Isso... Tão rápido! A tripulação do navio de carga ficou atônita ao ver Sean em pé sobre o bloco de gelo flutuante. Afinal, diante de um mago, uma batalha podia ser tão rápida. "Rápido, rápido, puxem este senhor mago para cima!" O capitão reagiu naquele momento. Em seguida, enviou rapidamente alguns marinheiros para limpar os resíduos presos nas hélices da turbina. Era porque dois tentáculos da lula gigante das profundezas estavam enroscados na turbina, impedindo-a de girar, e ainda arrastavam aquela criatura enorme, impossibilitando qualquer movimento. Felizmente, as pás não estavam danificadas; uma simples limpeza bastava para usá-las. Quanto ao grande bloco de gelo congelado, foi amarrado atrás do navio. Originalmente, alguns marinheiros pensaram em comer aquela lula gigante das profundezas para vingar a morte dos dois colegas, mas o capitão disse que carregar algo tão grande atrairia facilmente tubarões-baleia, tornando a situação ainda mais perigosa! No final, só puderam cortar alguns tentáculos dela como forma de vingança... e então descartaram a lula gigante junto com o bloco de gelo quase derretido no mar. Quanto aos dois marinheiros que morreram acidentalmente, seguiram o costume marítimo: queimaram suas roupas usadas em uma cerimônia de cremação e as entregaram ao mar... Que os filhos do mar retornem ao mar. Sean, sendo de uma região interiorana, não entendia muito esse sentimento, mas para aqueles marinheiros que trabalharam metade da vida no mar sem constituir família, o oceano era seu verdadeiro lar. Depois de participar dessa cerimônia fúnebre especial junto com todos os outros comerciantes, já era noite avançada, mas ainda havia muitos comerciantes que, após testemunharem sua magia, o convidaram ativamente para um jantar noturno. O jantar de todos já não tinha sido bom, e agora inúmeras pessoas o convidavam para comer junto... Claro, com tantos convites, era impossível comparecer a todos. Sean só pôde continuar com Lucas, Edith e os outros. Agora, aos olhos deles, sua identidade já havia mudado claramente. Sean se explicou dizendo que havia estudado magia em uma academia da cidade e que até recebera convites da organização nacional de magos, mas preferia a liberdade e por isso fugira. Essa explicação aumentou ainda mais o respeito que tinham por ele, e até a simpatia geral subiu. .................. Depois do jantar noturno, já era madrugada. Sean voltou ao seu quarto. Após o ocorrido, o capitão e os marinheiros rapidamente lhe arrumaram um quarto melhor, originalmente reservado para o próprio capitão, usado ocasionalmente para receber convidados importantes, e agora deixado para ele. Sean acabara de entrar quando parou de repente... "Saia." Olhou para o pequeno, mas decorado e luxuoso quarto de hóspedes do navio. "Não adianta se esconder aí. Sei que você está dentro." A visão mostrava constantemente [Sendo observado...], indicando que alguém estava escondido no quarto. Nesse momento, de um canto da cama, um pequeno buraco coberto pelo lençol, uma figura pequena rastejou para fora. "É você!" Ao ver a pessoa à sua frente, Sean ficou surpreso, mas, pensando bem, parecia fazer sentido. Porque não era outra pessoa senão a garotinha! Aquela que ele salvara dos bandidos do Camelo no dia anterior e que havia fugido. "Sou eu." Apesar da pouca idade, ela transmitia uma sensação de maturidade. "Parece que você tem algo a me dizer, não é?" Sean sorriu, puxou uma cadeira ao lado e a fez sentar, enquanto ele se sentava na cama. "Des... desculpe!" Já estava com uma postura altiva, mas, para surpresa de Sean, a primeira coisa que ela disse foi um pedido de desculpas. "Por que você está se desculpando comigo?" "Por... porque ontem eu fugi." A menina levantou a cabeça, com a expressão miserável de uma criança que errou. Afinal, ainda era uma criança; seus olhos grandes e brilhantes não mostravam muita malícia, e o pedido de desculpas era sincero. Sean sentou na cama e olhou para a garotinha, que ficou de pé ao lado com um pouco de [medo!]... Só veio pedir desculpas? "Parece que você sabe o que fez ontem. Gastei 1.500 moedas de ouro para te salvar, e essa é sua atitude?" Falar em "atitude" talvez ela nem soubesse o que significava. Era muito nova; parecia infantilidade ficar bravo com ela. "Deixa pra lá, não me importo com esse dinheiro. Vá embora." Disse Sean. Afinal, eram só 1.500 moedas de ouro. Um príncipe não se importa com tão pouco? No entanto, ela parecia não querer ir. "Ainda tem algo?" Ele olhou curioso. A menina caiu de joelhos de repente, fazendo o assoalho de madeira do quarto ecoar. "Quero pedir que você me ensine magia!" Ela disse com sinceridade. Aprender magia. Olhando para o status no topo da cabeça dela, ela era realmente um gênio da magia, mas por que pediria a ele para ensinar? "Você já estudou antes?" "Não." Resposta firme, e, pelo status que aparecia, não era mentira. Então realmente existem gênios da magia neste mundo! Como Lucille havia dito... "E por que você quer aprender magia?" Perguntou Sean. "Porque não quero ficar aqui para sempre..." A resposta da menina era simples. Na verdade, nessa idade, ela não teria ideias muito ambiciosas; crianças dessa idade vivem mais de fantasias. O fato de ela conseguir dizer algo tão realista como querer sair do navio de carga já era impressionante. Em seguida, a garotinha contou sua história. Era uma órfã comum, como a maioria dos órfãos do mundo: enquanto fosse saudável, seria vendida para trabalhar em várias lojas para sobreviver. O capitão deste navio era razoável com ela e dava comida e abrigo a todas as crianças trabalhadoras como ela. No dia anterior, ela foi pega porque algumas crianças apostaram que roubariam peixes para assar, mas foram capturadas e espancadas. O resto, Sean já sabia. Ele a comprou, deu-lhe poção para curar os ferimentos, e ela fugiu de volta! "Então por que hoje você se apresentou para me pedir que te ensinasse magia?" "Porque vi aqueles dois marinheiros morrerem." A razão era simples: foi ao ver a morte dos dois marinheiros que ela desejou mudar. Uma trabalhadora no convés do navio, mesmo que vivesse ali para sempre, um dia cresceria, se tornaria uma marinheira... ou talvez uma moça bonita, casada com um marinheiro ou capitão daquele ou de outro navio, e continuaria no mar. Sean já vira a morte e achava que não era grande coisa, mas para uma garotinha de cinco ou seis anos, esse choque era como destruir seus sonhos futuros. Aqueles marinheiros que tantas crianças admiravam e perseguiam não valiam nada diante do mar! Mas a magia trazia um mundo de conhecimento totalmente novo... "Entendi." Sean olhou para o olhar [ansioso!] da menina. Uma garota com talento mágico viver uma vida medíocre seria realmente uma pena. Talvez por estar de bom humor hoje, Sean não soube por que não a recusou de imediato, mas disse: "Aprender magia é muito difícil." "Não tenho medo!" "Explorar o campo da magia também não é fácil." "Posso me dedicar a estudar..." Respondeu a menina. "Mas você não precisa trabalhar?" "Posso vir à noite." Vendo a determinação da garotinha, Sean não recusou. "Venha na hora certa amanhã... Vou te ensinar o básico da magia. Ah, e traga dez velas junto." Disse Sean, pegando seu grimório. Com a permissão, a menina balançou a cabeça animada. "Hum-hum!" "Qual é o seu nome?" A menina hesitou e balançou a cabeça. "Não tenho nome. Todos me chamam de 'menina' ou 'gatinha branca'... Que tal o mestre me dar um nome?" Ela olhou para Sean com um olhar [ansioso!]. "Você ainda nem aprendeu magia, não pode me chamar de mestre agora." Ele mesmo era um aprendiz e já seria chamado de mestre? Mas, falando nisso, ouvir isso era bem agradável! "Então... o que fazer?" A menina notou o grimório que Sean colocara ao lado da cama. Na capa, havia um nome. "Que tal eu me chamar Lucille!!" "O que acha, mestre?" Puf~ O chá que ele acabara de beber foi cuspido. Sean arregalou os olhos de repente, olhando para ela.