Capítulo 374: Capítulo 374: Lu Qi à Beira da Morte

"Você quer dizer que eu deveria arrumar outra mulher para mimar, tipo você? Atender todos os seus pedidos, te encher de carinho, e ainda sair espalhando para o mundo inteiro saber?"

Lu Qi pensava exatamente nisso, mas não imaginava que ele lesse sua mente.

Ela sabia que, com sua capacidade e condições, jamais poderia se casar com ele.

Ele também nunca a desposaria, então ela queria aproveitar enquanto ele ainda a mimava para arrancar o máximo de benefícios.

Quando tivesse dinheiro suficiente, criaria vários cachorrinhos jovens; se um não obedecesse, o chutava e arranjava outro.

Contanto que tivesse grana de sobra, o homem dela poderia até estar no jardim de infância.

Com dinheiro suficiente, teria o que quisesse.

Desde que ouviu a verdade de Qiao Shiyue da última vez, ela entendeu que a alta sociedade a desprezava.

Aos olhos deles, ela era apenas um brinquedo para ser manipulado.

Para eles, ela era uma atriz, um objeto que se comprava com dinheiro para se divertir à vontade.

Ela já tinha desistido de entrar para a elite.

Agora só queria acumular dinheiro.

Chen Xing de repente agarrou seu pescoço e, sem esforço, a ergueu do chão.

"Chen Shao!" Lu Qi entrou em pânico e tentou bater na mão dele.

Chen Xing não se abalou, e logo os pés de Lu Qi perderam o chão.

Ele mostrou uma expressão feroz, e sua voz sombria parecia vir do inferno: "Desde quando você tem o direito de se meter nos meus assuntos?"

Lu Qi queria se defender, mas não conseguia dizer uma palavra.

Ela nunca imaginou que alguém pudesse mudar tão rápido.

Quem de manhã ainda era gentil com ela, de repente queria sua vida.

As batidas na mão dele foram ficando mais fracas, o ar nos pulmões diminuía, a falta de oxigênio escurecia sua visão, mas a dor na garganta a mantinha consciente.

Ela sentiu a ameaça da morte.

Se ele não a soltasse, ela morreria ali.

Nunca pensou que morreria nas mãos de Chen Xing.

Imaginava que, quando terminassem, ele lhe daria uma grana, e durante o caso, ele lhe daria recursos que sozinha jamais conseguiria.

Achava que, mesmo sem casamento, a vida valeria a pena.

Mas agora não pensava mais assim.

Porque estava prestes a morrer, a boa vida que queria ainda não tinha chegado, e ela ainda não tinha visto o vilão ser punido.

O vilão em sua mente era seu padrasto, que a molestava desde os 13 anos.

Na primeira vez que ele entrou em seu quarto, ela ficou apavorada e chorou pedindo socorro à mãe.

Mas a mãe, que estava no quarto ao lado, agiu como se fosse surda, ignorando-a, deixando o homem abusar dela.

Depois, a mãe ainda a xingou, dizendo que ela era indecente e que tinha seduzido o padrasto.

Naquela época, ela era pequena e não entendia nada.

Achava que realmente tinha errado, que não devia ter tomado banho quando o padrasto estava em casa, nem sorrido para ele.

Chorou pedindo perdão à mãe.

Mas a mãe a puniu, deixando-a um dia inteiro sem comer.

Com esse começo, aquele homem se tornou um pesadelo do qual ela nunca conseguia escapar.

Nos dois anos seguintes, foi como se estivesse nas garras do demônio, sem jeito de se libertar.

Ela caiu do primeiro lugar da turma para o último, e a depressão a atormentou a ponto de tentar se matar várias vezes.

Na pior das vezes, tentou suicídio com carvão, achando que finalmente teria alívio.

Mas, para sua surpresa, acordou no hospital.