, que parecia ser de alguma vila… Ela olhou para o nome na parte inferior.

Vila de Terramian!

Não era a vila montanhosa que Sean administrava?

Olhando com atenção, cada casa e rua estava marcada. Até as montanhas e riachos ao redor.

Um mapa de quase um metro quadrado, difícil de encontrar mesmo lá fora. Provavelmente encomendado especialmente aos sábios.

Normalmente, apenas os lordes locais teriam um mapa tão detalhado.

Sean não respondeu à pergunta dela, mas continuou focado no mapa de Terramian em suas mãos. Queria fazer uma versão reduzida do mapa de Terramian para ver se conseguia visualizar a situação de lá.

Se funcionasse, desenhar mapas no futuro seria extremamente útil.

— Líder.

— Shh!

Frellia segurou a pequena feiticeira que estava prestes a cumprimentá-lo.

Os dois haviam viajado juntos de Koga por dois dias, incluindo o tempo que viveram lá antes, e nunca tinham visto Sean com uma expressão tão séria.

Olhando para o papel branco e as várias ferramentas de desenho sobre a mesa…

Não entendia por que ele se concentrava tanto em desenhar aquilo. Mapas eram, de fato, ferramentas importantes para viajantes.

Mas a maioria dos mapas de viagem podia ser comprada. Embora fossem simples, serviam para não se perder, bastava saber a direção, sem necessidade de detalhes.

Um mapa de mão era daquele tamanho; se fosse muito detalhado, não daria para ver muita coisa.

Para viajantes, era melhor ter um mapa de rotas amplas do que um diagrama detalhado de construções!

No entanto, para Sean, o foco agora era testar como ativar sua habilidade.

Tentou desenhar um quarto padrão no papel branco…

Mas, em seu campo de visão, não apareceu nenhum efeito.

É claro!

Havia muitos cômodos quadrados por aí. Se desenhasse um qualquer e pudesse ver o que queria, ele seria o maior bug deste mundo.

— Se você está copiando este mapa, esse método não está certo!

Foi então que Karyana, que estivera em silêncio, finalmente falou.