Em seguida, empurrou diretamente o homem que estava sobre ela. Afastou-se dele. Ela falou: "Sr. Pei, vim limpar a casa!" Dito isso, virou-se e subiu as escadas, começando a limpar como era seu objetivo inicial. No sofá, Pei Shaoze, que havia levado um copo de água fria, estava reclinado, o roupão um pouco solto, parecendo especialmente sexy. Mas o frio que emanava dele, difícil de ignorar, corroía o ar ao redor. Ao ouvir o barulho da limpeza de Su Banxia no andar de cima, ele franziu a testa com força. Essa mulher, realmente... O frio em seus olhos escuros ficou ainda mais intenso. Su Banxia limpou o andar de cima e depois passou por todos os lugares que precisavam ser limpos. Lá embaixo, Pei Shaoze, sentado, não disse uma palavra, e ela não sabia se ele estava dormindo. Depois de limpar tudo, Su Banxia desceu as escadas e olhou para o homem deitado no sofá. Viu que ele estava com os olhos levemente fechados. Parecia que estava dormindo. Ela foi ao quarto pegar um cobertor fino, aproximou-se dele e tentou cobri-lo. Mas, antes que sua mão o tocasse, de repente, seu pulso foi agarrado. Ela ergueu os olhos e encontrou os olhos negros e gelados de Pei Shaoze. "O que está fazendo?" Su Banxia hesitou: "Vou te cobrir com o cobertor!" Pei Shaoze soltou a mão dela, sentou-se ereto, olhou para ela, examinou o ambiente e perguntou: "Terminou a limpeza?" Su Banxia assentiu, olhou para o relógio e disse: "Sr. Pei, já está tarde, preciso ir para casa." Pei Shaoze não respondeu, apenas a observou. Su Banxia não sabia o que ele queria, então esperou pela resposta dele. Depois de um longo tempo, Pei Shaoze falou: "Você sabe qual é a relação entre o traidor e o traído?" Su Banxia franziu a testa, alerta: "Passivo e ativo!" "Ha..." Pei Shaoze riu levemente: "E entre mim e você?" Su Banxia sentiu que a conversa entre eles já não era mais um teste, mas sim que ele a via completamente como uma espiã comercial. "Sr. Pei, quem contrata não deve desconfiar, e quem desconfia não deve contratar. Já que decidiu me manter na Dingsheng, não deveria continuar duvidando de mim." A desconfiança desse homem era mais assustadora do que ela imaginava. Su Banxia olhou para ele e falou. Pei Shaoze inclinou levemente a cabeça, fixando o olhar em Su Banxia: "Não pretendo te contratar. Ficar na Dingsheng foi uma decisão sua, e eu já disse que você ficaria aqui como minha mulher." Su Banxia não sabia o que dizer. Naquele momento, ela queria mais do que qualquer um sair da Dingsheng, mas... ainda não tinha terminado o que precisava fazer. Olhando para o relógio na parede, Su Banxia mudou de assunto: "Sr. Pei, já está tarde, eu..." "Você vai ficar esta noite!" Pei Shaoze falou, levantou-se e subiu as escadas: "Já que fez sua escolha, deve fazer o que precisa fazer!" Ficar? Fazer o que precisa? Su Banxia franziu a testa com força, contendo a raiva: "Sr. Pei, sou sua secretária, não sua amante. Se precisar, posso ligar para chamar uma para o senhor!" "Secretária?" Pei Shaoze virou-se para olhá-la: "Achei que você já tivesse feito sua escolha, concordando em ser minha... amante!" "O senhor se enganou!" Su Banxia decidiu que, se continuassem assim, ela poderia acabar estrangulando aquele homem, então disse: "Sr. Pei, tenho coisas em casa, vou indo!" E virou-se para sair. Mas Pei Shaoze bloqueou seu caminho, com o olhar sombrio: "Você me comprou por duzentos reais por uma noite. Para ser justo, posso te comprar por duzentos reais por uma noite, está bem?" Su Banxia olhou para ele. O que isso significava? Acertar contas antigas? "O senhor está querendo cobrar contas passadas?" "Duzentos é pouco? Você acha pouco?" Pei Shaoze respondeu sem relação com a pergunta, continuando: "É verdade, em seis anos, o dinheiro valoriza. Que tal dois mil?" Su Banxia o encarou, sentindo raiva e emoções confusas subirem. Depois de um tempo, ela de repente sorriu, com um ar grandioso: "Duzentos viraram dois mil, no fim das contas, eu saí ganhando." Aproximou-se dele, sorrindo levemente: "Sr. Pei, quando sai para se divertir, quanto paga por uma mulher? Dois mil? Deveria ser mais, não? Com o senhor sendo tão rico, sempre foi generoso. No mínimo, uns vinte mil, não?" Enquanto falava, ela se aproximava dele passo a passo, sorrindo: "Que tal me dar vinte mil? Afinal, fui uma escolha especial sua. Vinte mil não é muito para o senhor. Lembro que da última vez que estivemos juntos, o senhor não me pagou!" Ela se aproximou, encostando levemente o corpo nele, e continuou: "Além disso, naquela noite, o senhor me machucou bastante. Que tal acertarmos tudo de uma vez? Se quiser de novo, podemos cooperar, não é?" Ela se rebaixou, como uma prostituta. O frio no rosto de Pei Shaoze ficou mais intenso. De repente, ele a empurrou com força no sofá. Depois, montou sobre ela, agarrou sua garganta com a mão grande e apertou com força, dizendo de forma fria e assustadora: "Cooperar? Estou curioso para saber com quantos homens você já cooperou, hein?" Su Banxia, com o pescoço apertado, sabia que ele estava irritado e decidiu não conter mais a raiva. Riu com sarcasmo: "O Sr. Pei parece muito interessado na minha vida privada. Mas o que minha vida privada tem a ver com o senhor?" Encarando seus olhos escuros, ela o provocou diretamente: "O senhor quer conhecer minha técnica, ou... hein?" "Rasgou..." Pei Shaoze puxou a barra do vestido dela e, com força, rasgou-o. A raiva avassaladora o cegou. Deitado sobre ela, ele não se importou com os sentimentos dela. Su Banxia sentiu tanta dor que as lágrimas vieram. Mas mordeu os lábios com força, sem falar, sem gritar ou resistir. No entanto, após um momento, Pei Shaoze parou. Olhou para ela, vendo a repulsa e o desprezo em seu rosto. Seu peito foi perfurado como por uma lâmina de gelo, uma dor sufocante. Ele disse, com a voz fria: "Vá embora!" E subiu as escadas, entrando no quarto. Su Banxia ficou deitada no sofá, o coração cheio de mágoa e dor. Aquele homem a humilhara repetidamente. Suportando a dor surda abaixo, ela se levantou do sofá. Sua roupa estava rasgada por ele. Estava muito desarrumada. Mas naquele momento, ela não se importava com isso. Pegou a bolsa e, sem querer ficar mais um segundo, caminhou para fora da vila. "Espere!" O homem no andar de cima falou. Su Banxia não se virou para olhá-lo, apenas parou. Os passos atrás dela se aproximavam. Ela não sabia o que ele queria, então esperou em silêncio. De repente, sentiu um calor no ombro e algo foi colocado em sua mão. Su Banxia olhou para baixo. Eram as chaves do carro. Pei Shaoze lhe dera um casaco e as chaves do carro. Hã, que raridade. "O carro está lá fora. Considere como pagamento pelo que aconteceu. Vá embora!" Pei Shaoze disse isso e foi embora. Su Banxia olhou para as chaves do carro em sua mão e sentiu uma vontade irresistível de rir. Esse tratamento dela era pior do que o de uma prostituta comum, não? Pelo menos, elas não eram humilhadas assim.