Capítulo 505: Capítulo 505: O Sequestrador

Assim que ela saiu, desabou completamente, o medo que sentia começou a surgir lentamente, e ela começou a tremer, percebendo tarde demais.

Ela se esforçou para manter a mão firme e ligou para Pei Shaoze, mas, para sua surpresa, ninguém atendeu do outro lado.

"O que está acontecendo..."

Su Banxia engoliu em seco, mas não tinha tempo para pensar muito, então só pôde ligar para Fang Shiqing.

"O que foi? Tão cedo, as coisas não estão indo bem por aí..."

Fang Shiqing ainda estava meio sonolenta.

Su Banxia olhou para o relógio e percebeu que, depois de toda essa confusão, já eram quase onze horas. Mas, como era fim de semana, Fang Shiqing provavelmente não estava se cobrando muito. Su Banxia suspirou, esperou um pouco até que ela acordasse de vez, e então falou.

"Shiqing, levanta rápido, preciso te contar uma coisa. Aqui deu um problema grande agora."

"O quê?"

Fang Shiqing, ao ouvir o tom tenso de Su Banxia, também se assustou. Rapidamente balançou a cabeça, deu um pulo da cama como um peixe.

Enquanto falava, ela inclinou a cabeça, segurando o celular com o pescoço, foi até a cama pegar um lenço umedecido, passou no rosto de qualquer jeito, e pegou um bloquinho: "Me conta o que aconteceu, estou anotando aqui."

"O Xiao se meteu em encrenca. Pode ser que os desenvolvedores mandaram alguém bater nela..."

Su Banxia contou rapidamente o que tinha acontecido para Fang Shiqing, e de repente sentiu um frio.

Ela olhou em volta. Estava no corredor do hospital, com enfermeiras e pacientes dos dois lados. Não devia ter problema, pensou ela, sem dar muita importância. Só se virou para evitar a janela e ficou num canto encostada na parede.

"Agora acho que o objetivo deles não é tão simples assim. Se você tiver tempo livre, é melhor falar com o presidente Pei e os outros. Preciso levar o Xiao de volta agora, ela está apavorada, não pode ficar aqui de jeito nenhum."

Dizendo isso, Su Banxia pensou um pouco mais: "Quanto a mandar alguém para cá, é melhor vocês discutirem. De preferência alguém forte. Se eu tiver que ficar..."

"Para de brincadeira. Do jeito que você está, como vai ficar aí?

É óbvio que eles estão querendo arrumar confusão com vocês, e talvez já tenham preparado isso há muito tempo para dar um susto!"

Fang Shiqing a interrompeu antes que ela terminasse.

Enquanto falava, ela rangeu os dentes: "Mas que história é essa? O departamento de vendas não fez uma avaliação básica antes de fechar a parceria? Como é que pode dar um problema desses!"

Fang Shiqing estava quase furiosa, e enquanto falava, já não conseguia se controlar, pulando de raiva.

Su Banxia, ouvindo o tom tão irritado dela, temeu que ela agisse por impulso e fosse até a empresa cobrar satisfação, o que só pioraria as coisas. Então tentou acalmá-la: "Não fica brava também. Agora só podemos pensar com calma, não vamos fazer nada que traga mais problemas."

"É verdade."

Ao ouvir isso, Fang Shiqing se acalmou: "Tá bom, já vou falar com o presidente Pei e os outros. Fica tranquila, toma cuidado, fica em lugares com bastante gente. Aposto que esses canalhas não vão ousar mexer com vocês em público."

"Pode deixar, eu sei."

Su Banxia assentiu.

Sabendo da eficiência de Fang Shiqing, ela não se preocupou muito. Desligou o telefone e estava prestes a voltar, quando de repente sentiu uma leve brisa passar por trás dela.

Isso era muito estranho!

Su Banxia virou-se imediatamente para olhar, mas antes de ver alguém, sentiu uma dor aguda no pescoço, como se alguém tivesse batido forte com alguma coisa.

Ela se assustou, levou a mão ao pescoço, e quando se virou, ainda sem ver direito quem era, ouviu alguém gritar: "O que você está fazendo!"

Su Banxia achou a voz familiar. Virou-se, mas antes de ver a pessoa, sentiu o pescoço ser agarrado com força, e foi puxada para trás, dando dois passos.

A visão começou a ficar turva por causa da falta de ar, e ela instintivamente segurou firme a mão que apertava seu pescoço.

Foi quando ouviu a pessoa atrás dela, com uma voz meio desesperada: "Não chega perto, estou avisando, não chega perto!"

"Solta ela!"

Uma voz na frente dela soou, ainda mais severa.

Su Banxia, meio tonta, achou a voz familiar. Levantou os olhos e viu Pei Shaoze bem na sua frente!

Ao vê-lo, sentiu como se o coração tivesse voltado ao lugar. Mas antes que pudesse respirar aliviada, a pessoa atrás dela a puxou para trás mais alguns passos.

Seus nervos se tensionaram de novo. Ela tentou se debater, mas antes que conseguisse fazer alguma coisa, ouviu um grito de dor vindo de trás, e a pressão no pescoço desapareceu de repente.

"Você está bem?"

Pei Shaoze, vendo a cena, foi rápido, segurou o braço dela e a ajudou a se levantar, com uma preocupação evidente nos olhos.

Ouviu-se um baque pesado ao lado. Su Banxia se virou e viu o homem caído no chão, segurando o braço, que estava todo ensanguentado.

Ao ver o sangue, ela percebeu que havia uma saída de emergência perto do lugar onde estavam. Dois policiais armados estavam ao lado, e assim que viram o homem cair, foram rapidamente segurar o braço dele e o levantaram.

"Espero que investiguem isso o mais rápido possível."

Antes que os policiais pudessem dizer alguma coisa, Pei Shaoze falou, com o rosto frio.

Depois disso, sem dar tempo para Su Banxia perguntar nada, ele a pegou no colo rapidamente.

"Ah!"

Su Banxia soltou um grito.

Pei Shaoze percebeu algo e deu um olhar frio: "Não fala nada."

E assim, ele a carregou para a frente, dizendo para as enfermeiras e médicos que se aproximavam: "Precisamos de um quarto."

"...Está bem."

A enfermeira assentiu e se virou, como se fosse preparar o quarto.

Su Banxia olhou para Pei Shaoze com um pouco de apreensão, e depois para os arredores, sentindo que algo não estava certo. Mas Pei Shaoze balançou a cabeça: "Não fala nada por enquanto."

Então, a enfermeira veio guiá-los, e Pei Shaoze a levou para o quarto.

Depois de colocá-la na cama, ele não saiu, mas se inclinou. Su Banxia ficou surpresa, e então sentiu Pei Shaoze apertar o abraço, protegendo-a firmemente.

Ela olhava para a frente, sentindo que Pei Shaoze parecia estar tremendo. Antes que pudesse dizer algo, ouviu a voz abafada dele perto do ouvido: "Não fala nada, descansa um pouco. Deixa que eu cuido disso aqui."

Ao ouvir aquela voz cansada e ligeiramente trêmula, Su Banxia sentiu o coração como se tivesse sido picado por um espinho macio, ficando mole na hora. Ela não resistiu e respondeu baixinho: "Está bem."

Ao ouvir isso, Pei Shaoze se levantou. A preocupação ainda estava estampada no rosto, mas ele suspirou, se forçando a se acalmar, e se virou para sair.

Mas, assim que abriram a porta do quarto, três pessoas entraram de repente, direto.

"Ah..."

Su Banxia se assustou com a presença dos três e se encolheu.

Foi quando viu aquelas pessoas se aproximarem, e sem esperar que eles dissessem nada, simplesmente se ajoelharam diante deles.