Capítulo 88: Capítulo 88 Você veste ou eu ajudo

Capítulo 88 — Você veste ou eu ajudo?

Ye Lan, vendo que havia feito tanto e no final seria dispensada assim, ficou irritada. Agarrou-se às roupas de Ye Hengtian, choramingando: — Irmão, Su Banxia quase me matou, e você a deixa ir assim? Irmão...

— Ye Lan, você realmente acha que estou cego?

Ye Hengtian falou, com a voz um tanto fria.

Já a chamou pelo nome completo, estava realmente irritado.

Diante disso, Ye Lan não ousou falar mais nada.

Su Banxia foi carregada por Pei Shaoze para dentro da vila no pátio interno. Logo depois, ouviu-se a voz de Pei Shaoze mandando encher a piscina.

Ye Lan fez um escândalo por um bom tempo, mas não conseguiu nada de bom.

Pelo contrário, ainda levou uma bronca do próprio irmão, ficando tão irritada que se sentiu injustiçada.

Embora não se conformasse, não podia fazer nada.

Depois de algo assim, Ye Hengtian não podia ficar com Ye Lan ali, então a levou embora da residência dos Pei.

Pátio interno.

Na vila de Pei Shaoze, Su Banxia foi carregada por ele até o segundo andar, entrando no banheiro: — Tome banho primeiro!

Ao deixá-la no chão, ele se virou e foi para o vestiário pegar roupas.

Su Banxia estava com as roupas encharcadas e a maquiagem borrada. Tirou as roupas, abriu o chuveiro e tomou banho.

Pouco depois, vendo que não havia movimento lá fora, Su Banxia não pôde deixar de chamar: — Sr. Pei?

— Hum!

Uma voz veio da porta, e Su Banxia se assustou. Ele estava esperando do lado de fora do banheiro?

— Hum... minhas roupas estão molhadas, você poderia...

Antes que terminasse, a porta do banheiro foi aberta por uma fresta.

Su Banxia pensou que ele fosse entrar, e, assustada, cobriu-se rapidamente com as roupas molhadas.

Mas, para sua surpresa, a porta só foi aberta por uma fresta, e então viu uma mão segurando uma camisa branca se estender para dentro.

Em seguida, veio a voz grave e magnética de Pei Shaoze: — Mandei alguém buscar roupas, vista isso primeiro!

Su Banxia hesitou, estendeu a mão e pegou a camisa branca que ele oferecia.

Era um pouco comprida, parecia ser a roupa dele.

Su Banxia vestiu-a, e ela chegava um pouco acima dos joelhos, dava para usar, mas o sutiã e a calcinha estavam encharcados.

Pedir a ele que ajudasse, não sabia como dizer.

Vendo que ela demorava a sair, Pei Shaoze franziu a testa e chamou: — Su Banxia?

— Hum!

Su Banxia respondeu e disse: — Você pode me deixar ver a Srta. Pei?

Há pouco, no salão, ela se lembrava daquela pequena princesa da família Pei.

Não podia falar com Pei Shaoze, mas aquela Srta. Pei provavelmente poderia ajudar, afinal, eram ambas mulheres.

Pei Shaoze franziu levemente a testa e entrou diretamente no banheiro.

Vendo o corpo esguio da mulher vestindo sua camisa, havia um certo charme.

Su Banxia instintivamente cruzou os braços sobre o peito, olhando para ele, um pouco desconfortável: — Sr. Pei, você...

Pei Shaoze a olhou, examinando-a: — Seu corpo todo, onde já não vi? Do que está se escondendo?

Su Banxia ficou com o rosto vermelho com suas palavras.

Mas não tinha como rebater. Su Banxia baixou os olhos, resignada: — Sr. Pei, eu...

— Saia!

Antes que ela terminasse, Pei Shaoze falou.

Su Banxia o seguiu para fora do banheiro, sentindo-se extremamente desconfortável.

Pei Shaoze foi ao vestiário, revirou tudo e, ao sair, segurava algo na mão.

Su Banxia não prestou atenção.

Ele a olhou, com um sorriso no canto da boca: — Mandei Yin Yin buscar roupas. Se estiver desconfortável, vista isso primeiro!

Su Banxia olhou para o que ele segurava e quase cuspiu sangue.

Cueca masculina!

Ela...

— Não precisa!

Su Banxia respondeu sem pensar: — Vou esperar a Srta. Pei chegar!

Pei Shaoze franziu a testa: — Você quer usar as que eu já usei?

Su Banxia: — ... Não!

Existia um homem mais sem-vergonha do que ele?

Parece que não.

— Então vista!

Assim, embora não se visse, só de pensar já dava vontade.

Su Banxia balançou a cabeça firmemente: — Não precisa!

Morrer, mas não usaria aquilo daquele homem...!

Pei Shaoze se aproximou dela, semicerrando os olhos: — Su Banxia, se não vestir, está planejando me seduzir?

— Não!

Su Banxia estava desesperada: — Posso esperar a Srta. Pei trazer!

Pei Shaoze riu com desdém, ergueu-lhe o queixo: — Neste quarto, só estamos eu e você. Su Banxia, ficar assim vazia, está querendo que eu facilite as coisas?

— Você... hum!

Antes que terminasse, os lábios de Su Banxia foram mordidos.

Ele a beijou de forma um tanto brusca, com braços fortes a envolvendo, dificultando sua respiração.

Su Banxia se debateu, mas descobriu que quanto mais lutava, mais forte ele ficava.

— Pei Shaoze...

Su Banxia ficou nervosa, gritando entre os lábios: — Aqui é a residência dos Pei!

Alguém poderia entrar a qualquer momento.

Pei Shaoze a beijava, incapaz de parar. Ao tocá-la, todo seu autocontrole se desfazia em segundos.

— Você veste, ou eu ajudo?

Su Banxia: — ...

Canalha.

Mas, em vez de ser devorada por ele, Su Banxia preferia vestir.

— Eu visto!

Dito isso, ela o empurrou com força, arrancou-lhe a cueca das mãos.

E entrou direto no banheiro.

Pei Shaoze a viu entrar apressada no banheiro, e o canto da boca se curvou, os lábios ainda com o perfume dela.

— Toc, toc!

A porta do quarto bateu.

— Entre!

Pei Shaoze pensou que fosse Pei Shaoyin, e respondeu.

A porta do quarto foi aberta, mas quem entrou não foi Pei Shaoyin, e sim o Segundo Mestre Pei.

Pei Shaoze o olhou, instintivamente deu uma olhada em direção ao banheiro onde Su Banxia ainda estava, e então se virou para o Segundo Mestre Pei: — Vamos conversar lá fora!

Do jeito que Su Banxia estava agora, ele não queria que ninguém a visse.

O Segundo Mestre Pei ergueu as sobrancelhas, não disse nada, e se virou para sair do quarto.

Quando Su Banxia saiu, Pei Shaoze já não estava mais lá. Vestindo as coisas dele, sentia-se realmente estranha.

Queria sair para procurar Pei Shaoyin, mas estava vestindo a camisa de Pei Shaoze, o que podia ser considerado desleixado.

Então, era melhor ficar quieta no quarto.

Su Banxia ficou sentada no quarto por um tempo, até que alguém bateu na porta. A princípio, pensou que fosse Pei Shaoze voltando.

Ela disse, meio sem ânimo: — Entre!

A porta do quarto foi aberta, e quem entrou foi uma mulher.

Su Banxia ergueu os olhos, surpresa, olhando para Pei Shaoyin que se aproximava, hesitou e perguntou: — Srta. Pei?

Pei Shaoyin assentiu, examinando-a, desconfiada: — Você é aquela moça da família Su de Xicheng?

Su Banxia franziu a testa: — Família Su de Xicheng?

— Hum!

Pei Shaoyin assentiu, entregando-lhe as roupas que trouxera: — Tudo novo!

Pegando as roupas que ela lhe deu, Su Banxia acenou levemente com a cabeça e foi para o vestiário.

Pei Shaoyin não saiu correndo, mas ficou meio inclinada na parede, esperando Su Banxia sair.

Su Banxia trocou de roupa. Pei Shaoyin foi muito atenciosa, preparou todas as roupas.

E o tamanho era bem adequado.

Surpresa por um momento, Su Banxia arrumou a roupa e saiu.

Ao sair, viu que Pei Shaoyin ainda estava lá. Su Banxia olhou para ela: — Srta. Pei, muito obrigada!

Pei Shaoyin deu de ombros, indiferente: — Não precisa, foi tudo meu irmão quem mandou fazer. Ouvi dizer que você é minha futura cunhada, então já estou conhecendo você antes.

Su Banxia hesitou. Desde quando ela se tornou a futura cunhada dela?

Não era fácil explicar, então Su Banxia não disse mais nada.

Pensando um pouco, ela perguntou: — Os convidados no salão já foram embora?

Já devia ser quase meia-noite, os convidados no salão provavelmente já tinham ido embora.

Pei Shaoyin fez um som de confirmação, olhando para ela: — Você realmente empurrou Ye Lan na piscina hoje à noite?

Su Banxia franziu a testa: — Se eu disser que foi ela quem me empurrou, você acredita?

— Acreditar ou não, para mim não faz diferença, não tem nada a ver comigo. O importante é você. Ter esse tipo de problema com a família Ye no banquete de aniversário do tio, provavelmente ele não vai gostar.

Pei Shaoyin disse, indiferente.

Su Banxia ficou confusa. O jeito que ela falava, parecia que ela já era a nora da família Pei?