Elísis. Esse nome não é estranho para muitos no sul, e não faltam títulos a ela. Bruxa malvada, coração envenenado, a pessoa mais perigosa de se enfrentar... por um tempo, foi uma presença extremamente poderosa na região sul. Muitas organizações de magos tentaram caçá-la e falharam, e falharam de forma completa.
Anu nunca emitiu ordens diretas para caçar Elísis, mas ouviu seu nome em várias notícias. Em certo período, até pensou em recrutá-la com condições generosas... nunca imaginou que ela apareceria agora! — Tem certeza de que é Elísis? — perguntaram alguns jovens nobres. — Não deve ser erro. Além da bruxa poderosa das lendas, não consigo pensar em ninguém que possa enfrentar um monstro daqueles cara a cara — disse Anu. De fato... O grupo que trouxeram tinha mais de mil pessoas, incluindo várias de nível dez, mas mesmo assim não conseguiram resistir ao monstro. Já ela conseguia lutar de frente com a criatura, o que mostrava que seu nível era assustadoramente alto! — Ordene que ninguém se aproxime. Ir agora é só ir para a morte. Mandem todos recuarem! — Anu deu ordens aos poucos que se aproximavam. Se aquela era realmente Elísis, ir até lá era suicídio! Em todos os rumores, Elísis nunca se importava com a vida dos outros, só precisava eliminar. — Rápido!
Todos começaram a se aglomerar em um lugar, e esses movimentos estavam sob os olhos de Lucille... Só que agora não tinha tempo para se preocupar com eles. Mas tantas pessoas que estavam dispersas se reunindo no mesmo lugar não era dar outra chance ao inimigo? Que idiotas! Lucille xingou internamente.
De repente, o braço distorcido do monstro veio de novo. Ela levantou o braço para bloquear... Foi completamente parado pelo homem de areia que ela havia reanimado, imobilizado. Em seguida, Lucille canalizou magia para transformar o homem de areia no formato de seu próprio braço. Se ataques mágicos comuns não o feriam, então ela usaria força bruta para despedaçá-lo. Energia mágica envolveu seu braço. Quando ela se moveu, o enorme braço de areia amarela, com a mesma forma, fez o mesmo movimento... Apenas apertou o corpo do monstro, com força! A criatura começou a se debater e contra-atacar furiosamente, mas a magia de Lucille já havia transformado a areia em fluido. Mesmo que uma parte fosse quebrada, a areia corrente ainda podia reparar rapidamente os danos e se recuperar, enquanto a parte que apertava o corpo do monstro era uma lâmina de areia sólida e afiada. Apertou com força, e metade do corpo do monstro amoleceu como se tivesse sido esmagada. Mas quando a areia soltou, a criatura usou a parte restante para se recompor... Lucille olhou surpresa para o corpo estranho se regenerar novamente. Ele ainda conseguia voltar ao normal. Uivou~ O contra-ataque uivante veio de novo. Ela desviou rapidamente, mas a areia quebrada desabou em grande quantidade, quase a enterrando viva. Só graças à sua agilidade conseguiu escapar para o lado. Essa coisa não morre de jeito nenhum? Lucille encarou o monstro à sua frente. Por um instante, lembrou-se da luta contra sua irmã em Kersek, onde os bonecos pareciam semelhantes. Por que isso... Antes que pudesse pensar direito, o monstro atacou de novo. Lucille só pôde usar o mesmo método para bloquear, mas continuar assim não era solução. Seus ataques mágicos pareciam inúteis; a coisa era como lama, não importava como batesse, sempre se regenerava. Até fogo não conseguia queimá-la. De onde veio esse monstro?
Como era noite, o ambiente escuro estava coberto por uma névoa densa... Embora a aparição do monstro tivesse dissipado parte da névoa, o lado do mar ainda estava completamente invisível, só o som das ondas era muito claro. Deve ter vindo do mar, não? Lucille não estava entre os primeiros a chegar com a princesa Sereja. Ela não sabia muito sobre o surgimento do monstro; quando chegou, a criatura já estava lá! Para ser sincera, se não tivesse ouvido os gritos de socorro da garota Sereja, talvez tivesse observado um pouco antes de agir... Afinal, a hora em que o monstro apareceu era muito estranha. Lucille suspeitava que houvesse outro mago nos bastidores, já que algo assim não deveria estar aqui. Queria investigar com calma, mas quando viu que a irmã mais nova de Sean estava prestes a morrer, não conseguiu se segurar e agiu! E ao agir, expôs sua identidade, possivelmente se tornando alvo do inimigo. A luta de um mago solitário não é como a daqueles que gostam de exibir habilidades, que, achando que têm algum talento, começam a desperdiçar mana com grandes ataques, contando com aliados para ajudar, ou, na pior das hipóteses, com mais reforços atrás. Mas Lucille era diferente... Desde o início, ela sempre lutou sozinha. Cada consumo e reserva de magia, até se conseguiria sair ilesa após a batalha, ou se seria emboscada durante o combate, tudo precisava ser calculado. Sem informações suficientes, ela não agiria precipitadamente. Ela olhou ao redor com cautela. Mesmo durante a luta, Lucille não usou magias destrutivas mais fortes. Isso consumiria muita mana, e seria fácil ser atacada durante a execução. Mesmo que não fosse atacada, Lucille não tinha certeza se, ao lançar uma magia grande, conseguiria matar o alvo, ainda mais porque não confiava nos nobres que estavam por perto. Por isso, só usava esse método de desgaste para observar lentamente os pontos fracos do inimigo. 【Não existe magia perfeita neste mundo. Se algo existe, tem que ter uma fraqueza, mesmo que seja um humano ou um deus antigo!】 Isso foi o que seu mentor lhe disse anos atrás. Por coincidência, na mesma época, Sean também disse algo parecido em alguma ocasião. Foi quase a partir daí que Lucille começou a ver Sean de forma diferente! Droga... Por que estou pensando nisso agora? Lucille rapidamente se concentrou. Não era hora de divagar. Aquele monstro ainda não tinha um golpe fatal. Instintivamente, deu um passo para trás. O vento que vinha do mar trouxe frescor a Lucille enquanto pensava em uma estratégia. Certo, o mar! Talvez pudesse tentar usar a água do mar... Não sabia se aquela névoa tinha relação com o monstro. Se ela o prendesse ou ferisse, a névoa se dissiparia? Se isso acontecesse, seria mais fácil observar o ambiente. Se realmente houvesse alguém lá, bastaria atacar o conjurador para acabar com o monstro, não? No fundo, Lucille ainda acreditava que aquilo tinha sido invocado de propósito. Era seu instinto. Quanto a quem era, só teria que afastar a névoa para descobrir! Pensando nisso, estendeu a mão e rapidamente controlou o braço gigante de areia para agarrar o monstro... Queria jogá-lo direto no mar, mas a criatura se segurava firme no chão, sem se mover. Não se mexe? Então vou fazê-lo se mexer. Com a mão, conjurou outra mão de areia amarela. Usando as duas juntas, arrancou o monstro do chão à força.