Todo ano, quando o outono chega, eles enviam os suprimentos?
Quando Sean chegou da última vez, já era inverno, então ele não sabia quando a última remessa de subsídios havia vindo.
Então já está nessa época do ano...
Claude ficou em Tylermian por duas semanas e, no fim, achou entediante e decidiu voltar. Afinal, pela idade dele, estava na fase mais ativa; não havia nada na cidadezinha que valesse a pena prender sua atenção, então era melhor retornar à cidade.
Pelo menos em Koga City, cuidando da loja, ele podia conversar com a garota da loja ao lado.
Claro, no estado de [alegria secreta!] de Claude, Sean percebeu claramente que Esmeralda provavelmente ficaria mais um tempo na cidadezinha, e se ele voltasse agora, significava que ninguém o controlaria — ele poderia se divertir à vontade!
No dia da partida, ele fez uma cara triste para Sean, dizendo que era inútil. Que tinha vindo para a cidadezinha, mas não conseguiu fazer nada, não entendia de plantio, e quanto à mineração, era impossível por enquanto. No fim, só conseguiu, nas horas vagas, ajustar a pistola de Sean como retribuição.
Vendo a cara falsamente triste do rapaz, Sean apenas acenou com a mão, mandando-o ir logo...
Desde o início, Sean nunca esperou que Claude fizesse alguma coisa; ele só tinha chamado Esmeralda. Depois, Claude provavelmente achou que seria divertido sair e veio junto. Agora que estava entediado, claro que voltaria.
………………
Claude foi embora, mas sua irmã Esmeralda parecia não ter intenção de ir.
Embora ela frequentemente brigasse com Luke, Sean percebia que a relação entre os dois nunca piorava por causa disso; pelo contrário, eles se comunicavam cada vez mais. Frequentemente, ele ouvia Igunia dizer que, bem cedo, Esmeralda já saía da casa do barão para ir à cidadezinha.
Como os dois estavam hospedados na casa de Sean, e Luke ficava na cidadezinha... Lá, ela não conhecia mais ninguém; se fosse sair para encontrar alguém, só poderia ser Luke. Esses dois eram realmente interessantes: ficavam se segurando, nunca demonstravam afeição na frente dos outros, sempre parecendo desentendidos, mas no fundo se importavam um com o outro.
Deixando de lado a relação dos dois, Esmeralda era realmente uma gênia dos negócios!
Uma mulher que conseguia carregar sozinha uma empresa familiar tinha talento de verdade. Luke tinha conhecimento, e Esmeralda, experiência; juntos, eles trouxeram muita conveniência ao trabalho de Sean. Ele até pensou em contratar Esmeralda ou fazer uma parceria com ela. Esperava que ela também se juntasse à construção de Tylermian...
Em contraste, Igunia estava sempre ajudando Sean a buscar vestígios históricos da magia. Ela achava que, se o "inimigo" realmente tivesse vindo a Tylermian para assassinar o antigo barão Wigal, deveria ter deixado algo para trás. Mesmo coberto pela neve, mesmo exposto ao vento e ao sol, algo teria escapado.
Como discípula de Eshu, o erudito do círculo de magos do Império Bashalan, Igunia tinha sua própria teimosia nesse aspecto. Ela até fez um novo artefato de exploração de vestígios mágicos para usar...
Quanto a Sean.
Depois de entender que sua família talvez tivesse inimigos, ele passou a estudar a história de sua própria família, incluindo a distribuição das organizações de magos pelo mundo.
Mas os livros em Tylermian eram limitados; os que faltavam, ele mandava buscar em cidades maiores através do responsável pelo sindicato dos mercenários. Outros, Igunia pedia para trazerem de Koga City por carta.
No entanto, os registros sobre a organização de magos "Coroa do Sol" ainda eram escassos. Principalmente porque não era uma organização do Império Bashalan, nem mesmo da região de Zambutar, então as descrições eram poucas. Muitos textos apenas a mencionavam de passagem, sem nada sobre sua formação ou desenvolvimento.
Talvez em cidades maiores houvesse registros relevantes, pensou Sean.
Será que na sede da Asa do Céu, em Riyetis City, haveria registros?
Depois de pensar, Sean acabou desistindo da ideia de pedir...
Era muito longe; só para enviar uma carta, levava mais de meio mês. Ida e volta, talvez um mês, e ainda assim não havia garantia de encontrar. O melhor seria ser mais preciso, perguntar a alguns eruditos.
Além disso, ele precisava reduzir ao máximo a comunicação com Freya, pelo menos por enquanto.
Não só porque o problema da região de Tacoma ainda a preocupava, mas também porque ela havia lhe dado a Tábua de Cain. Se ele se correspondesse com ela agora, poderia ser notado pelo príncipe Philip...
Desde o primeiro olhar para o príncipe, Sean nunca achou que ele fosse tolo. Ser um destaque entre os membros da realeza e, em poucos anos no sul, conseguir conter um grão-duque profundamente enraizado na região exigia força e coragem. Ele tinha uma rede de informações por toda a cidade do sul; não era possível que não soubesse como as cartas eram enviadas.
Se deixasse que ele soubesse que a Tábua de Cain estava com Sean, seria um desastre para muitos.
Embora Sean achasse que, com sua força atual, poderia lutar contra muitos mestres, o maior problema era justamente seu próprio poder...
Ele não sabia quanto tempo aquela habilidade passiva duraria. E, uma vez que o Olho de Gheros se abrisse diante do mundo, não seria mais uma questão de vitória ou derrota — sua própria existência seria questionada. Ele seria classificado como herege e caçado por todos!
Por enquanto, Sean não tinha a intenção de passar pelo período de "grande vilão" que todos os protagonistas dos romances que ele lia enfrentavam.
Caçado por todos?
Isso era doloroso demais!
E além...
Ele olhou para a Tábua de Cain, sempre colocada debaixo de sua mesa de trabalho.
Durante esse tempo, Sean ocasionalmente dedicava um tempo para estudar a tábua. Mas, além de não se saber o material, os caracteres gravados nela também não tinham origem conhecida; só se conseguia entender o desenho.
Um desenho de um monstro como Gheros...
Antes, Sean especulava que essas tábuas deveriam registrar coisas sobre os chamados deuses antigos, e Gheros deveria ser um deles. O poder que ele agora recebia podia ser visto como a proteção concedida a um seguidor.
Quando o trabalho terminava, Sean gostava de ficar no sindicato dos mercenários da cidadezinha. O responsável, Andermai, já o conhecia e até havia reservado uma sala separada para ele, para não se misturar com outros mercenários.
Os dois conversavam sobre assuntos triviais, ocasionalmente perguntando sobre notícias da região de Tacoma e de Riyetis.
No fim das contas, Tylermian era pequena demais. Agora, Sean sentia que não tinha meios de obter muitas informações...
Enquanto isso, os subsídios do império ainda não chegavam.
Naquele dia, Sean e Andermai, do sindicato dos mercenários, estavam conversando sobre suas opiniões sobre Tacoma City. Enquanto falavam, jogavam um jogo de tabuleiro especial. Era parecido com xadrez, mas com regras diferentes.
"Ouvi dizer que o barão Wigal foi para Riyetis há algum tempo?" Andermai moveu uma peça e, ao levantá-la, sorriu.
"Sim", respondeu Sean.
[Satisfeito!]
Vendo o estado do oponente, Sean moveu ligeiramente uma peça.
[Tranquilo!]...
Moveu novamente.
[Nervoso!]...
Colocou a peça.
"Ah, a técnica do barão Wigal está cada vez melhor. Em breve, acho que não ousarei mais jogar com você", disse Andermai, rindo para disfarçar o constrangimento. Naquela jogada, ele realmente não tinha como escapar.
Toc, toc, toc~
Nesse momento, a porta do sindicato dos mercenários foi batida.
"Deve ser alguém da cidadezinha. Vou atender, senhor."
Sean acenou com a cabeça, indicando que ele podia ir...