Su Banxia também demonstrou insatisfação: "Para ser sincera, qualquer um que se depare com essas situações vai enfrentar dificuldades, mas vocês não podem simplesmente jogar a culpa nas 'dificuldades'. Viemos aqui para ver a sinceridade da marca de vocês. Desta vez, todos têm a intenção de negociar uma parceria. Originalmente, era um projeto que beneficiaria ambos os lados, mas desse jeito não vai dar certo."
"Você tem razão, nós também queremos muito resolver esse problema, mas a situação está um pouco complicada agora. Fique tranquila, vamos resolver isso rapidamente... essas pessoas..."
Xu Yan se esforçava para falar, mas antes que terminasse, de repente ouviu-se um grito do lado de fora. Era uma senhora idosa que, segurando o peito, caiu no chão e começou a se debater.
Ao ver aquela cena, Xu Yan sentiu novas veias saltarem em sua testa e gritou com os seguranças: "Por que não chamam logo a polícia e levam essas senhoras para o hospital? Estão aí parados fazendo o quê!"
"Seus sem-vergonhas, vocês enterraram ossos de mortos ali e nem os tiraram, vão ser amaldiçoados! Devolvam nosso dinheiro! Vocês jogam a culpa toda em um ginseng morto há mais de três anos, vocês não têm vergonha na cara!"
"Rápido! Rápido! Tirem elas daqui! A senhora está com a visão turva pela idade, não sabe o que diz, rápido!"
Ao ouvir isso, um lampejo de pânico passou pelo rosto de Xu Yan, que rapidamente ordenou que os seguranças expulsassem o grupo de senhoras que se debatiam no chão.
Mas Su Banxia franziu a testa ao ouvir aquilo e estendeu a mão para interromper: "Espera, o que é isso de 'ginseng morto há três anos'?"
"Secretária Su, não dê ouvidos a essas bobagens delas. Isso não tem fundamento. Garanto que o dinheiro da indenização já foi pago. Elas é que não encontraram a pessoa certa para cobrar e inventaram esses boatos..." Xu Yan correu de volta para explicar.
"Como é que você fala, moço? Como é que é boato? A certidão de óbito da delegacia já tem três anos, a pessoa não morreu, então o que foi?"
"Isso! Vocês só querem roubar nossa indenização! Uma empresa tão grande como a de vocês, querem engolir centenas de milhares, vocês não têm vergonha!"
Assim que Xu Yan falou, as senhoras ao lado se exaltaram. Falavam umas por cima das outras, quase querendo invadir a empresa para esclarecer tudo.
Vendo aquela situação, Su Banxia também ficou surpresa. Ela ergueu a mão como um gesto de contenção, virou-se para o vice-gerente e perguntou, franzindo a testa: "O que está acontecendo, afinal?"
"Isso... isso..." Xu Yan olhou para Su Banxia, a princípio pensando em mentir. Mas, ao ver o olhar sério dela, como se não estivesse disposta a brincadeiras, ele só conseguiu dar um sorriso amarelo, sem saber o que fazer.
Nesse momento, uma das senhoras, percebendo que Su Banxia parecia ter alguma autoridade, escapou por entre os braços do segurança, agarrou a mão de Su Banxia e caiu de joelhos com um baque.
Su Banxia se assustou e rapidamente a ajudou a se levantar: "Senhora, não faça isso. Se tem algum problema, pode falar diretamente."
"Deixe-me dizer, esse pessoal é um bando de comerciantes sem coração, são vigaristas! Eles querem enganar o dinheiro de vocês! Nossa casa aqui está vazia há mais de dez anos. Antes, era usada pelo irmão do meu marido. Depois que ele morreu de doença, ficou abandonada."
A senhora falou, virando-se com raiva para apontar para Xu Yan: "Foram eles! Foram eles que chamaram não sei quem, foram para minha casa ficar dois dias, e aí a casa virou propriedade desse sujeito!"
"Isso nunca aconteceu!" Xu Yan balançou a cabeça na hora, quase querendo jurar por Deus.
"Você ainda mente! O Yang Tou, do bairro vizinho, já viu você dando dinheiro para aquele rapaz!"
"Isso! Aquele rapaz disse na época que só ia ficar meio dia, mas acabou ficando uma semana inteira, e ainda disse que tinha combinado com a irmã Yang. Bah! Sem-vergonha!"
Os gritos vigorosos dos idosos deixavam todo mundo tonto. Su Banxia rapidamente os separou e tentou perguntar com calma: "Mas não disseram que havia um certificado do comitê de bairro?"
"É falso!" A senhora disse com indignação: "Quando vieram fazer a demolição, nem nos avisaram, nem investigaram. Só disseram que tinham um certificado e derrubaram nossa casa! Só ficamos sabendo depois que a indenização podia ser negociada."
Vários outros concordaram. Pelas palavras confusas deles, Su Banxia entendeu que a construtora agiu primeiro e só depois falou em indenização, já tendo demolido parte das casas. Além disso, no início, só negociaram com alguns idosos que não entendiam bem, sem conversar com os mais jovens da região. Depois que a situação não pôde mais ser escondida, enviaram representantes para negociações separadas. Quanto ao casal de idosos que havia ido para o exterior, só voltaram para cobrar o dinheiro depois de receber a notícia de um vizinho.
"Eles são uns sem-coração, nunca pensaram em pagar!" A senhora dizia, escondendo-se cautelosamente atrás de Su Banxia, como se temesse que o gerente ao lado pudesse agredi-la.
Su Banxia achou estranho e olhou para Xiao Yaqin. As duas trocaram um olhar e perceberam que havia algo errado, mas estavam no território deles e não podiam se exceder. Então, Su Banxia deu um tapinha na mão da senhora para acalmá-la: "Vamos investigar isso a fundo."
"A senhora precisa..." "Senhora, mas nós não somos chefes deles. Viemos aqui só como parceiros em potencial para uma avaliação. Resolver esse problema depende da polícia."
Su Banxia disse, pegando o celular: "Já que há dúvidas, por que não vamos a um lugar para esclarecer tudo? Que tal irmos à delegacia e conversarmos direito?"
"A polícia é toda aliada deles, não vá!" A senhora balançou a cabeça na hora, com um lampejo de pânico em seus olhos envelhecidos.
"Fique tranquila, acho que a polícia daqui deve ser justa..." Su Banxia achou suspeito, mas não acreditava que a construtora pudesse ter a polícia na mão e dominar tudo. Mas, como a senhora não concordava, Su Banxia teve que ceder: "Então... se a senhora não se sente segura, que tal irmos a um restaurante, sentar e conversar direito?"
Enquanto falava, Su Banxia olhou para trás, para Xu Yan, que várias vezes tentara interromper. Seu olhar era tão frio que Xu Yan ficou paralisado no lugar, sem saber o que fazer. Hoje, o presidente e o diretor-geral deveriam ter vindo, mas, por algum motivo, foram retidos no meio do caminho, deixando apenas ele, o vice-gerente, que realmente não conseguia intervir.
"Parece que você não tem objeções. Então vamos." Su Banxia disse, e, sem mais delongas, ajudou a senhora a descer as escadas.
O grupo de idosos que parecia estar ali para causar confusão, vendo que Su Banxia era tão acessível, seguiu-a surpreso. Xu Yan ficou parado atrás por alguns segundos antes de correr atrás deles. O elevador do prédio comercial lotou na hora. Xu Yan desceu no segundo elevador, com um intervalo de tempo, mas Su Banxia não se importou.