Capítulo 458: Capítulo 458 Caindo

A enfermeira ergueu o olhar e ficou tão surpresa com a aparência impressionante do homem que prendeu a respiração, só então, tardiamente, compreendeu o que ele dizia.

Ela soltou um "ah" e, instintivamente, apontou para trás, indicando o quarto de Su Banxia.

Pei Shaoze não ligou mais para ela, murmurou um "obrigado" apressado e seguiu em passos largos naquela direção.

"Nossa... isso... isso era..."

A enfermeira gaguejou, olhando para lá, mas descobriu que Pei Shaoze havia parado apenas na porta do quarto.

Pei Shaoze avançou rapidamente, mas antes de empurrar a porta, ouviu risadas vindas de dentro e então parou.

"Já disse que não estou com nada, o que é isso tudo que você trouxe?"

"Onde dói, come o que fortalece."

Pei Shaoze franziu levemente a testa, respirou fundo, bateu duas vezes na porta do quarto e, sem esperar resposta, entrou em passos largos.

Su Banxia se apoiou e virou a cabeça para olhar; ao ver Pei Shaoze, um lampejo de pânico passou por seus olhos.

Mas antes que pudesse falar, viu a pessoa ao lado dar um passo à frente e cumprimentar Pei Shaoze com cortesia: "Sr. Pei, há quanto tempo."

"Você também, Sr. Lin."

Pei Shaoze, com o rosto frio e tom rígido, disse: "Realmente não esperava encontrá-lo aqui."

Ao dizer isso, ele virou-se imediatamente para olhar para Su Banxia.

Su Banxia, vendo seu olhar cheio de censura, não pôde evitar baixar a cabeça com um pouco de culpa: "Bem... como é que você veio?"

Mas antes que pudesse terminar a frase, ouviu Pei Shaoze bufar friamente: "O hospital ligou."

"Ah..."

Su Banxia respondeu, constrangida.

Ela pensou em dizer algo para amenizar, mas com Lin Tongze ainda ali, algumas coisas realmente não podia falar.

"O que houve com você, afinal?"

Pei Shaoze não se conteve e perguntou diretamente.

"Bem... eu, foi sem querer..."

Su Banxia balançou a cabeça.

Essa tentativa óbvia de disfarçar fez o rosto de Pei Shaoze escurecer ainda mais. Ele ia perguntar mais, mas Lin Tongze interveio: "Já que Banxia não quer falar, pare de perguntar."

Pei Shaoze virou-se, com o olhar afiado como uma faca, mas Lin Tongze não recuou, encarando-o.

Su Banxia, no meio dos dois, parecia um hamster inocente sendo arrastado para a confusão, mas, impotente, só podia observar o confronto silencioso, sem conseguir intervir.

Os três se entreolharam por bons cinco minutos. Quando o olhar de Pei Shaoze já mostrava sinais de raiva, como se estivesse prestes a explodir, Su Banxia, assustada, tossiu e forçou-se a falar.

Mas escolheu o tópico mais banal, virando-se para Lin Tongze: "Obrigada por ter adiantado as despesas médicas."

Pei Shaoze franziu a testa ligeiramente, e ouviu Su Banxia acrescentar imediatamente: "Vou devolver o dinheiro agora."

Lin Tongze, ao ouvir isso, franziu a testa discretamente, olhou para ela e balançou a cabeça: "Então já estamos tão distantes assim?"

Su Banxia ficou sem palavras, sem saber o que dizer, e instintivamente virou-se para olhar Pei Shaoze.

Lin Tongze, vendo esse gesto, teve um lampejo no olhar, mas se forçou a manter a calma.

Pei Shaoze relaxou um pouco e bufou friamente: "A secretária Su é minha assistente pessoal. Todas as despesas de sua internação devem, naturalmente, ser pagas por mim."

Dito isso, sem esperar a resposta de Lin Tongze, tirou um cartão da carteira e o jogou para ele, ignorando se ele recusaria: "Pegue."

"Isso é esmola?"

Lin Tongze olhou para ele, com um sorriso irônico: "Realmente não esperava que você ainda fosse tão arrogante."

E, dizendo isso, devolveu o cartão: "Mas isso foi o que adiantei para minha amiga. Não tem nada a ver com você.

Se quer pagar como chefe dela, faça o processo formal e peça reembolso com a nota fiscal."

O olhar de Pei Shaoze gelou instantaneamente. Su Banxia sentiu que o clima estava tenso e ia falar algo.

Mas Pei Shaoze, como se percebesse, virou-se e a fulminou com os olhos.

Su Banxia, assustada, encolheu o pescoço e deu um sorriso sem graça: "Bem... eu posso..."

"Você sempre age assim?"

Inesperadamente, Lin Tongze falou novamente.

Su Banxia quase desejou morrer. Que campo de batalha era aquele? Ela quase quis fugir, mas a realidade era que tinha o pé quebrado e não podia sair.

"O que você quer dizer?"

Pei Shaoze encarou-o friamente.

"Banxia é sua secretária, não sua empregada. Com que direito você a ameaça para não deixá-la falar?"

Lin Tongze disse sem expressão, mas logo sorriu, olhando para Su Banxia como se a consolasse: "Só queria lembrá-lo de que, às vezes, ser muito duro não é bom, e sua personalidade realmente não é adequada para se relacionar com os outros."

"Se sou adequado ou não para me relacionar, não é problema seu."

Pei Shaoze disse, mas virou-se e apertou a campainha de chamada na cabeceira de Su Banxia.

Su Banxia, assustada com o gesto, pensou que ele ia fazer algo e ergueu a cabeça, olhando fixamente para ele.

Pei Shaoze não gostou daquele olhar, então forçou-se a não olhar para ela. Quando a enfermeira chegou, ele disse calmamente: "Esta paciente precisa ser transferida de hospital. Providencie."

"O quê?"

A enfermeira olhou para Pei Shaoze, surpresa, e depois para Su Banxia.

Após um momento, sob o olhar cada vez mais sombrio de Pei Shaoze, balançou a cabeça, espantada: "A Srta. Su só caiu de uma encosta e teve alguns arranhões. Já foi enfaixada, na verdade não precisa ficar internada. Depois do período de observação, pode se recuperar em casa. No máximo dois dias de internação. Transferir de hospital não seria muito complicado?"

"O quê?!"

Pei Shaoze, ao ouvir isso, franziu a testa imediatamente e olhou para Su Banxia: "Você caiu de uma encosta? O que você fez, afinal?"

"Eu... bem, foi um acidente..."

Su Banxia quase desejou cavar um buraco para se esconder. Não queria tocar no assunto. De cabeça baixa, coçava a cabeça, tentando pensar em algo para amenizar.

Mas antes que pudesse ter uma ideia, ouviu Lin Tongze rir baixinho: "Você a repreende sem saber o que aconteceu, sem entender a situação, e ainda quer organizar a vida dos outros do seu jeito. Que jeito autoritário."

E, com um sorriso de escárnio, continuou: "Mas agora deve estar claro que suas ideias e a realidade são diferentes. Você só faz isso para se satisfazer, sempre fazendo os outros se adaptarem a você..."

Lin Tongze virou-se para olhar Su Banxia: "Sinto muito por Banxia."

"Não, na verdade eu não..."

Su Banxia estava realmente sem graça, sem saber o que dizer.

Já sentia o cheiro de pólvora no ar e só queria baixar a cabeça e fingir de morta.

Mas fingir de morta também não era fácil.

Sentiu que estava com azar, pois até fingindo de morta, foi puxada para fora: "Bem... vocês são, namorados?"