A Cidade do Dragão Negro estava mais uma vez em festa. Por toda parte, havia um clima de alegria, e pessoas de todos os cantos chegavam sem parar, trazendo presentes. Todos os rituais do casamento transcorriam sem problemas. Primeiro de julho. Li Daoqiang e Shi Feixuan realizaram a cerimônia de casamento. Ele lidava com tudo com extrema desenvoltura, garantindo que os convidados comessem e bebessem bem. Assim que a noite começou a cair, Li Daoqiang se preparou para ir à câmara nupcial. — Fique de olho nas senhoras. Se houver qualquer movimento, me conte amanhã cedo — disse Li Daoqiang, lançando um olhar para A Zhu ao lado, em voz baixa e íntima. — Sim — respondeu A Zhu, graciosa, com um brilho de sorriso nos olhos. Como uma espécie de meia-administradora da residência dos fundos, A Zhu naturalmente entendia o que Li Daoqiang queria dizer. Ele temia que alguma das senhoras fizesse birra. — A propósito, alguém deixou de enviar presentes? — perguntou Li Daoqiang em seguida. — Todos que deveriam vir enviaram presentes, não menos do que das outras vezes — respondeu A Zhu, já preparada. Toda vez que seu senhor se casava, ele fazia essa pergunta, e ela já estava acostumada. Antes, já havia se comunicado com o departamento interno para obter as informações mais recentes a qualquer momento. E, nos últimos dois anos, em cada casamento, ninguém que devia enviar presentes deixava de fazê-lo. Simples: quem não enviava já havia sido reprimido. Agora, todas as grandes forças sob a Cidade do Dragão Negro sabiam: se você enviasse um presente, Li Daoqiang poderia não saber. Mas se você não enviasse, ele certamente ficaria sabendo. Ninguém queria ser lembrado por Li Daoqiang dessa forma. — Hum — Li Daoqiang assentiu satisfeito, com um toque de contentamento. Finalmente, não havia mais teimosos. Antes, sempre havia alguns sem noção que, em seus casamentos, nem sequer enviavam presentes. Era inacreditável. Nestes dois anos, ele conseguiu conter essa onda de mau costume. — Vá dar uma olhada primeiro — disse Li Daoqiang, acenando com a mão, e A Zhu se retirou com discrição. Li Daoqiang estava prestes a ir ao encontro de sua amada quando, de repente, seus olhos se moveram ligeiramente, fixando-se em um ponto não muito distante. Uma expressão de surpresa passou por seu rosto, e ele imediatamente sorriu: — Huanhuan, por que você veio? — Ora, não quer que eu venha, para não atrapalhar os prazeres do grande senhor Li? — disse ela, vestindo um leve manto amarelo, como uma fada emergindo da noite. Rosto impecável, pernas finas e retas, corpo esguio e gracioso, e uma aura versátil que alternava entre brincadeira e uma doce fragilidade. Uma beleza de embriagar. Isso não é um bom sinal! Li Daoqiang percebeu isso imediatamente. A pequena feiticeira realmente tinha vindo, e justo neste momento. Shi Feixuan era, de fato, sua rival para toda a vida. Não era estranho que ela tivesse chegado até a residência dos fundos da prefeitura; afinal, quem não sabia que ela era sua amada? Ele ficou um pouco mais alerta, mas logo uma ponta de expectativa surgiu. Por que isso parecia tão empolgante? — Huanhuan, como poderia não querer que você viesse? Você me acusa injustamente. Penso em você a todo momento — disse Li Daoqiang, com um olhar sincero. — Homem mentiroso, só fala bobagens — resmungou Huanhuan, bufando, sem se importar se ele ouvia. — Juro pelos céus — Li Daoqiang ergueu a mão imediatamente. — Bah — cuspiu Huanhuan, sem acreditar. Mordendo os lábios, ela olhou profundamente para o manto vermelho de casamento em Li Daoqiang, e uma determinação passou por seu rosto. — Homem fedorento, se ainda quiser me ter, siga-me. Huanhuan ergueu a cabeça, disse isso e desapareceu em um movimento. Li Daoqiang piscou, sem impedi-la. A expectativa e aquela ponta de emoção aumentaram de repente. Olhou para o céu: ainda era cedo, não atrapalharia a câmara nupcial. Deu uma ordem e partiu atrás dela. — Huanhuan, o que você quer dizer com isso? Enquanto perguntava, os dois chegaram a um pátio na cidade. O pátio estava todo enfeitado de vermelho, parecendo bastante festivo e acolhedor. Li Daoqiang deu uma olhada, fingindo não notar, e disse, confuso: — Huanhuan, o que é isso...? Huanhuan se virou para encará-lo, erguendo o queixo delicado com ar dominador: — Li Daoqiang, esta noite vamos nos casar. — Hein! Li Daoqiang ficou surpreso, preocupado: — Huanhuan, aconteceu alguma coisa? Seja o que for, me diga. Comigo aqui, não se preocupe. — Responda: você quer ou não? Se quiser, vamos nos casar agora. Se não quiser, vou embora e nunca mais aparecerei na sua frente — disse Huanhuan, ainda mais firme, sua aura versátil reduzida a pura determinação. — Huanhuan, casar não é brincadeira. Aqui só estamos nós dois, como vamos nos casar? — argumentou Li Daoqiang, tentando dissuadi-la. — Não basta nós dois? Ou você não quer? — Huanhuan ergueu as sobrancelhas, fitando-o fixamente. Li Daoqiang deu um sorriso amargo, constrangido: — Huanhuan, não seja teimosa. Você sabe que hoje é o meu casamento com Feixuan. — Feixuan, que intimidade! Por que aquela falsa freira se casou com você, você não sabe? O que ela tem de tão bom? — Huanhuan não se conteve, falando com raiva. — Chega. De qualquer forma, esta noite é um dia muito importante na vida de Feixuan. Huanhuan, não cause confusão. Depois de hoje, com certeza vou me casar com você com toda a cerimônia — disse Li Daoqiang, com ternura. — Não me importo. Você só tem duas opções: primeira, casar comigo esta noite. Segunda, vá para a câmara nupcial com sua Feixuan. Nunca mais aparecerei na sua frente — Huanhuan bufou friamente, virando-se de lado. — Huanhuan, isso não é um absurdo? — disse Li Daoqiang, olhando para ela com resignação. Huanhuan não se mexeu, nem disse mais nada, apenas o encarou. — Huanhuan, esta noite é o grande dia de Feixuan. Se eu me casar com você aqui, seria muito injusto para ela. Já sou o marido dela. Não posso fazer isso, não sou esse tipo de pessoa — continuou Li Daoqiang, com paciência e dificuldade. — Então vá — disse Huanhuan, friamente. — Você está me forçando? — suspirou Li Daoqiang. Huanhuan desviou o olhar, ignorando-o. — Huanhuan — Li Daoqiang se aproximou para abraçá-la. Huanhuan recuou rapidamente, ainda decidida. O rosto de Li Daoqiang hesitou, e após alguns segundos, ele suspirou profundamente: — Está bem, sua pequena feiticeira, você não me dá escolha. Os olhos de Huanhuan brilharam, e ela finalmente se virou para encará-lo: — Você aceitou? — Como poderia não aceitar? Quem me mandou amar você, sua feiticeira? Vou ter que abrir uma exceção e quebrar meu caráter — disse Li Daoqiang, estendendo a mão para beliscar suavemente a pele macia e branca do rosto dela. — Hum — Huanhuan desviou o olhar, com um ar de orgulho. — Vamos, casamento — ele a puxou pela mão, com voz suave. Nesse momento, foi Huanhuan quem ficou um pouco envergonhada. Todo o processo começou a ser conduzido por Li Daoqiang. Huanhuan trocou para um vestido de noiva vermelho que já havia preparado, e, sem testemunhas, os dois realizaram a cerimônia. Uma série de rituais, que Li Daoqiang conhecia de cor, ele guiou Huanhuan até o fim. Em pouco tempo, restava apenas o último e mais importante passo. Sem cerimônia, ele ergueu o corpo leve e se preparou para prosseguir. — Homem fedorento, agora você deve estar se sentindo muito satisfeito, não é? Eu mesma vim até você. Quando Li Daoqiang estava prestes a se deitar sobre ela, Huanhuan estendeu a mão de jade, empurrando-o, com o rosto vermelho e um tom de provocação. (Dormir.) ······