"Orientador, é aquele ali?" Ao descer as escadas, Lucille ficou olhando fixamente para a pessoa na entrada do hotel.
Além dos hóspedes lotados e dos soldados, o que mais chamava a atenção era, claro, a mulher conhecida como Alquimista de Ouro, Rachel Christian.
"Provavelmente."
Sean também olhou instintivamente.
A outra pessoa, por sua vez, olhou conscientemente para este lado... mas foi apenas um olhar rápido, sem examinar direito, e ao chegar ao primeiro andar, as pessoas no salão já haviam bloqueado Sean e Lucille, impossibilitando qualquer visão.
"Ela é tão linda!"
Mesmo sendo ainda uma criança, Lucille sempre teve senso estético para garotas.
"Hum." Sean respondeu apenas de forma simples.
Ele já tinha visto a pessoa, e no olhar de busca dela, Sean sentiu vagamente que estavam procurando por quem havia dado o golpe fatal nos perseguidores ontem, ou seja, ele mesmo!
Na verdade, ontem ele tinha ajudado esses alquimistas nacionais.
Mas já que prenderam o cara, por que ainda vinham atrás dele? Será que o sujeito caiu de cabeça no chão ontem e morreu?
Isso não era culpa dele, afinal, o alvo do cara era ele.
Com tanta gente no hotel, tanta gente na rua... podia pegar qualquer refém, mas pegou ele, só podia dar azar.
Sean levou Lucille até o balcão para pagar a conta, enquanto a garotinha, curiosa, queria dar uma olhada na moça nobre alquimista, procurando bancos para subir, mas todos estavam ocupados, e mesmo que subisse, não conseguiria ver.
"Não esperava que o hotel estivesse tão movimentado esta manhã."
"É, bem movimentado..."
"Essa Rachel Christian veio aqui, nossa~ Ela é uma alquimista famosa da nossa cidade de Lewis, normalmente impossível de ver!"
Enquanto Sean pagava, até o funcionário do balcão comentava sobre ela.
"Pode me ajudar a fechar a conta primeiro?" Sean chamou a atenção dele.
"Ah... desculpe, cliente. É que tem tanta gente que não ouvi. Já vou resolver." Afinal, era um negócio, e ele ouvia enquanto trabalhava sem problemas.
Mas achou estranho a reação tão calma de Sean e suas roupas.
"Pela sua aparência, o senhor deve ser da região de Zambutar, né?"
"Mentira, nós somos de Adak..."
Antes de Sean responder, Lucille se adiantou.
Ele olhou para trás... a garotinha percebeu que tinha falado besteira.
"Adak? É raro ver alguém de Adak com essa aparência." O dono, que era experiente, reconheceu de onde vinha só pela roupa.
A roupa de Sean parecia mais de um Borge de Zambutar do que de Kelsek!
"Não é à toa que vocês não conhecem a senhorita Rachel. Ela é de uma família tradicional de alquimistas na cidade, uma nobre de alto nível, bonita e cheia de classe, o sonho de muitos homens por aqui!" O dono ainda acrescentou.
"Ah, entendo."
A frieza de Sean deixou o dono confuso.
Será que o gosto dele era diferente do comum?!?
Não ousou perguntar, e naquele momento, ouviu-se a voz de um soldado na entrada.
"Senhores, silêncio, por favor." Quem falou parecia ser o soldado de meia-idade...
Ao descer as escadas, Sean observou a formação da moça nobre, caso eles realmente viessem atrás de problemas, para saber como reagir.
Três alquimistas nacionais uniformizados, mas o de nível mais alto era Rachel, de trança loira, nível 10 de Ordenador! Os outros dois eram níveis 8 e 9... Parecia que só em Adak se via gente de alto nível com frequência; em outras regiões, acima de 8 já era considerado alto.
Não é à toa que Adak, mesmo com indústria fraca, conseguia assustar o país inteiro com sua força.
Quanto aos soldados que os acompanhavam, todos estavam abaixo do nível 7!
Com uma voz rouca de quem fumava cachimbo, ele gritou e o hotel ficou em silêncio.
"Somos a guarda da cidade. Viemos aqui hoje para procurar alguém, e a Mestra Rachel vai explicar."
Ao ouvir que era ela quem ia falar, mesmo sem vê-la, deu para ouvir assobios e gritos ao redor!
"Silêncio." A guarda gritou de novo até acalmar.
"Olá a todos, desculpem incomodar tão cedo..."
Com tanta gente no meio, Sean não conseguia vê-la, mas a voz da tão esperada alquimista não era tão encantadora assim; era formal, um pouco antiquada e séria, lembrava alguém... não conseguia pensar em quem, talvez Melsusa.
Mas Melsusa era sua subordinada, e quando falava com ele, não era tão fria e severa.
"...Estes dias, estivemos perseguindo um fugitivo entre os alquimistas, o Alquimista da Água, Okam, mas felizmente ontem finalmente o capturamos!"
Ao dizer isso, todos aplaudiram.
Hã?
Já tinha aplausos.
Sean, confuso, olhou para as pessoas e se aproximou do dono.
"Só por curiosidade, o que o Okam fez?"
"Ele? Dizem que matou muita gente, muitos civis. Um assassino brutal. Há alguns anos, quando se sabia que ele chegava a uma cidade, ninguém ousava sair à noite. Agora que foi pego, que alívio!" Na cabeça dele apareceram estados de alívio e alegria.
"Cada cidade não tem guarda e alquimistas? Não conseguiam vencê-lo?"
Pensando bem, ele não parecia tão forte assim, caiu com um golpe, tão terrível assim?
"Ah, cliente, você é de fora, é normal não conhecer a lenda. Dizem que quem lutava com ele morria congelado ou cozido, de um jeito horrível!"
Congelado, evaporado?
Sean lembrou de como o cara usava a alquimia ontem.
Névoa e estalactites!
E ele se chamava Alquimista da Água... Não tinha dúvida, os alquimistas de Kelsek usavam o método de transmutação que dominavam para lutar, decompondo e recompondo matéria rapidamente para vencer!
Assim, os alquimistas de outros países pareciam bem mais fracos, quase só sabiam fazer poções e algumas magias simples.
"...Ontem, Okam passou pelo canal, e durante a perseguição, ele correu para este lado do hotel, mas foi derrubado rapidamente. Hoje, quando levamos ele ao Mestre Kordal, descobrimos que foi uma maldição de bruxo. Por isso, viemos aqui de manhã cedo para agradecer pessoalmente ao bruxo."
Rachel disse.