Capítulo 1: Capítulo 1 O Grande Segredo na Casa Antiga

Às 23h55, Shen Yunyun apareceu pontualmente no porão de sua casa.

Há duas semanas, ela veio de Jiangcheng para Echeng e, por acaso, descobriu um porão no quintal dos fundos, escondendo um segredo imenso e chocante.

Este lugar era, na verdade, o Centro de Transações Interdimensionais.

Quando o centro era ativado, uma enorme piscina de desejos surgia acima da bancada de trabalho de Shen Yunyun.

Sobre a piscina, flutuavam muitas bolhas redondas; cada bolha era um desejo.

Quanto maior a bolha, mais intenso o desejo.

Da última vez, um comandante da Guarda Imperial trocou cinquenta taéis de prata com ela por dois comprimidos de ibuprofeno.

Aquela barra de prata de cinquenta taéis foi vendida, o que significava que seus dois comprimidos de ibuprofeno renderam o preço exorbitante de treze mil.

Esses treze mil dissiparam completamente seu medo desse centro de transações bizarro.

O que era aquilo, afinal? Não era um evento sobrenatural?

Era claramente sua árvore do dinheiro, seu palácio de ouro, certo?

À meia-noite em ponto, o Centro de Transações Interdimensionais foi ativado.

Ela olhou ao redor e seu olhar foi atraído por uma bolha grande e vermelha.

Com um movimento de pensamento, a bolha começou a se expandir continuamente, e os lugares por onde se expandia se transformavam automaticamente em cenas, como efeitos especiais feitos por IA, sem a menor estranheza.

Em um piscar de olhos, ela se viu dentro de um cômodo ornamentado e antigo, cheio de elegância.

O quarto estava perfumado com incenso, um aroma forte e um pouco sufocante.

Uma mulher grávida, de barriga grande, estava amarrada de pés e mãos a uma cama, com o canal de parto obstruído. A parturiente, com os olhos vermelhos de esforço, parecia prestes a sangrar pelos olhos a qualquer momento.

O desejo de transação que Shen Yunyun aceitou foi feito por essa parturiente: pedindo para salvar seu filho.

Ao lado da cama, estavam duas parteiras. Uma delas segurava o braço da parturiente e, virando-se para fora, gritava como a Governanta Rong: "Majestade, Majestade, aguente firme, o pequeno príncipe vai nascer logo."

Do lado de fora, alguém esperava e ainda aconselhava: "Imperador, a Imperatriz tem a proteção dos céus."

"A Imperatriz e o herdeiro real, protegidos por sua aura de dragão, certamente estarão seguros e ilesos."

A outra parteira no quarto ficava de pé, de mãos atadas, olhando para a parturiente com compaixão, pena e culpa.

Sem dúvida, essas duas haviam recebido ordens de alguém, esperando o momento do parto para agir.

Shen Yunyun ouviu as pessoas lá fora chamarem de "Imperatriz" e imaginou que estava diante de um drama de intrigas palacianas: obstruir deliberadamente o canal de parto para impedir o nascimento da criança, sufocando o feto e a parturiente até a morte, criando a ilusão de uma morte por parto difícil.

Assim, eliminariam tanto a mãe quanto o filho, sem levantar suspeitas de ninguém. Quem criou um plano tão cruel deveria ficar entupido e não conseguir evacuar.

Maldoso demais.

Com um movimento de pensamento, Shen Yunyun fez aparecer em sua mão um bastão elétrico e eletrocutou a parteira que falava como a Governanta Rong.

A parteira tremeu e caiu mole no chão.

A outra parteira, com os olhos arregalados de pavor, caiu de joelhos com um baque.

"Im, im, imortal, tenha piedade, esta serva vai ajudar a Majestade a dar à luz agora." A parteira se apressou a fazer reverências.

"Vá. Se ela morrer, você também não viverá."

A parteira, tremendo, levantou-se para desamarrar a parturiente e ajudá-la no parto.

"Fada, salve..." A parturiente chamou fracamente na direção de Shen Yunyun.

Shen Yunyun segurou-a com uma mão e, com a outra, pegou uma garrafa de Green Bull, abrindo a lata para dar à Imperatriz.

Aquele Green Bull era uma bebida energética funcional, que repunha rapidamente a energia do corpo. Depois de beber, a parturiente recuperaria as forças em pouco tempo.

A Imperatriz, respirando ofegante, bebeu toda a bebida de uma só vez e, em pouco tempo, a sensação de cansaço diminuiu consideravelmente.

A parteira não ousou descuidar e, com mãos trêmulas, ajudou a parturiente no parto.

Dez minutos depois, a Imperatriz deu à luz com sucesso um menino, mas o bebê não chorava ao nascer.

Não importava quantas palmadas a parteira desse, a criança continuava sem chorar.