Capítulo 138: Capítulo 138: Levado pelos sequestradores

Pensando que ela deveria conseguir proteger o pequeno imperador, só pôde aceitar relutantemente. Justamente no Festival de Qiqiao, muitos jovens iam ao rio soltar lanternas florais. Shen Yunyun e o pequeno imperador se vestiram como uma jovem rica e um filho de família nobre e também foram ao rio para se misturar na multidão. Uma criada e um criado os acompanhavam. — Senhorita, vamos voltar, tem gente demais aqui — disse a criada, com o rosto cheio de preocupação. Shen Yunyun, porém, não se importou e respondeu com arrogância: — Uma criada como você ousa se meter nos assuntos da patroa? — A serva não ousaria — respondeu a criada, abaixando a cabeça apressada e assustada. Shen Yunyun puxou a manga do pequeno imperador: — Irmãozinho, é tão raro sairmos, vamos ver ali, tem um malabarista. — Está bem — respondeu o pequeno imperador, muito calmo. Os dois se enfiaram na multidão, e a criada e o criado foram logo separados. A apresentação de malabarismo arrancou aplausos entusiasmados. Shen Yunyun e o pequeno imperador ficaram ali um bom tempo, mas ninguém veio fazer maldade. Pensaram que a tentativa de "pescar" hoje não daria certo. Quando o espetáculo acabou, eles também se prepararam para ir embora. Mas, assim que subiram na carruagem, um pano cobriu seus narizes e bocas. Shen Yunyun contou até dez mentalmente e desmaiou completamente. Quando abriu os olhos novamente, ela, o pequeno imperador e outras crianças raptadas estavam todos trancados num depósito de lenha. Depois que acordaram, os outros também foram despertando aos poucos. Uma garota de uns quinze ou dezesseis anos, ao acordar e entender a situação, começou a gritar: — Soltem-me! Como ousam? Têm coragem de amarrar a vovó aqui? Se meu pai souber, vai mandar saquear a casa de vocês e exterminar nove gerações da família. Se forem espertos, soltem a vovó agora. Se ela ficar contente, ainda pode dar uma boa palavra para meu pai e poupar a vida miserável de vocês. Shen Yunyun ficou sem palavras. Essa garota não tinha juízo nenhum. Nem que eles jamais fossem soltá-los. Mesmo que tivessem um lampejo de consciência e quisessem libertá-los, depois de ouvir isso, com certeza não os soltariam. Se não os soltassem, o crime deles talvez não fosse descoberto. Se os soltassem, com certeza trariam a própria morte. Até um idiota saberia o que escolher. — Economize suas forças. Irritá-los não vai te trazer benefício nenhum — disse Shen Yunyun, sem paciência. — A vovó aqui é a filha legítima da mansão do general, diferente de vocês, filhas de comerciantes... Antes que a garota terminasse, a porta do depósito se abriu. Vendo isso, Shen Yunyun chutou de leve o pequeno imperador, sinalizando para ele se afastar logo da garota que estava gritando. O pequeno imperador entendeu e se moveu para o lado. Shen Yunyun também se aproximou do pequeno imperador, afastando-se da garota. Um homem de aparência muito sórdida, com um chicote na mão, entrou e, sem dizer nada, bateu na garota que estava gritando. As outras crianças que estavam perto dela também foram atingidas. O depósito logo se encheu de choro. — Calem a boca, seus desgraçados — gritou o homem sórdido enquanto batia. As crianças atingidas não ousaram mais fazer barulho. A garota que gritava tanto, no começo, teimava, ameaçando e ordenando que a soltassem, senão seu pai exterminaria nove gerações da família deles. Mas seus gritos e ameaças foram gradualmente substituídos por choro e súplicas. Ela se ajoelhou no chão e bateu a cabeça para o homem sórdido: — Não bata mais, não bata mais. — Hum — o homem bufou com desprezo.