Capítulo 454: Capítulo 454: Adicione uma Aposta

Pei Jiaxin sentiu uma profunda impotência. Ela se jogou exausta no sofá, vendo que apenas uma pessoa ainda estava ao lado do computador: Liang Fang.

Liang Fang a observava, como se olhasse para um mendigo, o rosto cheio de pena.

Pei Jiaxin, naquele momento, já não tinha cabeça para se importar com ele. Liang Fang suspirou: "Sinceramente, Presidente Pei, tudo o que precisamos é de confiança. Na real, a empresa já chegou a esse ponto, ninguém aqui é bobo, nem sem faro. Se quiséssemos ir, já teríamos ido há muito tempo. Chegamos até aqui, quem não trata a empresa como um lar?"

Sua voz era baixa e sincera: "Eu segui você o tempo todo, nunca pensei em abandonar a empresa na hora crucial, certo? Mas só nós não tratarmos isso como um navio afundando não adianta nada.

Você é o capitão. Se você foge, o que acha que os outros podem fazer?"

"... Você não precisa dizer essas coisas. Se quer ir, vá. Ainda tenho alguns recursos aqui. Você trabalhou comigo por tantos anos, sua capacidade é reconhecida no mercado. O que precisar, posso te dar."

Pei Jiaxin suspirou e acenou com a mão, já sem vontade de explicar nada.

Ela se esforçou ao máximo para fazer a empresa funcionar, chegando até a trair a própria família por isso, mas não podia contar. Se contasse, como aquelas pessoas a veriam? Como veriam a empresa?

Além disso, contar isso era um risco. Ela podia levar todo mundo para a cadeia? Ou esperar que essas pessoas, com a consciência pesada, a denunciassem?

Liang Fang viu a atitude de Pei Jiaxin e a última faísca de esperança se apagou. Ele suspirou fundo, como se estivesse profundamente decepcionado, virou-se para desligar o computador, mas naquele momento, ouviu batidas na porta.

Ele olhou para trás, seus olhos brilharam, balançou a cabeça e saiu direto da sala de reunião.

Pei Jiaxin, por sua vez, se jogou exausta no sofá. Já não queria ver mais nenhuma notícia. Levou a mão à testa, sentindo que a cabeça ia explodir.

"Cof, cof."

Sem querer, naquele instante, ouviu uma tosse forte vindo do player à sua frente.

Pei Jiaxin levantou a cabeça e franziu a testa imediatamente: "Como você está na minha empresa!"

"Sua empresa? Haha, você ainda tem humor para falar disso agora?"

O homem riu, olhou para trás, para a sala de reunião vazia: "Tem certeza de que isso ainda é seu?"

"... Não é da sua conta."

"Como não é da minha conta?"

O homem riu e sentou-se diante do computador: "Senhorita Jiaxin, você já viu a situação da empresa agora. Ainda vai insistir naquelas teimosias sem sentido, naqueles tais princípios?"

"..."

Pei Jiaxin pensava, quando de repente teve um lampejo.

Mesmo que ela não estivesse na empresa, esses funcionários a seguiram desde o início, lutando desde a base. Como poderiam trair a empresa tão rápido e virar o rosto para ela?

Com certeza havia alguém por trás instigando e manipulando!

"É você!"

Pei Jiaxin o encarou com raiva: "Foi você que os instigou, não foi? O que você quer, afinal? Mexer com meu trabalho desse jeito, qual é o seu objetivo?"

Pei Jiaxin gritava de forma histérica para a câmera, quase querendo entrar pela tela.

Mas o homem estava calmo, ainda sentado à mesa de reunião à frente, pegando um papel ao lado, dando uma olhada casual e depois erguendo as sobrancelhas para a câmera: "Acho que já deixei meu pedido bem claro, Senhorita Pei. O tempo que lhe resta é curto."

"Se perdermos o interesse na Dingsheng, tudo o que você tem vai se desfazer."

Enquanto falava, ele soltou o papel, que deslizou leve até o chão.

Pei Jiaxin se jogou exausta no sofá. Depois de pensar muito, ela assentiu com a voz rouca e disse: "Aceito todas as exigências. E os seus..."

"Espere."

Mas ela não terminou de falar e foi interrompida.

Pei Jiaxin levantou a cabeça para olhá-lo, sem entender o que ele queria mais.

Viu o homem de repente esboçar um sorriso repugnante: "Eu disse antes que este acordo tem prazo de validade. Claramente você perdeu o momento ideal, então agora vamos adicionar mais uma condição."

"Não abuse da situação!"

Pei Jiaxin rangeu os dentes.

O homem, como se não tivesse ouvido a raiva dela, apenas bateu levemente na mesa: "Além do que você precisava trazer da última vez, vamos precisar de mais um documento seu."

"O que vocês querem, afinal!"

"Queremos a lista atual de clientes da Dingsheng."

"O quê!"

Pei Jiaxin gritou, berrando para o computador.

Houve uma discussão acalorada no apartamento. Pei Jiaxin, com o rosto vermelho, olhava para a câmera, sem notar que, num canto do sofá, um grampo de cabelo estranho brilhou em vermelho e depois se apagou.

Enquanto isso, Su Sinian, que estava no quarto refletindo de portas fechadas, segurava o fone de ouvido, tremendo incontrolavelmente.

...

Na quarta-feira à tarde, Su Banxia já havia organizado os materiais que tinha em mãos.

Quando tirou o papel branco da tela, percebeu que o tempo dado por aquela pessoa estava quase no fim.

Depois de muita hesitação, ela se arrumou e saiu de carro.

O lugar era um clube privado no subúrbio sul da cidade, chamado Clube do Cervo Negro.

Ao pesquisar os dados, Su Banxia lembrou que já tinha visto o nome desse clube enquanto organizava informações de clientes.

E, inevitavelmente, pensou nos boatos sobre esse clube.

Com isso, suspirou baixinho, mas começou a calcular mentalmente.

"O que esse cara quer dizer afinal..."

Ela resmungou, saiu da rodovia e, vendo que a estrada à frente estava boa, se distraiu abertamente.

Sem esperar, enquanto seguia em frente até um trecho de penhasco nos arredores, o carro deu um solavanco forte. Ela voltou a si imediatamente e ouviu um barulho estranho vindo do motor.

Em seguida, o carro apagou de repente, parando no acostamento.

Su Banxia se assustou. Levantou a cabeça e viu uma fumaça branca espessa saindo do capô.

"Ferrou."

Su Banxia pensou, desceu do carro rapidamente e abriu o capô. Um cheiro de queimado a atingiu.

Ela tossiu duas vezes, deu dois passos para trás, franzindo a testa com desgosto.

Já era subúrbio, a estrada era meio isolada, com um penhasco à esquerda e uma floresta densa à direita, ninguém por perto. Provavelmente não conseguiria ajuda.

Ela verificou e viu que não conseguia resolver sozinha. Então colocou o triângulo de sinalização, ligou para o reboque e pediu que viessem buscar o carro.

"Que azar. Hoje talvez nem devesse ter saído."

Su Banxia rangeu os dentes, olhou para trás, para o carro fumegante, xingou e balançou a cabeça, indo para o lado.