Capítulo 712: Capítulo 712: Esta cidade tem muitos conhecidos

Ainda não é tarde demais, apenas o crepúsculo, e Sean tem tempo suficiente para entrar na cidade...

"Mestre, para onde estamos indo?" perguntou Lucille ao lado.

"Não acabei de dizer..."

Talvez Lucille estivesse curiosa por que Sean não parava nos bairros movimentados e insistia em seguir em frente. Normalmente, em outras cidades, os dois costumavam descansar em áreas animadas, mas desta vez era diferente.

"De qualquer forma, é só me seguir." Sean puxou a mão de Lucille e a conduziu pelas ruas do distrito de Koga.

Ele não conhecia muito bem esses mercados, mas já tinha passado pela direção geral.

O destino agora era a Avenida Brucan, conhecida como o maior mercado de Koga e também o lugar onde ele ficou quando chegou pela primeira vez a esta cidade.

"Oh!"

Lucille apenas assentiu e continuou seguindo Sean.

Crepúsculo...

O último raio de sol iluminava as ruas antigas da cidade, tingindo o asfalto de dourado, um toque final antes da noite cair.

Koga ainda era a maior cidade do sudoeste, com muitas pessoas nas ruas, e nesse momento quase atingia o pico. Grupos de aventureiros voltavam antes do anoitecer, os comerciantes estavam no auge do trabalho, e os cidadãos se apressavam para casa, assim como moradores de outras cidades vizinhas que vinham vender mercadorias.

Era hora de se preparar para arrumar tudo, senão não daria para voltar antes da noite cair...

Sempre que chegava a um mercado assim, Lucille adorava olhar para todos os lados. Cada cidade tinha seus produtos típicos, e ela gostava de comprar.

Sean, sendo de origem nobre, carregava bastante dinheiro, e como príncipe, qualquer joia que usasse, se vendida, daria para os dois gastarem por muito tempo. Na memória de Lucille, só quando Sean a ensinava a praticar magia é que eles escolhiam missões de recompensa para lutar.

E o objetivo não era o dinheiro, mas a experiência de combate; o resto, claro, eles pagavam do próprio bolso!

O Príncipe do Deserto ainda conseguia sustentar os dois por mais de uma década, sem problemas.

"Senhor, quer levar umas frutas?"

Quando os dois saíam da rua principal e estavam prestes a virar na esquina da Avenida Brucan, ouviram de repente essa frase.

Sean hesitou.

Esse gesto pareceu chamar a atenção de dois vendedores de frutas. Eles estavam apenas gritando por hábito quando as pessoas passavam, e como alguém parou, valia a pena apresentar.

"Senhor."

Os vendedores eram um casal, daqueles típicos de fazendas do sul, pessoas comuns, mas de bom astral. Ao verem Sean e Lucille, sorriram com expressões sinceras, não sorrisos falsos.

"Senhorita... quer levar umas frutas?" A mulher, ao ver Lucille ao lado de Sean, logo direcionou o olhar para ela.

"São da nossa própria plantação, são deliciosas!"

Eles tinham acabado de descer do dirigível e já estavam com fome.

Além disso, Lucille preferia comidas leves, diferente de Sean, que gostava de experimentar várias iguarias. Ao ver as frutas, não pôde deixar de olhar mais.

"O que é isso?"

Pegou um pêssego brilhante na mão.

"É um tipo de pêssego especial da nossa vila. Quer provar um?" A mulher sorriu, incentivando Lucille a experimentar.

Ela deu uma mordida, e seus olhos brilharam.

"Hmm, delicioso."

"Né? Só temos estes. Se os senhores quiserem, podem levar tudo por um preço mais barato, 10 moedas de prata." O casal falou de forma simples.

Dez moedas de prata!

Sean nunca tinha carregado moedas de prata como unidade monetária.

Olhando para os cerca de doze pêssegos ao lado, dez moedas de prata devia ser o preço mais baixo.

"Vocês são moradores da região?" Sean perguntou.

O casal não sabia por que ele perguntava, mas respondeu com um sorriso.

"Sim, um pouco ao sul de Koga. Nossa vila é pequena, não é um lugar famoso. Cultivamos algumas frutas em casa. O senhor acha que vale a pena? Quer provar um?" disse o homem.

O homem era moreno, contrastando com a pele mais clara da mulher, mas era forte, provavelmente o principal trabalhador da casa.

"Tudo bem, vou levar tudo. Mas não tenho moedas de prata, isso serve?" Sean entregou uma moeda de ouro na mão do homem...

O casal ficou um pouco nervoso.

Uma moeda de ouro não era uma fortuna enorme; em Koga, uma cidade rica, com um pouco de esforço dava para juntar bastante dinheiro, mas naquele momento seria difícil dar o troco.

"Tudo bem, senhor, espere um momento, vamos dar o troco."

"Não precisa, pode levar. Não gosto de carregar moedas de prata!" Embora Sean tenha falado de forma decidida, o casal percebeu que ele estava dando uma gorjeta e agradeceu com gratidão.

Embalaram as frutas, mas não tinham mais nada para oferecer.

Pegaram uma cesta bonita debaixo da banca, feita à mão, ainda bem nova.

Colocaram as frutas nela e entregaram...

"Hoje vendemos muito, talvez não tenhamos mais nada para dar ao senhor. Se o senhor voltar outra vez, daremos mais um pouco." A mulher disse, um pouco envergonhada.

"Sim, tudo bem."

Mesmo uma família comum tem dignidade; aceitar uma gorjeta não significa que não se retribui.

E Sean sabia disso, então aceitou de bom grado!

Entregou a cesta para Lucille segurar, e os dois continuaram andando com as frutas.

Lucille, atrás, curiosa, pegou um pêssego, mordeu, e depois ofereceu um a Sean, perguntando: "Mestre, foi de propósito que deu mais dinheiro para aquele casal?"

Seu mestre tinha toda a aura de nobreza, e nos gastos e hospedagens era muito diferente do povo comum. A menos que fosse uma situação especial ou sem condições, sempre que possível, comia o melhor, ficava no melhor, e nunca carregava moedas pequenas como as de prata. Mas mesmo com esse hábito, não dava gorjetas à toa.

Lucille percebeu claramente que seu mestre deu aquele dinheiro de propósito para o casal.

"Você percebeu?" Sean virou-se e sorriu.

"Hum." Ela assentiu, esperando a resposta.

"Já que encontrei, espero que eles vivam melhor. Quem sabe o que o futuro reserva."

Ouvindo essa explicação estranha, Lucille ficou ainda mais confusa, mas quando foi perguntar, Sean apenas sorriu e não respondeu.

Eles seguiram pela Avenida Brucan até o fundo, já perto da zona industrial...

Em frente a uma pequena loja, Sean parou.

Lucille olhou para o nome na porta.

Loja de Armas Skove.

Armas de fogo?

Parece que seu mestre tinha o hábito de usar armas de fogo. Será que queria comprar outra?

Enquanto pensava, os dois já entraram na loja...

A campainha na porta tocou, e alguém de dentro falou rapidamente.

"Bem-vindos!"