Capítulo 446: Capítulo 446 Não Arranje Problemas

O homem sentiu-se imediatamente humilhado, querendo de todo jeito recuperar a dignidade. Levantou-se e tentou ir novamente, mas antes mesmo de se erguer, foi pego como se fosse um pintinho.

O segurança segurou o sujeito com uma mão, bufou e o jogou para trás.

Ao ver o segurança alto e forte, o homem suou frio de medo. Olhou para as pessoas do lado de fora, a bebida passou, e, caindo em si, virou-se para fugir. Mas o segurança estendeu a mão e agarrou seu colarinho.

— O que você está fazendo? Me solta!

Gritou o homem.

Pei Shaozhe nem sequer olhou para ele, apenas disse, de costas, com frieza:

— Chame a polícia.

— Sim!

— Você, você...

O homem, vendo a situação, ficou com tanto medo que não ousou falar mais nada.

O segurança levou o sujeito diretamente. O gerente da recepção, vendo aquilo, enxugou o suor e se aproximou cautelosamente:

— Eu, eu levo ele para baixo e espero a polícia chegar.

Afinal, aquele era um grande hotel; não podiam deixar que alguém fosse arrastado daquela forma pela porta da frente.

O segurança olhou para Pei Shaozhe, que bufou em sinal de concordância. Só então ele entregou o tarado ao gerente da recepção, que, sem ousar descuidar, usou o rádio para contatar os seguranças enquanto puxava de lado a faxineira que os havia trazido antes, preparando-se para ensinar as "regras" ao novato.

Antes, quando viram a faxineira na porta do elevador, ela parecia ter visto um fantasma, o que foi uma vergonha para o hotel.

Pei Shaozhe não tinha interesse em se envolver nos assuntos do hotel. Depois que o homem foi levado, ele olhou para Su Banxia e disse:

— Vamos.

— Hum.

Só então Su Banxia conseguiu entender a situação vagamente e assentiu.

Ela também não queria ficar ali, se não fosse por Su Sinian...

Pensando nisso, não pôde deixar de olhar para trás, para Su Sinian. Su Jin e a Sra. Su estavam parados na porta, sem ousar se aproximar. Só quando o homem foi levado é que se apressaram. Ao ver o olhar de Su Banxia, seguiram sua direção.

A Sra. Su viu Su Sinian caída no chão, numa posição bastante feia.

Assustada, correu para ajudar a filha a se levantar. Su Jin não foi; sentiu-se envergonhado e não pôde deixar de virar-se para olhar feio para Su Banxia.

Su Banxia ignorou-o. Recolheu as coisas que havia derrubado e virou-se para ir embora, mas Su Jin a segurou naquele momento e disse em tom de advertência, em voz baixa:

— Banxia, embora sua relação com a família esteja tão desagradável agora, você não pode deixar sua irmã caída no chão, não importa o que aconteça.

Ele queria insinuar que, se Pei Shaozhe tivesse alguma queixa de Su Sinian, esperava que Su Banxia, por consideração a ele, ajudasse a resolver.

— Com esse tipo de pessoa, para que falar?

A Sra. Su, porém, não entendeu nada. Ao ouvir Su Jin dizer aquilo, imediatamente zombou com frieza.

Enquanto falava, sentiu de repente um olhar gélido. Virou-se e viu Pei Shaozhe ao lado, de cara fechada, e ficou tão assustada que não ousou dizer mais nada, apenas ajudou Su Sinian a ir ao banheiro se limpar em silêncio.

Su Jin queria se livrar daquela mulher, mas não podia explodir na hora. Ficou parado, de cara amarrada, olhando para Su Banxia.

— Vou indo.

Su Banxia não respondeu, apenas acenou com a cabeça e saiu.

Su Jin ainda queria dizer algo, mas nesse momento ouviu a Sra. Su gritar:

— O que você disse?!

Acontece que Su Sinian, bêbada e sem reconhecer ninguém, sentiu vagamente que alguém a molhava com água fria. Furiosa, empurrou a Sra. Su para longe.

A Sra. Su, com pena da filha, não a empurrou de volta. Su Sinian começou a resmungar.

Ouvindo com atenção, percebeu que ela estava xingando Su Banxia:

— Não pense que você é especial. Estou te dizendo, mesmo que você tenha sorte agora, logo a sorte será minha. Su Banxia, não pense que pode me prejudicar...

Su Sinian falava enrolado, e a Sra. Su não entendeu nada, só ouviu o nome de Su Banxia e a palavra "prejudicar". Seu cérebro zumbiu, e, pensando em algo, gritou, levou Su Sinian para a cama e saiu correndo.

Su Banxia e Pei Shaozhe estavam na frente do elevador. Ao ouvir o barulho, viraram-se, e Su Banxia foi agarrada pelo colarinho.

— O que você fez com minha filha?! Foi você que mandou alguém, não foi?!

A histeria da Sra. Su irritou Su Banxia, que já estava exausta. Ela apenas a olhou de relance, sem dizer nada.

A Sra. Sra. interpretou o silêncio como confissão e, quase enlouquecendo, tentou puxar seus cabelos.

O segurança viu que a coisa estava feia e correu para separá-las.

Pei Shaozhe, porém, foi mais rápido. Bufou, estendeu a mão e agarrou o pulso da Sra. Su, apertando com força para obrigá-la a soltar.

A Sra. Su sentiu os ossos quase se quebrarem. Soltou com dor e, virando-se, encontrou o olhar gelado de Pei Shaozhe, assustando-se.

Mas, movida pelo amor à filha, rangeu os dentes:

— Jovem mestre Pei, sei que essa raposinha enfeitiçou seu coração, mas preciso dizer uma coisa: ela sempre foi uma bastarda. Se não fosse nossa família tê-la acolhido, quem sabe onde estaria agora. Não nos agradece, tudo bem, somos generosos e não ligamos, mas com que direito ela prejudica minha filha?!

— Sra. Su, sem provas, por favor, não tire conclusões tão precipitadas. Nunca a prejudiquei. Foi ela quem insistiu em ir com aquele homem.

Su Banxia já estava sem forças. Não esperava que, ao tentar apenas tirar Su Sinian dali, fosse gerar toda essa confusão.

— Su Banxia, não invente as coisas. Estou te dizendo, como já comi mais sal do que você andou, já conheço os truques de vadias como você! Você a salvou? Hah, se não tivesse feito essa coisa nojenta e não conseguisse se livrar, por que salvaria minha filha?

A Sra. Su colocou as mãos na cintura, como uma megera:

— Quem não sabe que você finge quando pode, se esconde quando pode? Se faz de santinha e acha que é inocente? Ora, vá se catar!

— Você está sendo irracional.

Su Banxia, sem forças, não conseguia argumentar contra aquela lógica de bandido.

A Sra. Su interpretou aquilo como confirmação e ficou ainda mais agressiva. Estendeu a mão para puxar a roupa de Su Banxia, e, como não alcançava, irritada, bloqueou a frente do elevador:

— De qualquer forma, não vou deixar você ir embora tão facilmente!

— Que provas você tem para dizer isso?

Su Banxia realmente não entendia por que ela estava sendo tão irracional:

— Tudo aqui tem câmeras, inclusive no caminho. Pode verificar se estou mentindo ou não!

— Você está só ganhando tempo. Estou te dizendo, não vou acreditar!

A Sra. Su não deu ouvidos.

— Ah, já que não acredita em mim, vou chamar a polícia agora mesmo. Deixamos a investigação por conta deles.

Su Banxia, irritada, disse que ia chamar a polícia.