Capítulo 69: Capítulo 69 Você quer muito um pai?

? Naquela noite, Pei Shaoze a defendeu na frente de tanta gente, e agora ele a viu novamente com Lin Tongze, trazendo as duas crianças para passar férias aqui. Imaginava-se que, ao chegar aos ouvidos de Pei Shaoze, aquilo poderia ser mal interpretado. Su Banxia decidiu não pensar nisso. Baixou a cabeça e comeu com Lin Tongze, depois levou as duas crianças para passear e tirar fotos. Guoguo era um pouco narcisista. Su Hao trouxe uma câmera, e os dois pestinhas procuravam os lugares mais bonitos para fotografar. Su Banxia e Lin Tongze seguiam atrás. Su Banxia disse: "Ye Hengtian entendeu mal a relação entre mim e Pei Shaoze. Hoje ele me viu com você, não sei o que vai parar nos ouvidos de Pei Shaoze!" Não era que ela se preocupasse com o que Pei Shaoze pensaria ao saber que ela estava com Lin Tongze; ela temia que ele fosse atrás de Guoguo e Su Hao. Lin Tongze ouviu e olhou para ela: "Não se preocupe, essas coisas não podem te ameaçar em nada." Su Banxia não sabia como dizer a Lin Tongze que Guoguo e Su Hao eram filhos de Pei Shaoze. Então suspirou levemente, baixou a cabeça e não disse mais nada. Os dois caminharam em silêncio por um tempo. O calor do lado de fora era intenso, mas as crianças se divertiam. Su Banxia e Lin Tongze encontraram um lugar à sombra para sentar. Vendo as crianças tão felizes, o humor de Su Banxia melhorou, e um sorriso involuntário surgiu no canto de seus lábios. Lin Tongze a observava de lado, e seu olhar periférico pousou no rosto dela. Seu sorriso era lindo; nem o céu azul com nuvens brancas podia superar aquele sorriso naquele momento. Lin Tongze ficou um tanto hipnotizado. Su Banxia sentiu alguém a observando e, ao virar-se, encontrou o olhar de Lin Tongze. Ela hesitou por um instante, depois sorriu: "Por que você fica me encarando?" Pego no flagra, Lin Tongze não ficou constrangido. Em vez disso, sorriu e a encarou com seriedade: "Banxia, alguém já te disse que você fica especialmente linda quando sorri?" Su Banxia inclinou a cabeça, pensou um pouco e respondeu: "Sim!" "Quem?" "Você!" Ela riu de novo, com um ar vivo: "Você acabou de dizer." Lin Tongze riu sem graça, olhando para ela com seriedade: "Você realmente fica linda quando sorri." Su Banxia deu uma risadinha baixa, apoiou o queixo e olhou para Guoguo e Su Hao, sem responder a Lin Tongze. Quando um homem elogia sua beleza do nada, sempre há sentimentos difíceis de explicar. E naquele momento, Su Banxia parecia não ter forças, ou disposição, para lidar com esses sentimentos, especialmente os de Lin Tongze. Vendo que ela começava a se esquivar de novo, Lin Tongze segurou seu pulso, virou-a pelos ombros para que olhasse para ele, e disse com seriedade: "Banxia, você ainda está fugindo!" Ela o encarou, sem saber o que fazer: "Fugindo do quê? Eu..." "Banxia, nos conhecemos há tantos anos. Guoguo e Su Hao precisam de um pai, e você precisa de alguém para cuidar de você." O significado era muito claro. Conhecendo-o há tantos anos, Su Banxia sempre soube que Lin Tongze era muito bom para ela. Não era que ela nunca tivesse pensado nisso. Só que, do jeito que estava agora, ela realmente não merecia um homem como ele. Olhando para Lin Tongze, ela disse: "Tongze, desculpe. Sei que te devo muito ao longo desses anos, mas ainda quero criar Guoguo e Su Hao sozinha. Posso cuidar bem deles. Veja, eles não tiveram pai até agora e estão bem, não é?" Fez uma pausa e continuou: "Quanto a mim, acho que estou bem agora. Consigo cuidar de mim mesma!" Lin Tongze franziu a testa. Quase toda vez que ele abria o coração para Su Banxia, ela deixava claro que eles não ficariam juntos. Ele nunca entendeu o que ela tinha passado para não querer deixar ninguém se aproximar e protegê-la. Ela mantinha sua casca protetora tão bem que ninguém conseguia entrar, e ela mesma não conseguia sair. Com as palavras nesse ponto, Lin Tongze naturalmente não podia insistir mais. Naquele momento, Guoguo e Su Hao voltaram de brincar. Guoguo, narcisista, insistia para Su Hao mostrar as fotos para ela. Su Hao, sem conseguir resistir à irmã, deixou que ela fizesse o que quisesse. Os dois irmãos se encostaram em Su Banxia, olhando as fotos de cabeça baixa. Lin Tongze e Su Banxia, naturalmente, não tinham mais assunto para conversar. Guoguo disse que queria colher frutas. Su Banxia ia levá-la, mas lembrou que, durante o almoço, Su Hao ficou olhando fixamente para o campo de golfe. E, como naquele momento ela e Lin Tongze também não sabiam o que dizer, ela se virou para Lin Tongze: "Tongze, leve Su Hao para jogar golfe. Eu vou com Guoguo colher frutas!" Fazer os dois irem com elas para o pomar seria entediante. Lin Tongze entendeu o que ela pensava, suspirou internamente, concordou com a cabeça e levou Su Hao para o campo de golfe. Su Banxia foi com Guoguo para o pomar. Já era fim de tarde, a temperatura estava agradável, uma brisa suave soprava, o céu azul e as nuvens brancas tornavam tudo especialmente bonito. "Mamãe, você e o tio Lin vão se casar?" Guoguo segurava a mão de Su Banxia, andando com suas perninhas curtas e olhando para cima. Su Banxia achou graça e olhou para ela: "Quem te disse isso? Que bobagem." "Foi o irmão. Ele disse que, se vocês se casarem, vamos morar com o tio Lin. Isso significa que eu e o irmão vamos ter um pai?" Guoguo gostava muito de Lin Tongze. Ele era bom para a mãe, para o irmão e para ela. E o tio Lin era muito bonito; era a pessoa mais adequada para a mãe que ela já tinha visto. Pensando nisso, Guoguo até esperava que o tio Lin e a mãe se casassem. Su Banxia não sabia o que passava pela cabeça da pequena, mas ouviu quando ela disse que ela e o irmão logo teriam um pai. Dava para perceber que eles também queriam ter um pai. Todas as crianças querem ter pai e mãe, mesmo sendo tão comportadas. Su Banxia sentiu um aperto no coração. Agachou-se e olhou para Guoguo: "Querida, você quer muito um pai?" Guoguo não hesitou e balançou a cabeça, sorrindo: "Sim, sim! Se eu tiver um pai, posso ter brinquedos feitos por ele, como as outras crianças." Fez uma pausa, como se lembrasse de algo, e olhou para a mãe: "Mas o irmão disse que, se a mamãe arranjar um pai para nós, ele tem que ser bom com a mamãe, senão não queremos." Essas crianças... O coração de Su Banxia se derreteu. Ela ia beijar a bochecha da filha, quando viu Ye Hengtian parado ao lado, com uma expressão entre o sorriso e o sarcasmo. "Guoguo, vai brincar, mas não se afaste. Se acontecer alguma coisa, chame a mamãe bem alto." Depois de dar as instruções, viu Guoguo sair pulando e correndo, e então se virou para Ye Hengtian. "O Sr. Ye está aqui para colher frutas?" Provavelmente não. Ele não parecia ser do tipo que perderia tempo colhendo frutas. Ye Hengtian foi até um banco de madeira próximo, ergueu as sobrancelhas e olhou para ela: "Ficar em pé para conversar gasta energia. Que tal sentar e conversar?" Su Banxia entendeu que ele queria falar sobre algo. Sentou-se ao lado dele, sem tomar a iniciativa de falar, esperando que Pei Shaoze começasse. Ye Hengtian não tinha pressa. Em vez disso, olhou para Guoguo, que colhia frutas ao longe, e disse em tom suave: "Sua filha é bem animada!" Su Banxia também olhou para Guoguo e respondeu com indiferença: "Todas as crianças são assim." Como não sabia o que ele queria dizer, ela manteve um tom neutro.