Capítulo 521: Capítulo 521: Eu Aceito

Capítulo 521: Sim, Aceito (Fim)

Pei Shaoze, nesse momento, estendeu a mão para pegar os dedos finos dela, levou-os aos lábios e depositou um beijo: “Senti sua falta.” “Hã?” Su Banxia ergueu a cabeça. Sem querer, caiu num par de olhos profundos. Eles se encararam, sem dizer nada, mas sem constrangimento. Su Banxia ficou ali olhando para Pei Shaoze, como se pudesse fitá-lo por toda a vida. No entanto, a cena aconchegante não durou muito. A porta externa foi explodida com um estrondo: “Noivo e noiva, parem de conversar aí dentro! Rápido, o tempo está acabando! Noivo, venha logo, você precisa entrar primeiro!” O organizador do casamento do lado de fora estava suando em bicas. O noivo, sem motivo aparente, tinha saído da sala de espera para procurar a noiva e ainda ficava enrolando sem sair. Se passasse do horário, todo o cronograma desandaria! Pei Shaoze, interrompido, franziu a testa com irritação e virou-se para falar, mas Su Banxia o empurrou: “Pronto, o tempo está quase acabando.” “Hum.” Pei Shaoze olhou para ela, viu aquela linda mulher vestida de noiva, e no fim não teve coragem de decepcioná-la. Então, contendo-se, depositou um beijo na testa de Su Banxia e, com passos largos, foi abrir a porta. Assim que abriu, foi puxado pelo organizador e levado dali rapidamente. “Noiva, prepare-se também. Ah, e seu... não, nada não, vamos logo.” Outro organizador também entrou correndo, ia dizer que o pai dela também deveria se preparar, mas lembrou que Su Banxia já havia dito que não tinha família, então engoliu as palavras. A maquiadora veio retocar a maquiagem e, em seguida, empurrou Su Banxia para fora. Su Banxia, porém, percebeu o que o organizador havia engolido. Olhou para o gramado vazio diante da igreja e seu olhar escureceu um pouco. Antes, ela tinha encontrado sua tia, mas não sabia qual era a atitude dela. Imaginou que a tia provavelmente não viria, afinal, estavam tantos anos sem se ver. Um casamento sem a companhia da família... Su Banxia pensou nisso e sentiu uma pontada de pesar no coração. Ela caminhava de cabeça baixa atrás do organizador, sentindo que faltava algo, mas sem conseguir identificar o quê. Não esperava que, após alguns passos, uma voz nítida soasse atrás dela: “Mamãe, espera!” Su Banxia parou, virou-se e viu Su Guoguo, vestindo um vestido de princesa rosa, pulando em sua direção. “Guoguo, você...” Su Banxia, ao ver o jeito da criança, não pôde evitar um sorriso. Ia falar, mas quando viu a pessoa atrás dela, ficou atônita. “Não disseram que a família tem que acompanhar? A família chegou.” Su Hao, vestindo um terno pequeno, falou com seriedade, fazendo pose de adulto. Enquanto falava, olhou para trás, para a mulher ao seu lado: “Casamento é só uma formalidade, não precisa de tanto rigor, não é obrigatório ser um homem que dá a mão.” Dessa vez, Su Banxia não prestou atenção no que eles diziam. Ela apenas fitava aquela mulher de meia-idade, ao mesmo tempo familiar e estranha. Abriu a boca, mas antes de falar, seus olhos já estavam vermelhos. A mulher, vendo isso, aproximou-se apressadamente e segurou a mão dela com cuidado: “Chorar no casamento dá azar, não chore, Banxia, não chore.” “Tiazinha...” Su Banxia, ao ouvir o conselho desajeitado da mulher, não conteve as palavras. A mulher, ao ouvir, ficou atônita, retirou a mão com um pouco de hesitação: “Eu, eu recebi o convite, só queria dar uma olhada, mas essas duas crianças, depois que ouviram quem eu era, me...” Su Banxia, ouvindo a explicação atrapalhada, balançou a cabeça rapidamente e estendeu a mão para segurar a dela: “Você deveria ter vindo, tiazinha. Você quer me levar até lá?” “Pode, pode?” A mulher ainda estava insegura. “Vamos, vamos! O tempo está acabando, depressa!” Su Guoguo, sem se importar, pulava atrás delas, empurrando as duas, apressando-as a ir. Su Banxia sorriu, enlaçou o braço da mulher e olhou para o organizador do casamento. O organizador, ao ouvir, entendeu a situação e assentiu para ela. Olhou o relógio, o tempo estava quase no fim, então não disse mais nada e apressou todos até a porta da igreja. Em frente à pesada porta de madeira da igreja, o coração de Su Banxia, antes alegre, de repente ficou tenso. A mulher ao seu lado estava ainda mais nervosa, apertando a mão de Su Banxia com força, a palma cheia de suor. Su Banxia olhou para ela, viu seus olhos vermelhos como se fosse chorar, mas ela mordia os lábios para se conter, e sentiu o coração amolecer. Ia falar, mas naquele momento o sino pesado da igreja soou. Dong! Um som grave ecoou no ar, e a porta da igreja foi lentamente aberta. Aplausos soaram imediatamente. Su Guoguo, alegre, balançava sua cestinha de flores, espalhando pétalas enquanto pulava para abrir caminho. A mulher também endireitou as costas imediatamente, segurou a mão de Su Banxia com solenidade e, passo a passo, a conduziu para dentro. Su Banxia olhava para tudo à sua frente e, de repente, sentiu-se perdida. Parecia que só via uma luz branca, como se fosse ao paraíso, e cada passo parecia pisar em nuvens. “A noiva caminha lentamente em direção ao noivo...” A voz do celebrante soou grave, mas Su Banxia sentia tudo cada vez mais irreal. Ela seguia mecanicamente, mas quanto mais se aproximava do altar, mais leve se sentia, quase sem equilíbrio. Quando ia subir no palco, tropeçou. “Ai!” Alguém gritou assustado, vendo Su Banxia prestes a cair. Mas antes que caísse, Pei Shaoze veio rapidamente, segurou seu braço, envolveu sua cintura e, com um giro suave, a levou para o palco. O pequeno imprevisto gerou aplausos intensos. Su Banxia, envergonhada, abaixou a cabeça e ficou ao lado. Pei Shaoze, vendo sua fragilidade, ergueu uma sobrancelha e sussurrou: “Você finalmente se casou comigo.” Su Banxia assentiu levemente, sem conseguir dizer uma palavra. Atrás deles, o velho pastor, vendo a cena, sorriu suavemente, tossiu baixinho e bateu com um dedo na mesa. Os dois então se recomporam. Olharam para o pastor, que limpou a garganta e, lentamente, recitou o solene juramento. “Sr. Pei, você aceita, neste sagrado casamento, receber Su Banxia como sua legítima esposa, para viverem juntos sob a orientação de Deus? Você aceita, de agora em diante, amá-la, respeitá-la, consolá-la, cuidar dela e, durante todos os dias de suas vidas, não ter outros pensamentos, sendo-lhe fiel?” “Sim, aceito.” Pei Shaoze assentiu com seriedade. O pastor virou-se para Su Banxia e sorriu com benevolência: “Então, Srta. Su, você aceita, neste sagrado casamento, receber Pei Shaoze como seu legítimo marido, para viverem juntos sob a orientação de Deus? Você aceita, de agora em diante, amá-lo, respeitá-lo, consolá-lo, cuidar dele e, durante todos os dias de suas vidas, não ter outros pensamentos, sendo-lhe fiel?” Os olhos de Su Banxia brilharam. Em sua mente, cenas passavam como um caleidoscópio, felizes e infelizes, até que tudo se fixou naquele homem bonito à sua frente. Ela olhou profundamente para Pei Shaoze, sabendo que o resto de sua vida não seria mais à deriva, pois finalmente havia ancorado. Então, assentiu com firmeza. “Sim, aceito.”